Santa Casa de Assis adere a movimento nacional e vai parar no dia 8 de abril

A Santa Casa de Assis aderiu ao ato de mobilização das Santas Casas contra o subfinanciamento

Segundo o Provedor da Santa Casa de Assis, o centro do problema é a defasagem da tabela de procedimentos do SUS (Foto: Reprodução / Santa Casa)

A partir do dia 08 de abril a Santa Casa de Misericórdia de Assis não irá realizar os procedimentos eletivos, ou seja, não urgentes. A paralisação parcial será uma forma de demonstrar para a população a delicada situação financeira que os hospitais enfrentam.

O ato está sendo organizado em conjunto pela Confederação das Santas Casas, a Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em parceria com as Federações e Frentes Parlamentares Estaduais.

O principal objetivo é promover a discussão e um alerta à sociedade sobre o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, com ênfase na realidade da crise das Santas Casas e Hospitais Beneficentes.

O Ato prevê bloquear todo o agendamento eletivo nesta data, como ação de protesto e sensibilização pública. Serão mantidas a  assistência nas urgências e emergências para que a população não sofra desassistência generalizada.

O Provedor da Santa Casa de Assis, Sebastião Carlos Aizo (Foto: Reprodução / Santa Casa)

O Movimento Tabela SUS-Reajuste já teve início em 2012 e vem promovendo diversos encontros e ações públicas para mobilizar a sociedade.

A defasagem da tabela de procedimentos do SUS impõe um déficit de R$ 5 bilhões por ano às instituições, responsável por uma dívida total de cerca de R$ 12 bilhões.

Nos últimos 10 anos houve um reajuste pelo SUS não linear de apenas 57,3%, enquanto, por exemplo, neste período o IGPM teve reajuste de 577,8%; Gasolina – 493,3%; Energia Elétrica – 539,4%; Água – 670%; Gás – 797,9% e Transporte Urbano – 862,7%.

Somente no Estado de São Paulo, as entidades filantrópicas respondem por 50,26% dos leitos públicos, realizando 50,78% das internações. Além disso, 56% das instituições estão localizadas em cidades com até 30 mil habitantes, assumindo posição estratégica para a saúde desses municípios, sendo os únicos a oferecerem leitos em quase 1 mil municípios de menor porte.

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