Secretaria da Educação divulga nota rupudiando campanha da Apeoesp

Segundo a Secretaria, a campanha se pauta por uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos alunos

Na manhã deste sábado, 20, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo enviou à imprensa uma nota repudiando a campanha da Apeoesp, que segundo a Secretaria se pauta por uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos alunos.

Confira a nota na integra:

Secretaria da Educação repudia campanha mentirosa da Apeoesp

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo considera descabidas as reclamações da Apeoesp, que se pauta por uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos alunos, que é renovado diariamente pelos profissionais do magistério paulista, dos quais cerca de 90% garantiram hoje o andamento das aulas. A valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do Governo de São Paulo, que implantou em 2011 uma inédita Política Salarial e que nesta semana encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar para conceder novo aumento aos profissionais da Educação. Os 8,1% de acréscimo propostos eleva de 42,2% para 45,1% o aumento escalonado até 2014.

Desse modo, os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público.

Ao contrário das alegações levianas propagadas pelo sindicato, a pasta cumpre integralmente essa legislação. O Estado obedece ao limite máximo de dois terços da carga horária total para a jornada de trabalho docente em classe. Na verdade, a Apeoesp ataca o mesmo sistema de contagem de horas de trabalho extraclasse que comemorou em 2006 após tê-lo reivindicado à Secretaria da Educação, e hoje tenta esconder essa bandeira de seu passado.

Ainda com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho aos professores, a Secretaria da Educação elabora, por meio de Comissão Paritária composta por representantes da pasta e de associações e sindicatos de profissionais da rede estadual de ensino, os Planos de Carreiras do Magistério, que devem ser concluídos ainda neste semestre.

Na verdade, entre os principais objetivos da mobilização da Apeoesp está a desconstrução do diálogo direto com a rede estadual de ensino estabelecido pela Secretaria da Educação.

A atual gestão está permanentemente à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino. E é justamente esse legítimo diálogo direto que a Apeoesp tenta, em vão, prejudicar.

Para isso o sindicato apelou até para uma campanha mentirosa. Embora no dia 15 de março tenha decidido e divulgado que faria nova assembleia em 19 de abril, nas últimas semanas a entidade passou a afirmar que a greve já estava definida.

A disposição desmedida desse sindicato para recorrer à desinformação e ao “vale-tudo” para manipular enganosamente a opinião pública fica evidente em sua tentativa primária e irresponsável de culpar o Governo do Estado pelas condições trágicas da morte uma professora da rede estadual de ensino, ocorrida em 11 de março na cidade de Itirapina. É repudiável o oportunismo mentiroso e aproveitamento político de um acontecimento que poderia ter ocorrido com integrantes de qualquer instituição e que não teve nenhuma relação com as condições de trabalho da escola.

Por fim, a pasta informa que o registro de faltas nesta sexta-feira (19) teve crescimento de apenas 4,8% do total de docentes, em relação à média diária de ausências de 5%.

Assessoria de Imprensa
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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