Alunos também estudam dentro da cozinha do barracão (Foto: Reprodução TV TEM)

Crianças estão estudando em local improvisado depois que quatro salas de aula da escola municipal Maria Clélia, em Assis, pegaram fogo em março. Elas foram transferidas para um barracão. A cozinha do local também é usada como sala de aula. Os pais reclamam da estrutura que não é adequada ao ensino fundamental e acaba comprometendo ainda mais a aprendizagem.

As quatro salas que foram incendiadas em março estão vazias há dois meses. A preocupação da prefeitura é com toda a estrutura da escola, já que vistorias de engenheiros impedem que que reformas sejam feitas. O prédio deverá ser demolido.

“Desde a época que isso aconteceu estamos avaliando uma melhor maneira de a gente alojar toda a escola. Não são as crianças das quatro salas. A gente apurou que a escola já estava condenada desde 2011. Depois do laudo dos engenheiros temos que retirar todas as crianças daquele ambiente para gente poder demolir aquela escola e construir outra”, explica a secretária de Educação, Maria Amélia Artigas dos Santos.

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O secretário de Obras, Valter de Souza Filho, diz que os laudos que constam as condições do prédio são documentos internos da prefeitura e que somente as salas incendiadas precisam ficar isoladas. O restante, segundo ele, não apresenta riscos aos alunos e professores que continuam no local. Mas como o prédio e antigo, uma reforma é inviável financeiramente. “O risco que a gente analisou são aquelas salas que pegaram fogo, que a gente pediu para que não fossem mais usadas. Porque ali existe o risco. No restante do prédio, não. O que não é viável é reformar a escola. Então, por isso, foi sugerida a construção de um novo prédio”.

Como medida paliativa, cerca de 60 estudantes foram transferidos para um barracão onde funciona uma escola de ensino profissionalizante. Além do espaço apertado para as mesas e cadeiras dos alunos, uma das salas de aula funciona na cozinha do prédio. Os alunos passam quase oito horas no barracão, já que a escola funciona em tempo integral.

Quatro salas de aula foram incendiadas em março (Foto: Reprodução TV TEM)

Se a demolição do prédio é a melhor saída encontrada pelos engenheiros da prefeitura, as obras para uma nova escola não devem sair do papel neste ano. A construção deve custar cerca de R$ 4 milhões e não está prevista no orçamento para 2013.

Adaptações no barracão devem ser feitas para receber os quase 300 alunos da escola, que deve ser esvaziada até o segundo semestre para ser demolida.

Para a dona de casa Claudinéia Ferreira Marques e mãe de um aluno, a situação revolta. “Entrei em uma sala mínima com uns 25 alunos. Foi de doer o coração. Parecia cela de presídio lotada, sem ventilação. Fiquei muito triste”.

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