Apass recebe qualificação para reabilitar animais silvestres

A ONG assisense que existe há 13 anos, sobrevive com doações e trabalho voluntário e é uma das cinco do país que tem esse status.

A ONG abriga também felinos grandes e pequenos (Foto: Apass)

A Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis, Apass, foi nomeada recentemente pelo Governo Estadual e Federal através da Superintendência do Ibama como centro de reabilitação de animais silvestres, uma qualificação só concedida a outros quatros centros deste tipo no país.

Desde a sua fundação, há 13 anos, a ONG sobrevive apenas com doações e trabalho voluntário e já atendeu mais de 25 mil animais silvestres. Dentre eles, papagaios e araras, tucanos, macacos, onças e outros felinos e até um guaxinim brasileiro que é uma espécie ameaçada de extinção.

De acordo com o biólogo Aguinaldo Marinho de Godoy, presidente da Apass, com essa nova qualificação, a expectativa é conseguir mais apoio de órgãos estaduais e federais. Afinal, os animais abrigados atualmente na ONG consomem por dia cerca de 80 quilos de carnes, frutas e ração.

Além dos gastos com alimentação, outra preocupação é com o trabalho de voluntários, pois alguns animais, como os carnívoros, que só se alimentam à noite e exigem cuidados especiais.

No período de inverno, com a seca os casos de queimadas aumentam ainda mais o trabalho do abrigo, alguns animais abandonam os filhotes e outros acabam morrendo. No domingo, a ONG recebeu um filhote de Tamanduá Mirim, que tem cerca de 10 dias de vida e a mãe morreu queimada em um incêndio.

“A Apass passa a ser um ponto de referencia para o recebimento, encaminhamento, destinação, trato, soltura, monitoramento e também ficar com a guarda dos que não podem ser solto na natureza” finaliza Marinho.

O trabalho da ONG pode ser conhecido e acompanhado através da página no Facebook: www.facebook.com/apasspan.

A ONG já atendeu mais de 25 mil animais silvestres (Foto: Apass)
O Guaxinim brasileiro chegou ao abrigo após ser atropelado e ficar com a bacia quebrada e cego de um olho (Foto: Apass)

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