Grupo invade fazenda de assisense e mata cinco funcionários

Os criminosos liberaram o capataz e levaram os guardas a uma área de floresta, onde foram encontrados os corpos dos quatro seguranças.

A fazenda do assisense Renato Rezende Barbosa, na cidade paraguaia de Tacuatí, 400 km de Assunção, foi invadida no noite de sábado, 17, pelo grupo Exército do Povo Paraguaio e, após ataque violento, cinco pessoas foram mortas.

Segundo a polícia, o ataque ocorreu no início da noite quando o capataz da fazenda, seu chefe de segurança e outros quatro guardas foram cercados e rendidos por dez ou 12 homens armados e vestidos com uniforme camuflado.

Os criminosos liberaram o capataz e levaram os guardas a uma área de floresta, onde foram encontrados os corpos dos quatro seguranças. O local foi descoberto após denúncia do capataz à polícia, que foi à fazenda e trocou tiros com os guerrilheiros. Um policial foi baleado.

Neste domingo foi encontrado o quinto cadáver dos seguranças mortos. O ministro do Interior paraguaio, Francisco de Vargas, declarou alerta máximo na região e disse que é necessário estratégia para combater o Exército do Povo Paraguaio. “Se vamos reagir apenas em cada evento vamos cair no mesmo erro de deixar exposta nossa estratégia. Temos que atuar de forma proativa e deixar de lado a reação”.

Este é o ataque desde que o novo presidente do Paraguai, Horácio Cartes, tomou posse na semana passada. A guerrilha atua nos departamentos de San Pedro e Concepción, os mais pobres do país. Este último faz fronteira com o Mato Grosso do Sul.

Histórico
O ataque último ataque da guerrilha havia ocorrido em maio, quando o grupo matou o empresário Luis Lindstron, que, segundo seu irmão, Aníbal, pagava aos criminosos para se manter vivo. A polícia paraguaia atribui ao grupo diversos ataques contra fazendeiros e a postos policiais, além de sequestros.

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