A pedido de mãe, advogado solicita internação compulsória de jovem

Segundo advogado, o tratamento para dependência química deve ser oferecido pela prefeitura de Assis ou pelo governo do Estado de São Paulo

O jovem começou a fumar “crack” (Foto: Ilustrativa)

Uma mãe de 42 anos de idade, moradora em Assis, totalmente desesperada e já não sabendo mais a quem recorrer, procurou a Justiça através do advogado Ernesto Nóbile e relatou que sua vida de alguns anos para cá virou um verdadeiro inferno, pois seu filho de 21 anos enveredou para o uso de maconha, fumando de doze a quinze “baseados” por dia. E que de uns meses para cá, começou a fumar “crack”.

“Meu filho começou a roubar os objetos da casa, para trocar na “boca”. Ele também, passou a ficar violento e agressivo quando faltava a droga e quando ‘arranjava’ dinheiro, comprava drogas em grande quantidade, com medo de faltar a maldita maconha e crack” disse a mãe. O jovem já foi preso por duas vezes com crack. A última vez pegou o carro escondido e saiu para a Rodovia Raposo Tavares, juntamente com a namorada de 15 anos, sendo presos na entrada de Palmital, indiciado pela polícia como traficante, quando na verdade, segundo a mãe, o filho é viciado.

Diante os fatos o advogado ingressou com ação de internação compulsória do jovem, exigindo que tanto o município de Assis, como o Governo do Estado, providencie a internação compulsória do dependente químico em clínica médica especializada, visando a sua recuperação. Nóbile lembra que, “em virtude desta dependência, o viciado coloca em risco sua própria integridade física, de seus familiares e da sociedade”.

A Lei Ordinária Federal n° 10.216/01, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, prevê em seu artigo 6º possibilidade de internação psiquiátrica voluntária ou involuntária e o processo pedindo a internação do jovem assisense foi distribuído para a 2ª Vara Cível da Comarca de Assis, a cargo da Juíza Mônica Tucunduva Spera Manfio.

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