Greve por tempo indeterminado é aprovada por bancários em assembléia

A proposta da Fenaban sem aumento real, e outras exigências decepcionou os bancários que, por unanimidade, decidiram pela greve.

A proposta da Fenaban sem aumento real, e outras exigências decepcionou os bancários que, por unanimidade, decidiram pela greve.

Bancários de Assis e região, como já era previsto, rejeitaram durante assembléia nesta quinta-feira, 12, a proposta de aumento salarial, abaixo da inflação, apresentada pela Fenaban. Foi aprovada greve da categoria por tempo indeterminado a partir do dia 19 e a assembléia de organização do movimento será realizada no dia 18.

A proposta da Fenaban sem aumento real, sem avanços na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e sem contemplar os pleitos da categoria no que diz respeito a saúde, segurança, fim das demissões e mais contratações decepcionou os bancários que, por unanimidade, decidiram pela greve.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Helio Paiva Matos, a greve foi aprovada diante da indignação dos bancários em relação a proposta da Fenaban. “Além das péssimas condições de trabalho, com a sobrecarga constante de serviço, as pressões, as metas abusivas, a falta de perspectivas de carreira e o elevado índice de adoecimentos”.

No primeiro semestre de 2013, os seis maiores bancos no Brasil lucraram R$ 29,6 bi, um crescimento de 18% em comparação ao mesmo período do ano passado. Conforme o balanço dessas instituições financeiras, o lucro gerado por trabalhador subiu 19,4%, ao passo que cada bancário ampliou em 13,6% a receita com tarifas. Comparando-se os dados do primeiro semestre deste ano com os de igual período de 2012, o número de contas correntes por bancário aumentou 6,9%, enquanto a quantidade de trabalhadores por agência foi reduzido em 5%.

Enquanto os bancos crescem, os bancários estão entre as categorias que mais sofrem com as doenças ocupacionais relacionadas à forma de gestão. Mais de 21 mil bancários (21.144) foram afastados no ano passado, de acordo com dados do INSS, em todo o país, sendo 27% por LER/Dort e 25,7% por transtornos mentais e comportamentais (como estresse, depressão, síndrome do pânico). Em 2011, o número de bancários afastados foi de 20.714.

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