Poder Judiciário institui o projeto Família Hospedeira

O projeto visa incentivar a reintegração de crianças com mais de cinco anos de idade, cujo perfil não encontra pessoas interessadas na adoção.

Dr. Thiago Baldani Gomes

A 2ª Vara Criminal, do Juri e da Infância e Juventude da Comarca de Assis, através do Juiz de Direito, Dr. Thiago Baldani Gomes, institui em Assis o projeto Família Hospedeira, que tem o objetivo de incentivar que as famílias da comunidade de Assis, voluntariamente, ajudem na criação e educação das crianças e adolescentes que estão abrigadas nas entidades locais, sem a possibilidade de reintegração familiar ou adoção.

O projeto visa incentivar a de crianças com mais de cinco anos de idade, cujo perfil não encontra pessoas interessadas na adoção. E, por outro lado, revela-se impossível a reintegração familiar.

Assim, o projeto foi instituído sabendo que existem boas famílias na cidade de Assis, as quais se disporiam a auxiliar na educação e criação desses menores, e por outro lado, temem em assumir o encargo da adoção ou mesmo da guarda.

O Projeto Família Hospedeira, visa possibilitar a seleção das famílias em condições de prestar auxilio moral e material aos abrigados, viabilizando a aproximação entre eles. Para estar apta a participar do projeto, a família será submetida à avaliação e cadastrada no programa, e logo depois da apreciação será a ela possibilitado escolher um ou mais acolhidos, para que possa visitá-los, passar tempo com eles, e assim que existir vinculo suficiente, possa se interessar em retirá-lo da entidade a fim de participar de eventos esportivos, religiosos, comemorativos, recreativos, tais como aniversário, natal, réveillon, páscoa, passeio aos fins de semana e feriados em geral.

Se a família desejar, pode pedir sua exclusão do projeto a qualquer tempo. Caso contrário, transcorrendo normalmente os períodos de hospedagem, que serão avaliados pelo Setor Técnico, a família pode solicitar a ampliação dos períodos de hospedagem, passando, por exemplo, a retirar o abrigado todos os fins de semana.

O estreitamento da relação entre o menor e a família hospedeira pode evoluir para o período de guarda ou mesmo adoção. A família também pode, por exemplo, custear os estudos do abrigado, o que seria de inestimável valia. De qualquer forma, o simples fato de dedicar carinho e atenção ao menor, que nada possui, já contribuirá muito para a sua formação moral.

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