Prefeitura contrata FGV para reestruturação administrativa; valor do contrato é de R$480 mil

Segundo a prefeitura, a estrutura administrativa é antiga e é necessária a reestruturação. Outro objetivo é de valorizar o Servidor Público Municipal.

Representantes da FGV apresentam projeto à Administração Municipal (Foto: Divulgação)

A Prefeitura Municipal de Assis deve reestruturar a Administração Municipal através da empresa Fundação Getúlio Vargas – FVG, contratada para a consultoria.

De acordo com a assessoria da prefeitura, essa reestruturação é um compromisso de campanha do Prefeito Ricardo Pinheiro de profissionalizar a Administração Municipal para atender a população da melhor maneira possível.

Outro objetivo é de valorizar o Servidor Público Municipal, principalmente àqueles que estão na prefeitura ha muitos anos, e se dedicam integralmente à administração e aos cidadãos assisenses, realizando também através de consultoria, um plano de cargos, carreiras e salários.

A estrutura administrativa da Prefeitura de Assis é antiga, assim, se faz necessária a reestruturação, considerando que aumentaram as demandas, os servidores e os equipamentos públicos, e a antiga estrutura não atende a realidade atual.

“Nosso objetivo é organizar a prefeitura da maneira que ela precisa e valorizar o servidor municipal, e mais do que o acréscimo salarial, queremos condições para que os servidores possam crescer por mérito próprio, valorizando-o profissionalmente” ressaltou Ricardo Pinheiro Santana.

O processo de consultoria será realizado em uma parceria com o servidor, onde serão ouvidos os representantes do sindicato dos trabalhadores municipais.

“Será um trabalho em conjunto, iremos conversar com os servidores e apresentar aos vereadores. Esse trabalho é de extrema importância que há muitos anos é almejado, mas agora efetivamente irá acontecer, pensando no futuro da administração e dos servidores municipais” finalizou Ricardo Pinheiro Santana.

R$480 mil 
Na última sessão da Câmara, realizada no dia 02 de setembro, o vereador Adriano Romagnoli do PTB usou a tribuna para criticar o alto custo do serviço que foi fixado no valor de R$480 mil.

Adriano Romagnoli do PTB usou a tribuna para criticar o alto custo do serviço (Foto: Câmara)

A contratação que foi feita de forma direta, sem licitação, foi publicada no Diário Oficial do Município de 16 agosto, e segundo o documento a instituição tem 150 dias para apresentar o estudo, que será pago à vista.

O vereador, também aparteado pelos colegas, alertou para o fato de a cidade contar com instituições altamente capacitadas para prestar o serviço desejado, como a Fema. “Todos conhecem o potencial que nossas instituições possuem; o que produziria conhecimentos em nossa própria casa”, argumentou Romagnoli

As dúvidas geradas nos vereadores com a informação foram formalizadas em Requerimento, pelo qual o Poder Executivo terá quinze dias para responder, justamente para esclarecer quais Instituições ou empresas foram contatadas para o serviço, bem como o número de consultores envolvidos e o custo por hora.

Romagnoli frisou que ele e os demais vereadores não são contra o Poder Executivo buscar meios para melhorar a vida dos funcionários, mas que isso deve nascer de uma ampla discussão com a categoria organizada, com métodos participativos e democráticos, num custo mais adequado aos parcos recursos próprios do município.

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