Bancários fazem assembléia e decidem pelo fim da greve

Comando Nacional pressiona Fenaban e reajuste chega a 8%. As agências devem abrir as portas ao atendimento público a partir de segunda-feira, (14).

Comando Nacional pressiona Fenaban e reajuste chega a 8%. Bancos recuam sobre dias parados.

Em assembléia extraordinária realizada nesta sexta-feira, 11, às 17 horas, na sede do Sindicato dos Bancários de Assis e região, os bancários decidiram pelo fim da greve. As agências devem abrir as portas ao atendimento público a partir de segunda-feira, 14 de outubro.

Após mais de 16 horas de tensas negociações, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, na sexta-feira, uma nova proposta elevando para 8% (aumento real de 1,82%) o índice de reajuste sobre os salários e as verbas, para 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.

Após a negociação com a Fenaban, o Comando Nacional se reuniu separadamente com os negociadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para receber as propostas das reivindicações específicas dos bancários dos dois bancos públicos federais.

Diante da dura resistência do Comando, os bancos recuaram da proposição inicial de compensar todos os dias de greve em 180 dias. Evoluíram a proposta e finalmente aceitaram compensar no máximo até 1 hora diária de segunda a sexta-feira com anistia em 15 de dezembro de 2013.

A nova proposta da Fenaban, apresentada após o 23º dia da greve, que fechou 12.140 agências, inclui ainda três novas cláusulas: proibição de os bancos enviarem SMS aos bancários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano e adesão ao programa de vale-cultura do governo, no valor de R$ 50,00 por mês.

“A nova proposta garante aumento real de salário pelo décimo ano consecutivo, valorização do piso e novas conquistas econômicas e sociais. A forte mobilização e a unidade da categoria foram fundamentais para romper a intransigência dos bancos e garantir avanços importantes, especialmente o aumento real de salário e avanços nas condições de trabalho”, avalia o presidente, Helio Paiva Matos.

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