Ponte interditada dificulta vida de moradores e produtores rurais

Estrutura fica no bairro de ‘Água do Jacú’, em Cândido Mota.
Prefeitura disse que ainda não há previsão para começar obra.

Com a queda da ponte o suporte de concreto totalmente destruído (Foto: Prefeitura de Cândido Mota)

Em Cândido Mota, uma ponte que liga o bairro rural “Água do Jacú” à Rodovia Benedito Pires, que dá acesso a Assis, caiu faz dois meses. A ponte levou três anos para ser construída, mas há dois meses, a passagem está impedida por causa das péssimas condições.

A moradora Adriana Andrade Magalhães ficou revoltada com a situação. “Eles não tomam providências e estamos indignados. É descaso com a população. A gente paga impostos”, disse. As dificuldades são diárias. A produtora rural Andreia Magalhães precisa de ajuda para passar pelo local. De bicicleta, ela faz entregas de queijo e leite produzidos na propriedade da família. A mulher afirmou que há quinze dias sofreu uma queda quando foi atravessar a ponte. “A gente quer que arrume a ponte para não ter mais a dor de cabeça que estamos tento aqui”.

Moradora de bicicleta já sofreu queda
(Foto: Reprodução TV TEM)

Se a ponte não estivesse caída seria uma tarefa simples para o produtor rural Edson Campanelli de Andrade, que tem uma área de plantio na região. No entanto, com o a ponte está interditada, ele precisa fazer um desvio de pelo menos nove quilômetros. O trajeto pela ponte era de apenas duzentos metros. “Por causa disso temos que transitar como o maquinário em rodovia. E a Polícia Rodoviária não aceita transitar e não podemos chegar na área para plantar. Isso traz prejuízo. Temos financiamento para pagar e por causa da ponte temos esse prejuízo”, avisou.

José Felici também é produtor e colheu 15 mil sacas de milho. Na hora de retirar a produção da fazenda, ele somou gastos que estavam fora do orçamento. “Gasta pneu, óleo diesel a mais e fora o transtorno que causa. O tempo que se gasta para levar um pulverizador e trazer de volta. Então, esse prejuízo não dá para dimensionar ele em dinheiro, mas é muito caro para a gente”.

A ponte demorou três anos para ser construída. Segundo o prefeito de Cândido Mota, Zacharias Jabur, em seis meses a estrutura começou a apresentar problemas. Por esse motivo ele precisou fazer um estudo para a construção da nova ponte. No entanto, a obra ainda não tem data para começar. “Vamos buscar recursos e estamos aguardando uma melhor forma técnica para resolver o problema de vez que é o que a população deseja”, informou.

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