Sindicato dos Bancários faz avaliação positiva de suas ações em 2013

A primeira conquista foi o aumento real de salário pelo 10º ano consecutivo na Campanha 2013 e o adiamento da votação do PL 4330 da terceirização.

Presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Helio Paiva Matos

“Os bancários estão de parabéns e temos muito a comemorar por duas vitórias em duas batalhas travadas neste ano de 2013”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Helio Paiva Matos. A primeira conquista foi o aumento real de salário pelo 10º ano consecutivo na Campanha Nacional 2013 e o adiamento da votação do Projeto de Lei (PL) 4330 da terceirização na Câmara dos Deputados após intensa pressão dos trabalhadores com forte participação dos bancários de todo país.

Campanha Nacional 2013
“Essa foi a campanha da ousadia, da mobilização e da unidade da categoria bancária, que mais uma vez conquista aumento real de salário e valorização do piso, contribuindo de forma decisiva para distribuir a renda no Brasil, que tem a sexta maior economia, mas ainda é um dos 12 países mais desiguais do planeta”, avalia. Segundo estudo do Dieese, essas conquistas injetaram mais de R$ 8,7 bilhões na economia brasileira até a próxima data-base da categoria.

Para ele, a façanha ganha mais brilho em contraste com o cenário difícil em que a batalha foi travada. “Apesar de ter levado o mundo ao precipício na crise iniciada em 2008, provando que é uma alternativa inviável para a humanidade, a trupe neoliberal capitaneada pelo mercado financeiro está na ofensiva política em todo o planeta. Tenta impor suas regras nos quatro continentes. Está destruindo o estado de bem-estar social na Europa, erigido em um século de lutas pelos trabalhadores. O resultado é que, tanto na Europa como nos EUA, cresce a concentração da renda e a pobreza. No Brasil, além de exigir juros mais altos sob o falso pretexto de combater a inflação e de tentar destruir o Estado desenvolvimentista, outra obsessão dos neoliberais consiste em interromper a trajetória de conquistas dos trabalhadores e demais avanços sociais recentes”.

Adiamento do PL da terceirização
O presidente também resgata o intenso processo de mobilização que barrou a votação do PL 4330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), na Câmara. Foi uma das principais lutas da CUT e demais centrais sindicais em 2013, com forte atuação dos bancários, marcando a resistência da classe trabalhadora contra a nova ofensiva neoliberal dos empresários na tentativa de retirar direitos e precarizar o trabalho para turbinar os lucros dos patrões.

“Demonstramos que é possível enfrentar o empresariado, liderado pela Febraban, pois esse projeto de lei, se fosse aprovado, iria liberar a terceirização para todas as áreas das empresas, o que nos bancos significaria a substituição de caixas e gerentes por terceirizados, colocando em risco o futuro da categoria e de seus direitos conquistados ao longo de décadas com a força das mobilizações de gerações e gerações de bancários”, ressalta Matos.

Novos desafios
Ao final, o sindicalista destaca os principais desafios da categoria para 2014, como a reestruturação produtiva dos bancos, sobretudo a implantação dos meios de pagamento via celular. O destaque é a realização do seminário com os bancos que vai debater as mudanças tecnológicas e organizacionais, onde os bancários irão focar o impacto no emprego, na saúde, na segurança e na integridade físico-psíquica de trabalhadores e clientes. Também é destaque a necessidade urgente das reformas política, tributária, do sistema financeiro e da regulamentação democrática das comunicações no Brasil.

“Nós, bancários, estaremos sempre vigilantes, revigorados e prontos para qualquer batalha. O que importa é defender os interesses e direitos da categoria e isso permanecerá em 2014”, finaliza.

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