Enfermeira com seringa contaminada apavora população de Assis

Pelo sim, pelo não, agentes da Vigilância Epidemiológica passaram o dia em busca da suposta mulher que estaria tentando disseminar o vírus HIV.

Mulher que estaria tentando disseminar o vírus HIV (Foto: Ilustrativa)

Do início da manhã de ontem, 10, até o final da tarde, três agentes da Vigilância Epidemiológica de Assis perderam tempo por conta de inúmeras denúncias de que uma mulher estaria andando pelas ruas da cidade com o propósito de disseminar o vírus da Aids através de uma seringa. A informação, não confirmada, foi principal assunto nas redes sociais, em especial na página de adolescentes, assustados com a possibilidade de serem abordados por tal pessoa, vestida de enfermeira.

A Polícia Militar também recebeu telefonemas, via Copom, de pessoas querendo saber se a suposta enfermeira era boato, ou fato. Até o final da tarde o agente de Saúde, Amauri Pinheiro de Goes, buscava resposta para a mesma pergunta, mas convencido de que fora “diz que me diz que”, da internet.

“Hoje a rede social tem uma velocidade impressionante, e as notícias voam! Passamos o dia todo em busca dessa mulher. Nos telefonaram aqui na secretaria da Saúde dizendo que ela estava batendo à porta de uma casa na rua Jotto Casádio, mas não conseguimos encontrá-la. Quando chegamos aqui na Vigilância, nova notificação de que uma mulher, perto da Concha Acústica, se apresentava às pessoas como enfermeira, solicitando que deixasse retirar amostra de sangue para exame de glicose. Fomos para lá e não encontramos ninguém”, relata.

A equipe considerou fantasiosas as informações, mas resolveu verificar. “A partir do momento em que nos informam de algo tão grave, nos dão um endereço, não podemos simplesmente ignorar. Temos de dar credito e verificar se é verdade, ou mentira. O lamentável de algo dessa natureza é que temos trabalhos sérios a fazer e perdemos tempo” lamenta.

Na rede social Facebook várias pessoas que moram fora alertavam seus familiares para não abrirem a porta para pessoas vestidas como enfermeiros e médicos. Até o fechamento desta edição nada foi confirmado, levando a crer que a população foi vítima de uma lenda urbana.

#MAIS LIDAS DA SEMANA