Vereador contesta repasse de 72 mil para ONG cuidar de animais silvestres

“É lindo o trabalho da ONG, mas não concordo em repassar 70 mil para cuidar de animais enquanto pessoas morrem no pronto socorro” diz Alexandre.

Vereador contesta repasse de 72 mil para ONG cuidar de animais silvestres (Foto: Assessoria)

Um momento de grande debate na sessão desta segunda foi quando o vereador Alexandre Cachorrão (PSD) subiu na tribuna e questionou um convenio onde a Secretaria da Fazenda repassa 72 mil reais para uma ONG cuidar de animais silvestres como urubus, cobras, jabotis, papaguaios, lobo-guaras entre outros.

Ainda consta no convênio, que a ONG fará assessoria, treinamento e a catalogação destes animais na cidade.

No discurso, Alexandre argumentou que é questionável repassar esta quantia de dinheiro a uma ONG que cuida de animais silvestres sendo que estamos precisando de mais recursos para nossas entidades, conselhos, liga esportiva e pronto socorro.

Veja a discrepância, a prefeitura repassa R$ 12.000,00 para o Clube de Cadeira de Rodas que atende milhares de pessoas, R$ 10.000,00 para a Legião Mirim que atende 700 jovens, R$ 8.000,00 para o Conselho das Pessoas com Deficiência, R$ 55.000,00 para a APAE e R$ 25.000,00 para a Liga de Esportes desenvolverem projetos esportivos entre outros nesta faixa.

Segundo Cachorrão, 72 mil reais foi repassado à ONG para cuidar de animais silvestres como urubus, papagaios e outros (Foto: Assessoria)

“Acho importante e muito bonito o trabalho desta ONG, mas não posso concordar com o repasse de R$ 72.000,00 para dar assessoria e cuidar animais silvestres, sendo que nossas entidades assistenciais que cuidam de pessoas recebem bem menos”, ressalta Alexandre.

Outra questão, é que o animal ferido nas rodovias da região vem para a ONG de Assis cuidar e são obrigados a arcar com as despesas, quando quem deveria fazer é a CART concessionária que explora estas estradas. Outra alternativa, seria o Estado arcar ou o CIVAP reunir os municípios e cada um ajudar um pouco, pois os animais vem de toda a região.

Como é o primeiro repasse desta natureza em Assis, Alexandre sugeriu que a Secretaria da Fazenda interrompesse o convenio e enviasse para a Câmara Municipal debater com as comissões, entidades e com a comunidade, discutindo este problema.

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