Direção de cemitério convoca donos para reformar túmulos destruídos

1,2 mil dos 17 mil jazigos estão com problemas de estrutura em Assis.
Proprietários das áreas podem perder o espaço se não reformarem.

Túmulos precisarão passar por reforma em cemitério de Assis (Foto: Reprodução / TV TEM)

A administração do cemitério municipal de Assis (SP) está convocando os donos dos túmulos para que reformem os jazigos, já que mais 1,2 mil estão quase que totalmente destruídos.  O abandono das famílias, as infiltrações de água da chuva e as raízes das árvores causaram os problemas. Quem não fizer os consertos, poderá até perder a concessão do espaço no cemitério.

A administração estima que parte dos 17 mil jazigos esteja com graves problemas na estrutura. Há túmulos quebrados, que literalmente desmoronaram por conta de infiltrações. A situação é irregular e pede serviços urgentes de restauração, segundo o administrador cemitério Pedro Resende.

“A construção civil tem um tempo útil de vida. A partir de um determinado tempo começam os desmoronamentos. E fica uma situação constrangedora para quem visita o cemitério. É preciso fazer os reparos.” A infiltração de um jazigo acaba prejudicando o vizinho também. A falta de zelo não é apenas um problema estético, já que as estruturas quebradas complicam a realização de enterros no entorno.

Outros problemas como o plantio de árvores em frente aos túmulos de familiares, que pode até deixar o ambiente mais agradável, mas acaba virando um grande transtorno. As raízes de certas espécies se espalham, entram embaixo de túmulos e invadem sepulturas vizinhas. Para prevenir que a situação continue a prefeitura já fixou limitou as espécies que podem ser plantadas sem prejuízos ao espaço. “Estamos convocando os familiares para analisarmos caso a caso”, informou Pedro.

Árvores também causam problemas de estrutura nos jazigos (Foto: Reprodução / TV TEM)

Os nomes dos titulares dos túmulos que estão em situação irregular serão publicados no diário oficial. Se em 90 dias as adequações não forem feitas, os casos irão para a Justiça.  As famílias, que não se manifestarem, poderão até perder a concessão do espaço.

Mesmo com alguns túmulos em mal estado por pessoas que não cuidam. Há pessoas que dedicam seu tempo para cuidar dos que nem são dos seus parentes ou amigos, como o aposentado José Coelho Barbosa.  “Eu pedi autorização para o responsável e andei reformando de alguns que eu achei terrível deixar a sepultura de alguém daquela importância acabar em nada.

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