Advogado processa Prefeitura de Tarumã por erro médico

O advogado assisense, Ernesto Nóbile, alega que pastor de 40 anos morreu pelo vírus da Influenza H1N1 e pede R$ 700 mil de indenização.

Pastor Sergio Ap. da Silva é diagnosticado com um resfriado e morre por “Gripe Suina” (Foto: Ernesto Nóbile)

O advogado Ernesto Nóbile ingressou no Fórum de Assis com ação de danos morais contra a Prefeitura Municipal de Tarumã, dentre outros motivos, por erro de diagnóstico médico, devido a morte precoce do Pastor Evangélico Sergio Aparecido da Silva, de apenas 40 anos de idade, da Igreja “Deus é Amor”, de Tarumã.

Segundo a viúva, Selma da Silva, seu marido esbanjava saúde e pesava 117 quilos. Porém, amanheceu no dia 18 de setembro último com mal estar e dores no corpo. Foi tratado durante os dias 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24 no Posto de Saúde Central de Tarumã, como se tivesse resfriado. Tomou soro na veia durante vários dias, porém seu estado de saúde foi piorando gradativamente. Já sem saber o que fazer, segundo ainda a viúva Selma da Silva, no dia 25 os médicos de Tarumã mandaram o paciente para o Pronto Socorro do Hospital Regional de Assis, já em estado gravíssimo. No outro dia, 26 de setembro, às 13:10 horas veio a óbito para desespero de seus familiares e grande surpresa dos profissionais médicos de Assis.

Como não se sabia o que colocar no atestado de óbito, foi o maior corre-corre e depois de muita discussão o médico André Luiz Gonçalves Matheus (CRM: 148.980), deu como causa da morte: SÍNDROME DA ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA, PNEUMONIA INTERSTICIAL DIFUSA.

Porém, médicos do Pronto Socorro do Hospital Regional de Assis, colheram amostras de secreções das vias respiratórias, bem como do sangue e enviaram para análise junto ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, sendo que o resultado foi positivo para INFLUENZA A (H1N1), a popular “Gripe Suina”.

Segundo o advogado Ernesto Nóbile, “trata-se de erro de diagnóstico médico, que infelizmente ceifou a vida de um jovem de 40 anos de idade, Pastor Evangélico muito querido em Tarumã, deixando desolados a viúva, os três filhos, parentes, amigos e toda sociedade tarumãense “.

Depois do ocorrido, a Prefeitura de Tarumã vacinou toda a cidade contra a gripe INFLUENZA H1N1 e mandou medicar com remédios específicos quem teve contato com o falecido.

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