Sabesp esclarece dúvidas sobre contrato com o município

Na última semana vereadores fizeram questionamentos em relação à falta de contrato entre Cia de Saneamento Básico do Estado e prefeitura de Assis.

A companhia presta os serviços ao município sem contrato desde 2010 (Foto: Reprodução)

Nos últimos dias, a escassez e a falta de água tem atingido muitas cidades da região Centro-Oeste Paulista. Em Assis (SP) não há rodízio ou racionamento, mas quem mora na parte alta da cidade também sofre com o abastecimento. Na última semana, os vereadores da cidade fizeram vários questionamentos e disseram que vão apurar a falta de contrato entre a Sabesp e a prefeitura que já se estende há quatro anos.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp enviou neste final de semana uma nota em esclarecimento aos questionamentos dos vereadores em relação à falta do contrato com o município assisense.

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Vereadores apuram falta de contrato entre Sabesp e prefeitura de Assis

Segundo a companhia, o primeiro contrato de concessão que foi assinado em julho de 1980 e neste período a Sabesp investiu R$ 148 milhões e caso o contrato seja renovado até 2044 será investido mais R$ 60 milhões em ampliação e melhorias dos sistemas no município.

A empresa ainda esclarece que recentemente realizou a perfuração de novos poços profundos para aumentar a produção de água ainda em 2014.

Leia a nota na integra:

“Há 34 anos, a Sabesp investe em serviços de água e esgotos no município de Assis onde, hoje, a sede está universalizada, ou seja, com 100% de abastecimento de água e 100% de esgotos coletados e tratados.

O contrato de concessão da Sabesp assinado com a prefeitura de Assis, em julho de 1980, até seu encerramento, em julho de 2010, a companhia investiu mais de R$ 148 milhões. No período de agosto de 2010 a setembro de 2014, os investimentos somam R$ 43,2 milhões. A meta para outubro de 2014 até 2044, caso o contrato seja renovado, é investir aproximadamente R$ 60 milhões em ampliação e melhorias dos sistemas.

No período de encerramento do contrato, a Sabesp, Prefeitura e Câmara Municipal, por diversos momentos estiveram em negociação, inclusive com participação da população por meio de audiências públicas, que deverá ser retomada a partir de janeiro/2015, quando estarão encerradas as restrições da legislação eleitoral.

A empresa ainda esclarece que recentemente realizou a perfuração de novos poços profundos para aumentar a produção de água ainda em 2014; e construiu dois novos reservatórios com capacidade total de 4 milhões de litros de água, aumentando o volume de reservação da cidade para 10 milhões de litros. Também já está em andamento a implantação da adutora de água bruta, que interligará o novo poço ao sistema de água do Matão, que já existe, e deverá entrar em operação em dezembro deste ano. Com esta obra aliada aos serviços de ampliação e melhorias dos sistemas, a produção de água do Matão passará de 200 mil para 500 mil litros por hora, que corresponde a um incremento de 150% do volume.

A companhia de saneamento, além dos recursos aplicados na região, tem a preocupação em saber como está a prestação de serviços junto aos seus clientes. Para se ter ideia, a Central de Atendimento ao Cliente registrou durante o período de janeiro até setembro de 2014, apenas 97 chamadas por falta d’água, o que representa 0,10% da população da cidade. No Procon não há registro de reclamação no mesmo período.

“Nas pesquisas realizadas na região, onde o cliente atribui notas aos serviços prestados pela companhia, os índices foram mais de 90% de satisfação nos últimos três anos, o que demonstra o nosso compromisso com a população em oferecer qualidade dos serviços e do atendimento”, disse Antero Moreira França Júnior, superintendente da Sabesp no Baixo Paranapanema.

Apesar do abastecimento estar garantido para o município e toda região, segundo Antero, estamos vivendo uma crise hídrica que é uma das piores da história, portanto, é fundamental que a população use a água de forma consciente e racional, evitando desperdício. “A água é um bem precioso e finito e a população precisa preservá-la”, complementou.

Para se ter ideia, em Assis, o consumo médio é de 188 litros por habitante/dia. Segundo a Organização das Nações Unidas, 110 litros por habitante/dia é suficiente para atender as necessidades das pessoas.”

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