Padre que cordenou trabalhos em Assis, atrai milhares para missa

Celebração de cura é feita pelo Padre italiano Eugenio Maria Pirovano La Barbera, na capital Paulista.

Missa de cura, celebrada por padre Eugenio, ocorre todo primeiro domingo de cada mês (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Missa de cura, celebrada por padre Eugenio, ocorre todo primeiro domingo de cada mês (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Milhares de pessoas, quase todos os fins de semana, vêm se deslocando do interior, Baixada Santista e da região metropolitana, em caravanas, para acompanhar as missas de cura celebradas pelo padre italiano Eugenio Maria Pirovano La Barbera, 67 anos, em São Paulo.

O religioso foi enviado pelo Vaticano para evangelizar no Brasil em 1979, um ano após ter sido ordenado sacerdote, no seminário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores, na Itália. Seu primeiro trabalho no Brasil foi atuar nas comunidades dos índios terenas no Estado do Mato Grosso. Hoje, entre católicos, padre Eugenio é conhecido por ter obtido curas milagrosas para pessoas que o procuraram em busca de apoio espiritual.

As curas milagrosas do padre Eugenio e as missas que realiza serão mostradas neste domingo de Páscoa no programa “Conexão Repórter” (SBT), apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, após o “Programa Sílvio Santos”. No programa, o religioso italiano relata como foi que descobriu que tinha recebido a missão de realizar curas.

Mato Grosso
Após um destacado trabalho junto aos indígenas no Mato Grosso, padre Eugenio passou por seminários e coordenou trabalhos pastorais em Assis (SP), Ibiporã (PR) e na diocese de Santo Amaro. Com o objetivo de aprofundar estudos sobre a doutrina católica, o padre retornou para a Itália, a fim de cursar a Universidade Gregoriana e o “Theresianum””, em Roma.

Nesse período, deslocou-se para Medjugorje, uma vila situada na região da Herzegovina, no Sul da Bósnia-Herzegovina, onde relatos de moradores, nos últimos anos, indicam que teriam sido registrados fenômenos de aparições da Santíssima Virgem Maria e curas milagrosas de fiéis.

Deslumbrado com o que viu nessa vila, padre Eugenio passou alguns dias na região e pôde encontrar caravanas de toda a parte de católicos, que queriam também saber sobre os relatos da aparição e de milagres.

Após essa experiência em Medjugorje, padre Eugenio decidiu viajar ao redor do mundo para conhecer e estudar as diferentes comunidades que, em sua opinião, “também manifestavam os frutos do Espírito Santo provenientes do chamado à santidade vindos do Concílio Vaticano II”.

No seu retorno ao Brasil, o religioso fundou, seguindo as diretrizes da Igreja Católica, a Fraternidade dos Discípulos de Jesus para a Glória de Deus Pai, que, segundo ele, “além de se dedicar ao orat et labora, não deixamos de lado o apoio à sociedade, tentando amenizar a miséria, o abandono das crianças, dos adolescentes e dos jovens”.

Atendimentos
Padre Eugenio atende centenas de pessoas semanalmente. Foi durante estes atendimentos que ele descobriu que a experiência em Medjugorje havia mudado sua vida para sempre. Ao final de cada missa, ao receber fiéis para abençoar e fazer orações para os mais variados problemas, principalmente doenças graves, os frequentadores da comunidade passaram a dizer que padre Eugenio estava fazendo curas milagrosas.

“O primeiro relato me surpreendeu. Aí vieram outros. Eu não faço os milagres, eu sou instrumento da fé”, disse o religioso.

A jornalista Priscila Aloi conheceu o padre e passou a frequentar a igreja há cinco anos. Hoje, ela é colaboradora dos trabalhos sociais do padre, no Mosteiro Regina Pacis. “É um local de muita energia, reconfortante e contagioso positivamente”, afirmou ela.

“Todo primeiro domingo de cada mês o padre celebra a missa para os enfermos, que hoje é conhecida como missa da cura. Durante os trabalhos religiosos, são narrados testemunhos de pessoas que procuraram a igreja, pediram graças e conseguiram alcançar o intento, por intermédio das bênçãos e orações do padre Eugenio”, afirmou Priscila.

Caravanas
Hoje, a jornalista também ajuda a divulgar e organizar as concentrações de fiéis na igreja. Há celebrações com mais de 5 mil pessoas, principalmente quando se trata da missa de cura. O mosteiro recebe caravanas com ônibus, vans, automóveis, trazendo fiéis de todos os cantos do Estado. O estacionamento chega a ficar congestionado de veículos aos domingos. Em algumas celebrações, padre Eugenio acaba realizando a missa fora da igreja, porque o espaço do templo não é suficiente para acolher a todos.

Frederico, que não quis divulgar o nome completo, é empresário, em São Paulo. Descobriu que estava com câncer há três anos e, desde então, vem fazendo tratamentos contínuos. “Mas a doença sempre volta, me obrigando a realizar novas cirurgias e receber quimioterapia por longo tempo. Já não estava suportando o tratamento médico. Conheci por amigos o padre e participei de algumas missas de cura. Nunca liguei muito para milagres, mas acho que estou curado, porque os últimos exames médicos não mostraram o retorno do câncer”, comentou.

Priscila Aloi disse que os interessados em participar das missas podem obter informações pelo telefone (11) 5526-2047 e também acessar o site www.mosteiroreginapacis.org.br.

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