Número de demissões no Bradesco levanta suspeitas

O Sindicato dos Bancários de Assis e região vem observando aumento dos desligamentos desde fevereiro.

Diretor do Sindicato, Douglas Soares  (Foto: Divulgação)
Diretor do Sindicato, Douglas Soares (Foto: Divulgação)

O Bradesco garantiu diversas vezes ao movimento sindical que não haveria demissão em massa ocasionada pela compra do HSBC. Mesmo assim, o Sindicato dos Bancários de Assis e região vem observando aumento dos desligamentos desde fevereiro.

“O Sindicato não vai ficar parado. E os bancários devem nos informar”, orienta o diretor Douglas Soares que pede aos bancários para ligarem sob sigilo absoluto. Em agosto de 2015, o banco informou aos trabalhadores que não faria cortes. No fim de março, o Sindicato cobrou explicações e a direção do banco afirmou não existir qualquer meta de cortes.

“Mas os números nos levam a concluir que o banco não está cumprindo com o que se comprometeu”, afirma. “Nem está repondo. Os departamentos estão estrangulados e nas agências não tem mais onde cortar.” O Bradesco lucrou R$ 4,1 bi no primeiro trimestre e extinguiu, no mesmo período, 1.466 empregos. Em 12 meses fechou 3.581 vagas.

Lucro alcança R$ 5,2 bi, mas há corte de empregos no Itaú

O Itaú teve lucro líquido recorrente de R$ 5,2 bi no primeiro trimestre de 2016, queda de 9,9% em 12 meses e de 9,3% em relação ao último trimestre de 2015, impactadas, principalmente, pelo crescimento de 31,3% das despesas com PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) e redução de 21,8% nas receitas com recuperação de créditos desde março de 2015.

O banco mantém a política de reduzir postos de trabalho, fechar agências convencionais e investir pesado em unidades digitais. Em 12 meses cortou 2.902 postos (610 deles apenas no primeiro trimestre de 2016) e fechou 154 agências convencionais.

Por outro lado, as unidades digitais passaram de 34 para 108 em 12 meses. “O banco está focado cada vez mais nas agências digitais, em dissonância com a publicidade veiculada no fim do ano, na qual defendeu um mundo “humano e pessoal””, critica Douglas Soares.

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