Sindicato luta contra demissões nos bancos

No 1° trimestre do ano, o Bradesco extinguiu 1.466 postos de trabalho. A luta contra o aumento das demissões no Bradesco continua.

Douglas Soares, diretor do Sindicato (Foto: Divulgação)
Douglas Soares, diretor do Sindicato (Foto: Divulgação)

Apenas no primeiro trimestre do ano, o Bradesco extinguiu 1.466 postos de trabalho, mesmo com lucro de R$ 4 bi no período. Nas últimas semanas, as homologações feitas no Sindicato praticamente dobraram, indicativo de que o ritmo das dispensas aumentou. “Não vamos aceitar que o Bradesco compre o HSBC e penalize os funcionários com demissões e sobrecarga”, critica o diretor do Sindicato, Douglas Soares.

Detonando a saúde no Itaú

Como se não bastasse o ritmo estressante de trabalho no Itaú, o bancário que se afasta por doença ainda enfrenta um calvário a partir da entrega do atestado ao gestor. Mas esse é só o começo. O trabalhador acredita que sua licença está cadastrada e a perícia foi agendada, mas em vez disso, muitos recebem telegrama de abandono de emprego, pois não houve registro no sistema.

Quem ultrapassa as primeiras barreiras é obrigado a assinar documento para continuar  recebendo seu salário até a data da perícia. Muitas vezes a perícia demora e o bancário fica meses recebendo salário emergencial, e se o INSS indeferir a concessão do auxílio, o trabalhador tem desconto de uma só vez. “O Sindicato pretende entrar na justiça, caso esse absurdo continue”, finaliza.

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