Jovens atacados por abelhas são salvos por trabalhadores da Energisa

Pescoço de uma das vítimas do ataque das abelhas

Pescoço de uma das vítimas do ataque das abelhas

“Não fosse a ação rápida e solidária dos trabalhadores da concessionária de energia elétrica Energisa, que socorreram meu filho e seus amigos, talvez hoje estaríamos em luto”. A frase é da moradora da CECAP, Eliane Rodrigues, mãe do jovem Bruno, atacado por um enxame de abelhas, quando ele retornava de uma pescaria na cidade de Cândido Mota, na tarde desta quarta-feira, dia 8 de setembro.

“Eu gostaria de agradecer a equipe da Energisa que estava trabalhando ontem (quarta-feira) no São Benedito, próximo a Cândido Mota”, escreveu ela ao Jornal da Segunda.

Eliane contou que seu filho foi pescar com outros quatro amigos, quando foram surpreendidos por um enxame de abelhas do tipo europeia.

“Se não fosse essa equipe, que parou para socorrer, colocando ‘os meninos’ na carroceria do caminhão, e correndo para que as abelhas não atacassem mais, provavelmente eles não estariam vivos”, disse Eliane.

A moradora do bairro CECAP contou que o seu filho, atingido com mais de 300 ferroadas pelo corpo, foi socorrido a tempo e precisou ser levado para a UPA de Assis. “Não fosse esse socorro, talvez hoje eu estaria chorando sua perda”, acredita.

Aliviada e acompanhando a recuperação do filho, Eliane sugere que seja realizada uma campanha de conscientização na cidade: “Seria importante esse trabalho para orientar como devem se comportar as vítimas em caso de ataque das abelhas, pois meu filho e os amigos dele não tinham esse conhecimento”, opina.

ORIENTAÇÕES

O Corpo de Bombeiros reforça e alerta que as abelhas são agressivas quando se sentem ameaçadas. Portanto, muito cuidado ao avistar um enxame de abelhas. Ruídos, cheiro forte (evitar perfume), tremores, vibrações, movimentos rápidos chamam a atenção delas. Todavia, quando o ataque é desencadeado, as abelhas atacam indiscriminadamente a todos que estiverem nas redondezas.

Entretanto, os sintomas na pessoa picada podem variar de vermelhidão local à morte, dependendo do número de picadas e da sensibilidade da pessoa ao veneno da abelha.

Aconselha-se procurar assistência médica o mais rápido possível.

Algumas dicas de como proceder em caso de ataques:

– Sempre, afaste-se da colmeia o mais rápido possível e sem fazer barulho;

– Caso seja atacado. Fuja, se conseguir, corra dentro de alguma plantação realizando zig-zag. Só pare quando tiver certeza absoluta que elas não estão mais atrás de você;

– Não tem uma plantação por perto nem um ambiente aberto que permita a corrida? Se tiver algum rio ou piscina, mergulhe. Uma das formas mais clássicas de evitar um ataque desses é indo para baixo da água.

– Quando já estiver protegido, socorra quem estiver sendo atacado com uma coberta ou algo parecido, ou a uma distância segura, onde já não se observem abelhas sobrevoando;

– Se a vítima receber grande número de picadas, chame o serviço de emergência médica para que a pessoa atacada receba os devidos cuidados;

– Independentemente do número de ferroadas, se estiver se sentindo mal (queda de pressão, falta de ar, aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo ou outro sintoma), procure atendimento médico imediato. Você pode ser alérgico e precisará de atendimento rápido.

PRIMEIROS SOCORROS

Quando a pessoa já estiver em segurança, fora do raio de ação das abelhas, recomenda-se proceder conforme descrito abaixo:

– Retirar imediatamente os ferrões para evitar que todo o veneno seja injetado na vítima. Para isso, não utilizar o dedo ou pinça, a fim de não comprimir a bolsa de veneno. Recomenda-se retirar os ferrões com o auxílio de uma lâmina de canivete ou faca, raspando cuidadosamente rente à pele;

– Lavar abundantemente os locais atingidos com água corrente, sem esfregar a pele para não espalhar mais rapidamente o veneno;

– Aplicar bolsas de gelo no local das picadas para diminuir o inchaço.

– Aplicar no local das ferroadas, sem esfregar, uma pomada com antialérgico e analgésico para amenizar as dores.

– Nos casos de pessoas alérgicas e nos pacientes que não estão passando bem, procurar atendimento médico com urgência.

*JSOL

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