Fique conectado

Mundo

Denunciar estupro pode acabar se tornando um delito na Coreia do Sul

País tem rígidas leis contra difamação e muitos estupradores usam o sistema para calar as vítimas ou obrigá-las a se retratarem. Se acusado for inocentado ou caso for arquivado, denunciante pode ser julgada por falsa acusação.

Publicado em

295

Vítimas podem acabar sendo acusadas de difamação por agressores (Foto: Counselling/Creative Commons)

Uma mulher que se apresentou como “D” acabara de denunciar à polícia que foi estuprada, mas seu agressor a contra-atacou com uma série de acusações. As rígidas leis contra a difamação podem fazer uma queixa de estupro virar um delito na Coreia do Sul.

“Apresentou queixa atrás de queixa contra mim, acusando-me de difamação, de insultos, de perjúrio, de intimidação e inclusive de assédio sexual”, explica esta mulher, que pede para ser identificada apenas com a letra “D” por temer por sua segurança pessoal.

“Durante meses, não consegui comer”, conta à AFP. “Não conseguia dormir, tinha a impressão de estar mergulhada em um pântano do qual não sairia nunca”.

Seu agressor acabou sendo condenado a dois anos de prisão por estupro e todas as queixas contra D. foram arquivadas.

Mas estes calvários judiciais não são incomuns na Coreia do Sul, onde uma pessoa pode ser julgada, inclusive se disser a verdade, por manchar a reputação de outra.

Um número crescente de supostos agressores sexuais usam o sistema para calar as vítimas ou obrigá-las a se retratarem.

Apresentar uma denúncia na delegacia não é em si motivo de queixa por difamação, mas se a vítima falar em público pode ser julgada penalmente.

E se a polícia ou a promotoria arquivarem o caso, ou o acusado for exonerado pela justiça, a denunciante pode ser julgada por falsa acusação.

“Todo o sistema tem um efeito paralisador sobre as mulheres”, diz Seo Hye-Jin, da Associação de Advogadas Coreanas. “Muitos agressores usam abertamente a ameaça de queixa para intimidar”, acrescenta.

Apesar do progresso econômico e tecnológico da Coreia do Sul, sua sociedade continua sendo profundamente patriarcal. O país fica regularmente nas últimas posições da classificação da OCDE sobre desigualdade.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 52% das vítimas de assassinato são mulheres. Muito mais que nos Estados Unidos e China (cerca de 22%) e que na Índia (41%).

“Não resistiram o suficiente”

As séries de televisão sul-coreanas, muito populares na Ásia, mostram personagens homens que dominam fisicamente as mulheres como demonstração de seu amor.

Mas desde 2017, a campanha mundial #MeToo contra a violência machista também se faz presente na Coreia do Sul, onde um número crescente de mulheres acusou poderosas figuras do mundo da política, da arte, da educação e da religião.

No caso de D., um investigador lhe fez um grande número de perguntas sobre “suas intenções” de “destruir a vida de um jovem promissor” e pediu à promotoria que não aceitasse processar o estuprador.

D. deixou seu trabalho, apresentou queixas contra a polícia, a promotoria e o mediador do governo encarregado dos direitos humanos para conseguir que seu caso prosperasse diante das muitas denúncias do agressor e do contínuo assédio deste e de seus familiares.

Cho Jae-Yeon, que trabalha para o Telefone Vermelho das Coreanas, assegura que muitas vítimas não denunciam. “Muitas dizem que não poderiam suportar ser alvo de uma investigação e se arriscar a uma eventual condenação, como se já não tivessem sofrido o suficiente”.

As falhas do sistema judicial não afetam apenas os casos de agressão sexual: o funcionário de um escritório de arquitetura foi condenado a uma multa por denunciar na internet atrasos no pagamento de salários e outras irregularidades.

Em 2016, foram arquivadas 55% das denúncias de agressão sexual, muito mais que nos casos de assassinato (22%) e roubo (26%), segundo o Instituto da Justiça.

E se o caso chega ao tribunal, a vítima deve demonstrar que opôs resistência porque o estupro é definido como o resultado “da violência ou da intimidação” e não da ausência de consentimento.

No passado, vários julgamentos por estupro foram rejeitados porque as vítimas “não resistiram o suficiente”.

Um painel da ONU sobre a igualdade entre sexos chamou recentemente o governo a revisar sua definição de estupro e a proteger as vítimas de falsas denúncias de difamação.

O agressor de D. continuou assediando-a quando saiu da prisão, até que em 2014 foi condenado por intimidação e assédio, pondo fim a quatro anos de pesadelo.

Publicidade

Mundo

O ‘homem-árvore’ pede para que suas mãos sejam amputadas

Embora os médicos de um hospital universitário de Daca já terem declarado Abul Bajandar curado, ele já foi submetido a mais de 20 cirurgias.

Publicado em

Do G1
Abul Bajandar tem 28 anos e sofre de epidermodisplasia verrucosa, uma condição genética muito rara — Foto: Munir UZ ZAMAN / AFP

O cidadão bengali conhecido como “o homem-árvore”, por suas mãos e pés cheios de verrugas em forma de casca, anunciou nesta segunda-feira que quer que suas mãos sejam amputadas para aliviar sua dor insuportável.

Abul Bajandar, 28 anos, sofre de epidermodisplasia verrucosa, uma doença genética muito rara.

Seu caso ficou conhecido em todo o mundo durante sua primeira internação no hospital em Bangladesh em 2016.

Os médicos de um hospital universitário de Daca o declararam curado.

No entanto, ele sofreu várias recaídas e no total foi submetido a 25 cirurgias.

Desde janeiro, se encontra novamente internado em um hospital na capital.

“Eu não suporto mais a dor, não consigo dormir à noite, pedi aos médicos que cortem minhas mãos para pelo menos respirar”, disse à AFP.

O procedimento é apoiado por sua mãe, Amina Bibi.

“Pelo menos ele será libertado da dor, é um inferno”, declarou.

Abul Bajandar também tem verrugas nos pés, mas estas são em menor número.

Ele disse que pediu para ser tratado no exterior, mas não tem dinheiro para cobrir as despesas.

Samanta Lal Sena, chefe do setor de cirurgia plástica do hospital em Daca, onde o paciente é tratado de graça, disse que uma comissão de sete médicos se reunirá para discutir o caso. “Ele deu sua opinião pessoal, mas vamos decidir a melhor solução para ele”, explicou.

A clínica também tratou em 2017 uma menina de Bangladesh que sofria da mesma doença.

Embora suas excrescências tenham sido removidas, mais tarde elas reapareceram em maior número.

Sua família acabou com o tratamento e a levou de volta para seu povoado.

Continue lendo

Mundo

Egito: ex-presidente Mohammed Morsi morre durante julgamento

Líder era parte do movimento Irmandade Muçulmana e foi depois pelo exército em 2013. Ele estava sendo julgado por espionagem.

Publicado em

Do G1
Morsi morreu durante julgamento sobre espionagem (Foto: EPA/AMEL PAIN - 29.6.2012)

O ex-presidente do Egito Mohammed Morsi, que foi deposto pelo exército em 2013, morreu durante julgamento nesta segunda-feira (17). Ele desmaiou no tribunal e não resistiu.

Morsi era membro do movimento islâmico Irmandade Muçulmana e estava sendo investigado por acusação de espionagem em favor do Catar.

A rede estatal de televisão que deu a notícia da morte acrescentou que o corpo de Mursi “foi transferido ao hospital, onde foram tomadas as medidas necessárias”, sem detalhar para qual centro hospitalar foi levado.

O julgamento estava acontecendo na Academia da Polícia do Cairo, para onde Mursi costumava ser levado em helicóptero da prisão de Borg al Arab, situada ao oeste da cidade mediterrânea de Alexandria.

O dirigente do grupo Irmandade Muçulmana tinha 67 anos e sua saúde tinha se deteriorado nos últimos seis anos, nos quais permaneceu a maior parte do tempo nesse centro penitenciário.

Sua família e organizações de direitos humanos denunciaram que o ex-presidente era mantido em regime de isolamento e era proibido de receber visitas.

Nesse sentido, a Anistia Internacional denunciou no último mês de fevereiro que Mursi só tinha recebido três visitas desde que foi detido após o golpe de Estado contra seu governo que foi liderado pelo atual presidente, Abdul Fatah al Sisi, naquela época ministro da Defesa.

Ele se tornou o primeiro presidente eleito democraticamente e foi tirado do poder um ano depois de assumir o cargo, em 2012, após protestos populares. Ele estava preso desde então.

Continue lendo

Mundo

Médica morde e arranca língua de estuprador ao ser atacada em hospital

Publicado em

Do BHAZ
Reprodução/The Sun

Um homem de 32 anos teve parte da língua arrancada após tentar beijar uma médica à força em um hospital localizado na África do Sul. O suspeito entrou na unidade de saúde como se fosse um paciente e, em determinado momento, acessou uma área em que os profissionais do local descansam durante seus intervalos. Ele atacou a vítima enquanto ela dormia, mas levou a pior.

De acordo com o The Sun, o homem que atacou a médica foi preso em outro hospital enquanto procurava ajuda. Ele chegou ao endereço depois de sair correndo do local do ataque. Várias marcas de sangue teriam ficado espalhadas por corredores e um alerta com as características do homem foi repassado às autoridades e equipes médicas de outros hospitais.

A polícia local explicou à publicação que a mordida foi tão grave que parte da língua do homem foi arrancada. Ele foi encaminhado para um especialista e passou por cirurgia plástica ainda sob escolta de guardas. Segundo o The Sun, o suspeito deve ser levado à justiça e enfrentar um julgamento logo que estiver recuperado. O caso ocorreu na cidade de Bloemfontein.

“É pela graça de Deus que a médico teve forças para revidar e morder o suspeito. Ela está atualmente passando por exames médicos e aconselhamento”, contou um porta-voz do departamento de saúde local.

Continue lendo
WhatsAssp AssisNews
Solutudo 300
Publicidade

FaceNews

Mais lidas