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Com onda de calor, polícia da Suíça faz campanha para que cachorros usem sapatos

Objetivo é evitar que os animais queimem suas patas no asfalto quente; cães policiais estão dando o exemplo e usando botinhas nas patrulhas.

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A Polícia de Zurique, na Suíça, começou uma campanha para que os donos façam seus cachorros usarem sapatos para poupar suas patinhas do calor do chão.

A campanha foi batizada de “Cachorro Quente”. Os próprios cães policiais estão dando o exemplo e usando sapatos em suas rondas.

Os policiais sugeriram aos donos de cães que usem a regra dos ‘5 segundos’: se você colocar a mão na calçada ou no asfalto durante 5 segundos e estiver quente demais, então também vai estar quente demais para os cachorros.

A Suíça enfrenta uma prolongada onda de calor.

Cão policial com botinhas em Zurique, capital da Suíça (Foto: Polícia de Zurique/Facebook)

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Família do ator Steve McQueen processa Ferrari por uso indevido do nome

Família pede pagamento do lucro com o nome e danos morais de pelo menos US$ 3 milhões.

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Por France Presse
Ferrari California T "The McQueen" foi uma edição especial lançada no Salão de Paris em 2016 (Foto: Divulgação)

A família de Steve McQueen entrou com uma ação judicial contra aFerrari, acusando a marca italiana de ter utilizado indevidamente o nome do ator americano para promover um de seus esportivos.

Para celebrar seu septuagésimo aniversário (1947-2017), a empresa italiana lançou uma série especial relacionada com modelos ou personalidades icônicas associadas à marca.

Lançada ainda em 2016, a linha incluía um modelo chamado “The McQueen”, inspirado em uma Berlinetta Lusso 250 GT, modelo que o ator possuía um exemplar.

Steve McQueen no filme ‘Fugind do inferno’, de 1963 (Foto: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer Studios)

No documento da ações, a família afirma que nunca autorizou a Ferrari a usar o nome de Steve McQueen, que morreu prematuramente em 1980, aos 50 anos.

Ao usar indevidamente o nome do ator, a fabricante italiana de automóveis “conseguiu um volume de negócios e lucros significativos”, afirma o documento apresentado nesta segunda-feira em um tribunal de Los Angeles.

Depois do lançamento, a Ferrari mudou o nome do modelo, que já não se chama “The McQueen” e sim “The Actor”, mas a família argumenta que a empresa continua se referindo ao intérprete na descrição do automóvel.

Ferrari 275 GTB com o ator Steve McQueen, em 1967 (Foto: Divulgação)

A família McQueen pede à corte que ordene à Ferrari que deixe de usar o nome do ator e apresente o volume de vendas e os lucros gerados pelos modelos em que o nome e a imagem do ator foram usadas.

Além disso, a família pede o pagamento do total desses lucros, além de danos morais, na quantia de pelo menos US$ 3 milhões. Procurada pela AFP, a empresa não quis comentar o caso.

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Denunciar estupro pode acabar se tornando um delito na Coreia do Sul

País tem rígidas leis contra difamação e muitos estupradores usam o sistema para calar as vítimas ou obrigá-las a se retratarem. Se acusado for inocentado ou caso for arquivado, denunciante pode ser julgada por falsa acusação.

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Do G1
Vítimas podem acabar sendo acusadas de difamação por agressores (Foto: Counselling/Creative Commons)

Uma mulher que se apresentou como “D” acabara de denunciar à polícia que foi estuprada, mas seu agressor a contra-atacou com uma série de acusações. As rígidas leis contra a difamação podem fazer uma queixa de estupro virar um delito na Coreia do Sul.

“Apresentou queixa atrás de queixa contra mim, acusando-me de difamação, de insultos, de perjúrio, de intimidação e inclusive de assédio sexual”, explica esta mulher, que pede para ser identificada apenas com a letra “D” por temer por sua segurança pessoal.

“Durante meses, não consegui comer”, conta à AFP. “Não conseguia dormir, tinha a impressão de estar mergulhada em um pântano do qual não sairia nunca”.

Seu agressor acabou sendo condenado a dois anos de prisão por estupro e todas as queixas contra D. foram arquivadas.

Mas estes calvários judiciais não são incomuns na Coreia do Sul, onde uma pessoa pode ser julgada, inclusive se disser a verdade, por manchar a reputação de outra.

Um número crescente de supostos agressores sexuais usam o sistema para calar as vítimas ou obrigá-las a se retratarem.

Apresentar uma denúncia na delegacia não é em si motivo de queixa por difamação, mas se a vítima falar em público pode ser julgada penalmente.

E se a polícia ou a promotoria arquivarem o caso, ou o acusado for exonerado pela justiça, a denunciante pode ser julgada por falsa acusação.

“Todo o sistema tem um efeito paralisador sobre as mulheres”, diz Seo Hye-Jin, da Associação de Advogadas Coreanas. “Muitos agressores usam abertamente a ameaça de queixa para intimidar”, acrescenta.

Apesar do progresso econômico e tecnológico da Coreia do Sul, sua sociedade continua sendo profundamente patriarcal. O país fica regularmente nas últimas posições da classificação da OCDE sobre desigualdade.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 52% das vítimas de assassinato são mulheres. Muito mais que nos Estados Unidos e China (cerca de 22%) e que na Índia (41%).

“Não resistiram o suficiente”

As séries de televisão sul-coreanas, muito populares na Ásia, mostram personagens homens que dominam fisicamente as mulheres como demonstração de seu amor.

Mas desde 2017, a campanha mundial #MeToo contra a violência machista também se faz presente na Coreia do Sul, onde um número crescente de mulheres acusou poderosas figuras do mundo da política, da arte, da educação e da religião.

No caso de D., um investigador lhe fez um grande número de perguntas sobre “suas intenções” de “destruir a vida de um jovem promissor” e pediu à promotoria que não aceitasse processar o estuprador.

D. deixou seu trabalho, apresentou queixas contra a polícia, a promotoria e o mediador do governo encarregado dos direitos humanos para conseguir que seu caso prosperasse diante das muitas denúncias do agressor e do contínuo assédio deste e de seus familiares.

Cho Jae-Yeon, que trabalha para o Telefone Vermelho das Coreanas, assegura que muitas vítimas não denunciam. “Muitas dizem que não poderiam suportar ser alvo de uma investigação e se arriscar a uma eventual condenação, como se já não tivessem sofrido o suficiente”.

As falhas do sistema judicial não afetam apenas os casos de agressão sexual: o funcionário de um escritório de arquitetura foi condenado a uma multa por denunciar na internet atrasos no pagamento de salários e outras irregularidades.

Em 2016, foram arquivadas 55% das denúncias de agressão sexual, muito mais que nos casos de assassinato (22%) e roubo (26%), segundo o Instituto da Justiça.

E se o caso chega ao tribunal, a vítima deve demonstrar que opôs resistência porque o estupro é definido como o resultado “da violência ou da intimidação” e não da ausência de consentimento.

No passado, vários julgamentos por estupro foram rejeitados porque as vítimas “não resistiram o suficiente”.

Um painel da ONU sobre a igualdade entre sexos chamou recentemente o governo a revisar sua definição de estupro e a proteger as vítimas de falsas denúncias de difamação.

O agressor de D. continuou assediando-a quando saiu da prisão, até que em 2014 foi condenado por intimidação e assédio, pondo fim a quatro anos de pesadelo.

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‘Viagra do Himalaia’: o fungo parasita ‘afrodisíaco’ mais caro que ouro

O yakasumba, fungo que cresce em corpo de lagarta de mariposa a altitudes de 3 mil a 5 mil metros, é coletado por moradores de vilarejos locais; em países como China e EUA, o grama é vendido a U$ 100.

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Da BBC
Especialistas alertam que o yakasumba está cada vez mais escasso por causa do excesso de colheita e do aquecimento global (Foto: BBC Brasil)

Para alguns, não passaria dos restos de uma lagarta. Mas, para muitas outras pessoas, trata-se de um produto extremamente valioso e cada vez mais escasso.

O yakasumba é um fungo que cresce em altitudes de 3 mil a 5 mil metros e só é encontrado na região dos Himalaias – em regiões como Nepal, Índia, Butão e no Tibete.

Ele se forma quando o fungo, na terra, ataca e disseca uma lagarta. Especialistas em medicina tradicional dizem que ele é eficaz contra impotência, asma e câncer.

Esse efeito torna o Yarsagumba, também conhecido como o ‘Viagra do Himalaia’, mais valioso do que ouro.
Um quilo do fungo pode custar US$ 100 mil (R$ 386,3 mil), mais do que o dobro dos US$ 40 mil cobrado pelo quilo de ouro.

Isso faz com que, entre maio e junho, vilarejos nos Himalaias fiquem desertos – seus moradores foram para as montanhas coletá-los.

Mas trabalhar a essas altitudes é perigoso.

“É muito frio aqui. Às vezes, somos pegos pela chuva. Já enfrentamos avalanches algumas vezes”, conta Sita Gurung, que coleta o fungo.

“Se a avalanche é muito grande, pode carregar todos nós. É assustador.”

Especialistas alertam que o yakasumba está cada vez mais escasso por causa do excesso de colheita e do aquecimento global (Foto: BBC Brasil)

Cada um rende de US$ 3,50 a US$ 4,50 para os moradores dos vilarejos.

Depois, o fungo é exportado para países como China, Cingapura, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia, Japão, Mianmar e Tailândia, onde um grama do yakasumba pode custar até US$ 100.

O yakasumba responde por 56% da renda anual dos moradores desses vilarejos.

“Graça ao yakasumba, posso comprar roupas novas. Tenho dinheiro para visitar Katmandu e não dependo de ninguém financeiramente”, diz Sita Gurung.

Mas especialistas alertam que o yakasumba está cada vez mais escasso por causa do excesso de colheita e do aquecimento global.

“Antes, a gente achava muitos yakasumbas, às vezes, cem por dia. Agora, achamos de 2 a 20 – às vezes, voltamos para casa de mãos vazias.”

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