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A estranha doença conhecida como língua ‘peluda’

Apesar do nome, não nascem pelos na língua; patologia bucal deixa língua com coloração escura e textura peculiar.

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Sintomas da doença são náusea, halitose, distúrbio degustativo e, obviamente, uma aparência pouco atraente da língua (Foto: The New England Journal of Medicine)

Imagine a cena: você acorda e, ao escovar os dentes olhando-se no espelho, descobre que sua língua está completamente negra.

O caso não é tão raro quanto se imagina e aconteceu com uma americana de 55 anos, segundo o que publicou a revista científica The New English Journal of Medicine nesta semana.

A mulher, que não teve seu nome divulgado, havia sofrido um acidente de trânsito e foi levada ao hospital para receber tratamento médico.

Ao tomar um antibiótico chamado monociclina, relatou ter tido náuseas e um sabor ruim na boca. Foi quando percebeu que sua língua estava negra e com uma textura desagradável.

O médico Yasir Hamad, responsável pelo caso, disse que a suspeita era de que se tratava de um transtorno conhecido como “língua negra pilosa”, conhecida popularmente como “língua peluda”.

A doença é reversível e não deixa sequelas, mas pode gerar traumas.

Mas em que consiste essa enfermidade e o que pode provocá-la?

Se um dia você tiver essa doença, não se preocupe: não nascerão pelos em sua língua.

Mas ela, muito provavelmente, ficará com uma coloração escura e uma textura peculiar, dando-lhe uma aparência ‘peluda’.

Cores diferentes

Hamad, que é professor-assistente da Escola de Medicina San Luis, da Universidade de Washington, explica que a “língua negra” pode ser um dos efeitos colaterais de alguns antibióticos, principalmente a tetraciclina.

Mas também pode ser resultado de má higiene bucal, ou provocada – e até mesmo acentuada – pelo uso de enxaguante bucal que irrita a mucosa da língua, tabagismo e algumas infecções.

Há médicos que descrevem a doença como “benigna e indolor”.

De qualquer maneira, essa enfermidade é considerada relativamente comum e atinge cerca de 13% da população, segundo a Academia de Medicina Bucal dos EUA.

A doença pode se manifestar em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em adultos, especialmente homens.

Segundo explica a entidade, “há um descolamento defeituoso do tecido que cobre a língua. Normalmente, a língua é coberta por estruturas cônicas chamadas papilas filiformes. Essas papilas geralmente têm aproximadamente um milímetro de comprimento.”

Em casos severos, a extensão de cor escura pode ser bastante acentuada, dando uma aparência similar a pelos na parte superior da língua.

Em 2006, publicação acadêmica publicou caso de fumante que viveu com doença por vários anos (Foto: The New England Journal of Medicine)

“Quando as papilas não se desprendem adequadamente, alimentos, bactérias e, às vezes, fungos podem se acumular na superfície da língua”, informa a Academia de Medicina Bucal americana.

Ao se acumularem, produzem várias cores: marrom, branco, verde ou rosa, dependendo da causa específica, segundo a entidade.

Certos tipos de bactérias ou fungos também são responsáveis pela cor preta.

Segundo os médicos, apesar da aparência desagradável, essa patologia pode ser revertida com o tratamento adequado. Eles garantem que não há sequelas.

Hamad explica ser necessário suspender o agente que está provocando ou acelerando a doença. Mas nada disso adianta se o paciente não melhorar sua boa higiene bucal.

No caso da mulher atendida por Hamar, a paciente interrompeu o uso do antibiótico e, quatro semanas depois, viu sua língua voltar ao normal.

Náusea, halitose e distúrbio degustativo

O New English Journal of Medicine também divulgou o caso de um homem, fumante, de 85 anos de idade, sem antecedentes médicos relevantes que sofria da mesma doença.

Os autores do relatório, médicos da Universidade de Medicina de Essen, na Alemanha, disseram que ele apresentava uma coloração negra e de ‘aparência peluda’ na língua. O homem viveu anos com a enfermidade.

Os médicos Andreas Korber e Joachim Dissemond disseram que os sintomas dessa doença podem ser “náusea, halitose, distúrbio degustativo e, obviamente, uma aparência pouco atraente da língua”.

Eles recomendam “aumentar a hidratação e a salivação” e “escovar a língua com uma escova macia”, usando retinóides tópicos ou ácido salicílico.

A Academia Americana de Medicina Bucal dos EUA recomenda que, se a pessoa tiver a doença da língua peluda uma vez, é preciso cuidado redobrado pois as chances de que ela se manifeste novamente são altas.

Mundo

Estudante brasileiro de 26 anos é morto por tubarão nos EUA

Ele foi atacado por volta do meio-dia, quando praticava bodyboarding com um amigo.

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Associated Press
Arthur Medici. (Foto: Divulgação)

O estudante brasileiro Arthur Medici, de 26 anos, foi morto por um ataque de tubarão na praia de Newcomb Hollow, em Cape Cod, no sábado 15. Ele foi atacado por volta do meio-dia, quando praticava bodyboarding com um amigo. Após o ataque, seu colega o levou para a areia, onde Medici recebeu atendimento de emergência, incluindo reanimação cardiopulmonar e aplicação de torniquetes. Em seguida, o estudante foi levado ao hospital na cidade de Hyannis, onde foi declarado morto.

Este é o primeiro caso de morte por ataque de tubarão no Estado de Massachusetts em mais de 80 anos e o segundo ataque em Cape Cod neste ano. A praia permaneceu fechada no domingo, 17. Flores foram colocadas ao pé de um uma placa que dizia “Proibido nadar, surfar etc. até novo aviso”, mas algumas pessoas praticavam paddleboarding na água, noticiou o jornal Boston Herald. No mesmo dia, um tubarão foi avistado vários quilômetros ao sul de Wellfleet, segundo a organização de proteção a tubarões Atlantic White Shark Conservancy.

Medici morava em Revere, em Massachusetts, estava noivo, amava surfar e praticar atividades ao ar livre, segundo seus amigos e funcionários da universidade onde estudava. Até o último semestre, ele cursava engenharia na Bunker Hill Community College, em Boston. O jovem havia se mudado do Brasil há dois anos para fazer faculdade, disseram seus amigos ao canal WCVB.

Uma página de arrecadação de fundos para cobrir os custos de seu funeral arrecadou mais de US$ 27 mil até fim da manhã desta segunda-feira, 17, ultrapassando a meta de US$ 25 mil.

“Arthur era um jovem muito feliz”, disse uma postagem na página. “Ele amava a vida, era um membro ativo de uma igreja cristã, dedicando sua vida ao Senhor. Ele amava caminhadas, ciclismo, surfe e vários outros esportes. Estava sempre alegre e disposto a ajudar os outros”.

Em 15 de agosto, um homem de 61 anos ficou gravemente ferido depois de ser atacado por um tubarão em Truro, cerca de 6 quilômetros ao norte da praia de Newcomb Hollow. Atualmente, ele se recupera em um hospital de Boston.

O caso de Medici foi o terceiro ataque mortal de tubarão em todo o mundo neste ano. Os outros dois casos aconteceram no Brasil e no Egito, segundo o diretor do Programa da Flórida para Pesquisa em Tubarões, Gavin Naylor.

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O mistério das agulhas encontradas dentro de morangos na Austrália

Um homem foi hospitalizado; autoridades recomendaram que população corte a fruta antes de comê-la.

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Do G1
Agulhas de costura foram inseridas dentro de morangos na Austrália — Foto: Joshua Gane/BBC

A Austrália está investigando uma série de casos em que agulhas de costura foram encontradas dentro de morangos vendidos no comércio.

Já foram reportados episódios em pelo menos seis estados e territórios. Um homem foi levado ao hospital depois de ter comido uma das frutas.

Diversas marcas do produto foram retiradas das prateleiras do país, enquanto os maiores supermercados da Nova Zelândia pararam de vender morangos australianos como medida de precaução.

O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, solicitou às autoridades de segurança alimentar de seu país e da Nova Zelândia que examinassem os casos.

“É um crime brutal e um ataque ao público”, afirmou.

Seis estados e territórios tiveram casos de agulhas dentro de morangos — Foto: Joshua Gane/BBC

Nenhum suspeito foi identificado. Autoridades de saúde recomendaram aos australianos que cortem seus morangos antes de comê-los.

Possíveis imitadores

As frutas que escondiam agulhas foram encontrados pela primeira vez no estado de Queensland na semana passada. Desde então, já foram registrados episódios semelhantes em outras cinco partes do país: Nova Gales do Sul, Victoria, Austrália Meridional, Território da Capital Australiana e Tasmania.

Produtores de morango e a polícia consideram que os casos podem não ter a mesma autoria – e que alguns deles possam ter sido “inspirados” no primeiro incidente.

O governo do Estado de Queensland ofereceu 100 mil dólares australianos (cerca de R$ 229 mil) como recompensa em troca de informações sobre o crime.

“Que pessoa normal teria a intenção de colocar a vida e a saúde de um bebê ou de uma criança em risco com uma atitude tão terrível?”, questionou a premiê do estado de Queensland, Annastacia Palaszczuk.

Na quinta-feira, a associação de Produtores de Morangos de Queensland chegou a dizer que as agulhas teriam sido colocadas nas embalagens por um “funcionário descontente”. A polícia disse, no entanto, que é muito cedo para apontar possíveis suspeitos.

Ao menos seis marcas de morango foram afetadas: Berry Obsession, Berry Licious, Love Berry, Donnybrook Berries, Delightful Strawberries e Oasis.

Produtores estão preocupados, já que o susto veio no pico de produção e pode ter efeito negativo sobre as vendas de uma indústria que vale 130 milhões de dólares australianos por ano.

Nesta segunda-feira, as maiores distribuidoras da Nova Zelândia – Countdown e Foodstuffs – afirmaram ter suspendido temporariamente a importação de morangos australianos por causa dos incidentes.

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Tufão Mangkhut deixa dezenas de mortos e milhões de deslocados na China

Equipes de resgate buscam por sobreviventes na mina soterrada em Itogon, no norte das Filipinas. Após deixar 65 mortos nas Filipinas e 2 na China, Mangkhut foi rebaixado a tempestade tropical.

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Do G1
Tufão Mangkhut deixou edifícios destruídos em sua passagem pelas Filipinas (Foto: Philippine Red Cross/via Reuters)

A passagem do tufão Mangkhut no último final de semana deixou um rastro de caos e destruição no norte das Filipinas e no sul na China, onde ele segue para o norte e continua a causar estragos como tempestade tropical.

Nas Filipinas, o número de vítimas chega a 65, segundo a última apuração provisória da Polícia Nacional. Além disso, mais de 50 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas para se proteger. Já na China, o balanço é de 2 mortos, 213 pessoas feridas e mais de três milhões de deslocados.

O Mangkhut foi acompanhado de ventos de 170 km/h e rajadas de até 260 km/h quando passou pelas Filipinas, na madrugada do último sábado. O tufão, que é o mais poderoso dos últimos cinco anos a atingir o país, causou fortes chuvas, inundações, ondas de até seis metros e causou o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas.

Equipes de resgate buscam por vítimas presas em mina após passagem do tufão Mangkhut pelas Filipinas — Foto: REUTERS/Erik De Castro

Presos em mina

As fortes inundações e os deslizamentos de terra causados pelo maior tufão do ano soterraram uma mina e quatro barracões onde viviam os mineradores na cidade de Itogon, no norte das Filipinas.

As autoridades locais iniciaram uma operação de busca e resgate de sobreviventes no local, que foram retomadas nesta segunda-feira (17).
O prefeito de Itogon, Victorio Palangdan, disse nesta segunda que há 34 mortos. No entanto, não está claro se esse dado está incluído no balanço nacional de 65 mortos no país.

Além disso, teme-se que ainda haja pelo menos entre 40 e 50 pessoas presas no local, por isso, segundo o prefeito de Itogon, o número total de vítimas pode atingir uma centena.

Dois mineradores conseguiram escapar do deslizamento de terra arrastando-se por um túnel da mina, instalação que segundo as autoridades estava fechada desde 2009, embora alguns trabalhadores a explorassem de maneira ilegal.

Palangdan disse que os mineradores ignoraram as advertências da polícia antes da chegada do Mangkhut e se abrigaram na mina.

“Pensaram que a área era segura e a transformaram em um centro de evacuação para si próprios. As autoridades tentaram convencê-los de que se fossem embora, mas rejeitaram o aviso”, explicou o prefeito em declarações a uma rádio local.

Destruição na China

Depois de devastar a região norte do arquipélago filipino, o tufão atravessou o Mar da China Meridional e passou a uma centena de quilômetros de Hong Kong e perto de Macau.

Neste domingo, o Mangkhut chegou ao sul da China e atingiu a província de Guangdong com ventos de 160 km/h e rajadas de até 195 km/h. Passou primeiro perto de Macau e Hong Kong, uma das cidades mais afetadas, com 213 pessoas feridas e muita destruição.

Uma mulher corre na tempestade enquanto o tufão Mangkhut se aproxima em Shenzhen, na China — Foto: REUTERS/Jason Lee

A emissora de televisão estatal informou que duas pessoas morreram na província de Guangdong.

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas de áreas de risco do sul do país e determinaram o retorno de dezenas de milhares de barcos aos portos. Também suspenderam os serviços de trem de alta velocidade e as aulas.

Em Hong Kong, onde foi emitido alerta máximo antes da chegada do Mangkhut, houve vários danos por causa dos fortes ventos e inundações. O governo local classificou os danos como “graves”.

Prédio de Hong Kong teve janelas destruídas pela passagem do tufão Mangkhut neste domingo (16) — Foto: Xinhua via AP

Segundo noticia o jornal “South China Morning Post” nesta segunda, a cidade ficou durante 10 horas com o alerta de advertência mais alto, enquanto “os edifícios mais altos balançavam, as janelas se quebravam e os andaimes se soltavam dos arranha-céus”. Também houve queda de árvores e áreas inundadas com água na altura da cintura.

O transporte público foi suspenso, assim como quase 900 voos do Aeroporto Internacional de Hong Kong, um importante centro regional e que pouco a pouco está começando a retomar sua atividade.
Nesta segunda, os agentes da Proteção Civil retiravam árvores e lama das ruas da cidade, enquanto os moradores passavam por ruas repletas de barro e resíduos para chegar ao trabalho. As escolas permanecem fechadas e muitos ônibus não circulam pela cidade.

Na vizinha Macau, que teve que fechar todos seus cassinos, 20 mil casas sofreram falta de energia elétrica, várias estradas foram alagadas e pelo menos 17 pessoas ficaram feridas.
Outras grandes cidades como Shenzhen e Zhuhai também sofreram danos. Em Shenzhen, ondas gigantescas inundaram um hotel à beira-mar.

Próximos passos

O tufão mais grave do ano continua se movimentando para o noroeste da China, mas agora como tempestade tropical, com uma força cada vez menor, afetando as províncias e regiões de Guangxi, Yunnan e Guizhou.

Na província de Guanxi, 228 mil pessoas foram levadas para abrigos e 98 voos foram cancelados em Nanning, a capital da região.

Espera-se que a tempestade tropical se enfraqueça substancialmente quando passar pela região montanhosa que faz fronteira com Vietnã, Laos e Mianmar.

Moradores de Hong Hong tiram destroços de destruição causada pela passagem do tufão Mangkhut nesse final de semana — Foto: AP Photo/Vincent Yu

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