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Kim firma acordo de desnuclearização e Trump comemora

Durante a terceira cúpula intercoreana, líder da Coreia do Norte diz que poderá viajar a Seul ‘em um futuro próximo’.

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Presidente dos EUA, Donald Trump, e líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante cúpula em Cingapura (Foto: Susan Walsh/Pool / Reuters)

O líder Coreia do Norte, Kim Jong-un se comprometeu nesta quarta-feira, 19, a desmantelar suas principais instalações militares e disse que poderá viajar a Seul “em um futuro próximo”. “O Norte aceitou fechar, de forma permanente, o local de testes de mísseis de Tongchang-ri e a base de lançamento de mísseis, na presença de especialistas dos países afetados”, declarou o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em Pyongyang, após a terceira cúpula intercoreana realizada neste ano.

Em uma entrevista coletiva após o encontro, Moon afirmou que Kim concordou também em desmantelar o centro nuclear de Yongbyon, o principal da Coreia do Norte, desde que Washington adote as “medidas correspondentes”, sem detalhar quais. Pyongyang é alvo de múltiplas sanções do Conselho de Segurança da ONU em razão de seus programas nuclear e balístico, e já realizou diversos lançamentos de mísseis a partir de Tongchang-ri.

Os líderes afirmaram que essas medidas transformarão a Península Coreana em “uma terra de paz, sem armas ou ameaças nucleares”. O progresso do atual processo de desmantelamento das instalações norte-coreanas não foi detalhado no encontro.

Kim declarou ainda que poderá viajar a Seul em breve, no que seria a primeira visita de um líder norte-coreano à capital da Coreia do Sul desde a divisão da península. “Prometi ao presidente Moon Jae-in que visitarei Seul em um futuro próximo”, disse ele. O presidente sul-coreano reafirmou que a viagem pode ser feita ainda neste ano e “sempre e quando não lhe impliquem circunstâncias particulares”.

Trump comemora

O presidente americano Donald Trump disse estar “muito empolgado” com os frutos da terceira cúpula intercoreana. “Kim Jong-un concordou em inspeções nucleares, ponto das negociações finais, e o desmantelamento permanente de um ponto de testes e lançamento de mísseis sob supervisão de especialistas internacionais”, escreveu Trump, em sua conta no Twitter, ao se referir aos dois principais pontos do acordo conjunto firmado entre Kim e Moon.

A Coreia do Norte se comprometeu a fechar “permanentemente” a instalação de fabricação de mísseis em Sohae e o centro de lançamento Tongchang-ri, ambos sob supervisão de observadores internacionais. Kim também prometeu desmantelar o complexo nuclear de Nyongbyon, o principal do país.

“Neste período, não haverá testes nucleares ou de foguetes”, acrescentou Trump.

O presidente também celebrou a continuidade dos trâmites para a repatriação de restos mortais de soldados americanos mortos na Guerra das Coreias (1950-1953), que estão sendo enviados a Washington desde o encontro entre Trump e Kim em Cingapura, em junho passado. O mandatário comemorou ainda a decisão dos dois países em trabalhar juntos para sediar os Jogos Olímpicos de 2032.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião na Casa Branca 05/09/2018 REUTERS/Leah Millis (Foto: Reuters)

“Nossos heróis continuarão a voltar para suas casas nos Estados Unidos. Além disso, a Coreia do Norte e do Sul vão enviar uma proposta conjunta para sediar as Olimpíadas de 2032. Muito empolgante!”, disse Trump.

Terceiro encontro

Na terça-feira, o Departamento de Estado americano havia manifestado a esperança de que a cúpula permitisse “um passo significativo e verificável em direção à desnuclearização da Coreia do Norte”.

Ao destacar que se trata do terceiro encontro entre Moon Jae-in e Kim Jong-un, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, ressaltou “a oportunidade histórica” para o dirigente norte-coreano de “cumprir o compromisso” assumido na cúpula com o presidente americano, Donald Trump, em Cingapura.

Na reunião histórica no dia 12 de junho, Kim reiterou ao líder americano seu compromisso de avançar até a “desnuclearização completa da Península Coreana”.

Apesar das promessas, Pyongyang não demonstrava real comprometimento com o assunto, o que despertou críticas de Washington. O governo Trump cancelou a viagem de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, a Pyongyang como sinal de seu descontentamento com o pouco avanço no acordo firmado em Cingapura.

Moon embarcou para a Coreia do Norte com o objetivo de elaborar uma proposta que reforçasse o comprometimento do Norte com a desnuclearização da península e uma declaração formal para acabar com a Guerra das Coreias (1950-1953). Apesar dos avanços, Pyongyang ainda não deu indicações de que está pronta para desistir de seu arsenal.

Principais promessas

Confira abaixo os principais pontos firmados no novo acordo conjunto entre as Coreias do Norte e do Sul na cúpula desta semana:

– Comprometimento pela desnuclearização da Península Coreana, com o fechamento da instalação de fabricação de mísseis em Sohae, do centro de lançamento de Tongchang-ri e do complexo nuclear de Yongbyon.

– Busca para sediar, conjuntamente, os Jogos Olímpicos de 2032.

– Estabelecimento de “zonas neutras” nas fronteiras terrestre e marítima dos países para evitar o risco de quedas acidentais de aeronaves.

– Retirada de 11 postos militares na Zona Desmilitarizada até dezembro deste ano.

– Realização de uma busca conjunta pelos corpos de soldados mortos na fronteira durante a Guerra das Coreias.

– Desarmamento de um vilarejo controlado pelos dois países na fronteira, começando pela remoção de minas terrestres.

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Americano com morte cerebral acorda após aparelhos serem desligados

T. Scott Marr teve morte cerebral decretada após um AVC, mas se recuperou após os aparelhos de suporte de vida serem retirados.

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Da Veja
Scott Marr (Facebook/Reprodução)

O americano T. Scott Marr vem sendo chamado de “homem milagroso” por ter acordado após os médicos terem decretado sua morte cerebral e desligado os aparelhos que supostamente o mantinham vivo. Scott foi encontrado inconsciente em casa no dia 12 de dezembro por um de seus filhos. Ao ser encaminhado ao Hospital Metodista, na cidade de Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos, a equipe médica constatou que ele havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC).

Depois de passar dois dias conectado a tubos de respiração na UTI, com o cérebro inchado e sem mostrar qualquer sinal de melhora, os especialistas temeram que o AVC tivesse causado danos irreversíveis. Por causa disso, os médicos decidiram declarar a morte cerebral do paciente e os filhos do ex-locutor de basquete optaram por desligar os aparelhos. “Ele sempre falou para a gente que não gostaria de ser visto preso a uma cama de hospital”, conta Preston Marr, uma das filhas, à rede de televisão local KMTV.

Entretanto, inesperada e milagrosamente, tudo mudou depois que os tubos foram desconectados: Marr continuou respirando. Apesar de ser uma resposta incomum, os médicos não acreditaram que isso pudesse alterar o prognóstico ou os planos dos filhos de organizar o funeral do pai. No dia seguinte, diante dos preparativos para a cerimônia, a família foi chamada de volta ao hospital, pois Marr não apenas respirava como também se mostrava responsivo pela primeira vez desde o AVC.

“Essa coisa toda foi um milagre de Deus. Eu não morri. Eu não tive que morrer. Estou de volta aqui”, disse Marr à KMTV. O homem que deveria estar morto, agora se recupera em casa após semanas de tratamento.

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Mundo

Piloto ‘de folga’ evitou queda de Boeing 737 MAX um dia antes de acidente na Indonésia, diz agência

Avião caiu no dia seguinte, matando 189 pessoas. Modelo é o mesmo de aeronave que sofreu acidente na Etiópia.

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Do G1
Boeing 737 MAX 8 estacionado em uma fábrica em Renton, nos EUA — Foto: David Ryder/Reuters

Um piloto de folga “evitou” a queda de um Boeing 737 Max 8 da companhia aérea Lion Air. Um dia depois, a mesma aeronave caiu na Indonésia, matando 189 pessoas. O avião também é do mesmo tipo do que sofreu acidente em 10 de março na Etiópia, quando 157 morreram. A informação foi divulgada nesta terça-feira (18) pela agência norte-americana Bloomberg.

Segundo investigadores indonésios, um defeito no sistema fez o avião a se inclinar para o alto, aumentando as chances de uma estolagem (perda de sustentação aerodinâmica) da aeronave –-problema semelhante ao ocorrido no voo da Lion Air que caiu.

Então, um piloto da companhia que estava de folga no assento extra do cockpit – a cabine onde fica o comandante – instruiu os colegas a cortar um dos motores, o que fez o nariz do avião abaixar e, por sua vez, o controle da aeronave ser retomado.

O voo ligava a cidade de Bali à capital da Indonésia, Jacarta, e pousou normalmente. O problema relatado chegou a ser divulgado pelas autoridades indonésias, entretanto, sem entrar nos detalhes sobre o piloto de folga. Nem a Boeing nem o comitê de segurança de aviação do país asiático quiseram comentar o caso.

Boeing 737 MAX

Foto de 11 de março de 2019 mostra um Boeing 737 MAX 8 construído para TUI Group estacionado na fábrica da Boeing em Renton, no estado de Washington — Foto: Ted S. Warren/AP

Por causa dos acidentes na Indonésia e na Etiópia em cerca de cinco meses, governos e companhias aéreas de dezenas de países suspenderam as operações com o Boeing 737 MAX. Depois, a própria Boeing recomendou que os aviões do modelo – tanto da série 8 quanto da 9 – permanecessem em solo.

No centro das investigações está o MCAS – sigla em inglês para Sistema de Aumento de Características de Manobra. A Boeing desenvolveu esse mecanismo especificamente para o 737 MAX 8 e para o 737 MAX 9.

Ao detectar perda de sustentação por causa de subida em ângulo muito vertical e sem velocidade, o sistema automaticamente move o estabilizador para puxar o nariz do avião para baixo. É uma forma de o MCAS evitar a estolagem – ou seja, quando o avião fica sem sustentação e cai. No caso da Indonésia, os investigadores descobriram que o MCAS começou a funcionar quando não deveria.

Suspeita-se que o mesmo problema tenha afetado o 737 MAX 8 da Ethiopian. Afinal, a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos informou que há semelhanças entre os dois acidentes, sem especificar quais. Há uma semana, a caixa preta seguiu para análise em Paris, na França.

No Brasil, o modelo é operado pela GOL, que suspendeu as operações com esse tipo de aeronave por tempo indeterminado. A Boeing continua a produzir os 737 MAX, mas interrompeu as entregas enquanto o caso não estiver solucionado.

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Brasil

Trump diz que atuará para incluir Brasil na OCDE

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Agência Estado
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Casa Branca (Foto: Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados)

Em encontro na Casa Branca com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (19) que apoia os esforços do Brasil para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também afirmou que as negociações entre os dois países devem avançar nas áreas de segurança militar e do comércio.

“Estamos trabalhando com várias questões militares e questões dos vistos para funcionar melhor, o Brasil produz ótimos produtos e nós também. Acredito que o comércio vai aumentar substancialmente entre os dois países”, ressaltou Trump, presenteado por Bolsonaro com uma camisa da seleção brasileira de futebol.

O presidente norte-americano afirmou que Estados Unidos e Brasil vivem um momento único na relação bilateral. “O relacionamento que temos agora com o Brasil nunca foi melhor. Não temos hostilidade alguma com o Brasil. Vamos ver Otan . Temos uma grande aliança com o Brasil, como jamais tivemos.”

Para Trump, a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi emblemática. “ liderou uma das campanhas mais impressionantes dos últimos tempos, lembrou também a minha”, disse. “O Brasil e os Estados Unidos nunca tiveram tão próximos quanto estão agora.”

Questionado sobre a questão da Venezuela, Trump disse que a crise no país sul-americano seria tema da conversa com Bolsonaro. Ele indicou que “todas as opções” estão sobre a mesa, inclusive a intervenção militar na região. O governo brasileiro já sinalizou ser contrário à intervenção.

Expectativas

Durante o encontro, Bolsonaro mencionou sua satisfação por se reunir com Trump. “É uma satisfação estar nos Estados Unidos, depois de algumas décadas de alguns presidentes antiamericanos, o Brasil mudou a partir de 2019.”

Bolsonaro disse que a reunião com Trump é significativa para brasileiros e norte-americanos. Segundo ele, ambos têm muito em comum.

“Temos muito a conversar e muita coisa a oferecer para os bem dos nossos povos. Tenho muita coisa em comum com o senhor Trump. Isso é para mim motivo de orgulho e satisfação. Ele quer uma América grande e eu quero um Brasil grande. A partir deste momento o Brasil estará mais do que nunca engajado com os nossos Estados Unidos.”

Questionado se em algum momento imaginou que se reuniria com Trump, Bolsonaro respondeu: “É um milagre estar vivo”.

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Silvana lopes
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