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Jovem morre na Austrália 8 anos depois de comer lesma e ter o corpo paralisado

Molusco é vetor de um verme que causa um tipo de meningite.

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O australiano Sam Ballard, ao centro, morreu após comer lesma em brincadeira — Foto: Reprodução/Facebook

O ex-jogador de rúgbi Sam Ballard, de 28 anos, morreu na sexta-feira (2) vítima de um verme que contraiu há oito anos após comer uma lesma durante uma aposta com amigos em Sidney, na Austrália. Uma doença causada pelo parasita deixou quase todo o corpo do jovem paralisado durante esse tempo.

De acordo com depoimentos dados à imprensa australiana, Ballard bebia vinho em um encontro com os amigos quando o grupo percebeu uma lesma passar pelo chão do terraço onde estavam. Provocado pelos companheiros, o jovem, à época com 19 anos, engoliu o animal vivo.

Somente dias depois, Ballard começou a se sentir mal. Primeiro, dores nas pernas. Ele e a família, então, procuraram um médico – suspeitava-se de esclerose múltipla, doença que acometeu o pai do rapaz.

Mas diagnóstico mostrou que Ballard contraiu meningite eosinofílica, uma das doenças causadas pelo verme Angiostrongylus cantonensis. Lesmas e caramujos são hospedeiros naturais desse parasita, que, muitas vezes, é contraído após esses moluscos consumirem fezes de rato.

A maioria dos casos não evolui para complicações. Em Ballard, porém, a doença o deixou em coma por 420 dias. Quando acordou, todo o corpo estava paralisado.

Comoção popular

A história ganhou páginas de jornais australianos e espaço em programas de TV do país, mostrando os cuidados da mãe, Katie, com o jovem paralisado. Ballard perdoou os amigos que o provocaram a engolir a lesma, e eles continuaram a fazer parte do dia-a-dia do ex-jorgador de rúgbi.

Segundo relato da jornalista Lisa Wilkinson, apresentadora de um programa de televisão que retratou a vida de Ballard, o rapaz passou os últimos dias de vida cercado pelos amigos e da mãe.

O funeral de Ballard está marcado para esta quinta-feira (8). Em postagem nas redes sociais, Jimmy Galvin, um dos amigos presentes na brincadeira em que Ballard comeu a lesma, convocou amigos cantores e músicos acústicos para participar da cerimônia.

Essa lesma existe no Brasil?

Infestação de caramujos em Colatina, no Espírito Santo, preocupa moradores — Foto: Wando Fagundes/ TV Gazeta

Não se sabe qual a espécie de lesma o jovem australiano engoliu. No entanto, casos recentes envolvendo caramujos que também podem transmitir o parasita foram registrados no Brasil.

Recentemente, caramujos africanos foram encontrados no Maranhão, no Espírito Santo, no Acre. em São Paulo , em Pernambuco e em Minas Gerais. Além da meningite, os moluscos podem transmitir esquistossomose, outra doença causada por verme.

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Arqueólogos encontram tumbas com múmias de gato no Egito

Descoberta foi feita em Sacará, a 30km do Cairo. Também foram achadas estátuas de outros animais e múmias de escaravelhos dentro das tumbas, que são do Egito Antigo.

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Do G1
Arqueologistas recuperam uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Arqueólogos egípcios encontraram sete tumbas da Era dos Faraós com dúzias de múmias de gatos em Sacará — sítio arqueológico a cerca de 30km da capital do Egito, Cairo. A descoberta também inclui múmias de escaravelhos — as primeiras a serem encontradas no local, afirmou neste sábado (10) o Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Mostafa Waziri, à agência de notícias americana Associated Press (AP).

O Egito Antigo — época em que os faraós reinaram — reverenciava os felinos e fazia adoração à deusa Bastet, que tinha a cabeça de gato. Além das múmias, também foram encontradas estátuas de madeira retratando outros animais — como um falcão, um leão e uma vaca. Outras 100 estátuas de gato em madeira dourada e uma estátua de bronze, dedicada a dedicada a Bastet, estão entre as descobertas, afirma a Agência France Presse [(AFP).

Segundo a AFP, a descoberta ocorreu “em torno de uma área rochosa em torno do complexo funerário de Userkaf na necrópole (real) de Saqqara”, que era a capital do Reino Antigo, disse o ministro de Antiguidades, Khaled El Enany. Três dessas tumbas, afirma o ministro “datam do tempo do Novo Império e foram usadas como uma necrópole para gatos”.

As outras quatro tumbas remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos aC), “das quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI “, segundo o ministro.

Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde incontáveis tumbas e os primeiros faraós foram encontrados.

O Egito vem aumentando a publicidade em torno de descobertas históricas, destaca a AP, na esperança de recuperar o setor de turismo no país — devastado pela turbulência que se seguiu às revoltas de 2011 que levaram à queda de Hosni Mubarak.

Equipes retiram gatos mumificados encontrados em tumbas no Egito — Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Arqueologistas recuperam uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Arqueologista recupera uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Estátua de gato feita de bronze em exposição na necrópole. — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Artefatos em exposição na necrópole. — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Arqueologista recupera uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará — Foto: Nariman El-Mofty/AP

Gatos mumificados dentro de uma tumba na necrópole perto das pirâmides egípcias, em Sacará. Arqueologistas locais descobriram sete tumbas da era farônica contendo dúzias de múmias de gato e estátuas de animais feitas de madeira. — Foto: Nariman El-Mofty/AP

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Tigresa ‘assassina’ é morta na Índia

A tigresa foi considerada responsável pela morte de 13 pessoas desde junho de 2016.

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Animal, chamado T1 por caçadores e Avni por defensores da fauna, foi morto a tiros na floresta do estado de Maharashtra — Foto: MAHARASHTRA FOREST DEPARTMENT/AFP

Uma tigresa, que já matou mais de uma dezenas de pessoas nos últimos dois anos, foi abatida com um disparo na Índia, para o alívio dos moradores, mas provocou uma controvérsia sobre as condições de sua morte.

Uma das mais impressionantes “caça ao tigre” em décadas terminou na sexta-feira (2) à noite quando o animal, chamado T1 por caçadores e Avni por defensores da fauna, foi morto a tiros na floresta do estado de Maharashtra (centro-oeste).

Mais de 150 pessoas foram mobilizadas durante meses para encontrá-la e foram disponibilizados recursos consideráveis para este fim.

Mas a polêmica se espalhou rapidamente. A mídia indicou que nenhum calmante foi usado para tentar anestesiar Avni-T1, mãe de dois filhotes de 10 meses.

A tigresa foi considerada responsável pela morte de 13 pessoas desde junho de 2016. Sua primeira vítima foi uma mulher cujo corpo foi encontrado em uma plantação de algodão. Desde então, a maioria era pastores homens.

A Suprema Corte autorizou a operação, embora o tigre seja uma espécie em perigo de extinção no país. Mas a instância especificou que o animal poderia ser morto se os calmantes não tivessem efeito.

As autoridades lançaram um programa para preservar a população de tigres na Índia. Seu número chega a mais de 2.200 exemplares, segundo um último censo de 2014, tendo registrado um mínimo de 1.500.

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Colômbia desmente suposta aliança com Bolsonaro para derrubar Maduro

‘Notícia’ foi publicada e divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.

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Por AFP
Iván Duque Márquez

O governo colombiano desmentiu nesta segunda-feira (29) uma suposta aliança com o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), para derrubar seu contraparte venezuelano, Nicolás Maduro, como reportado pelo jornal Folha de S. Paulo.

“O Ministério das Relações Exteriores, em nome do Governo da Colômbia, permite-se rechaçar e desmentir as versões que foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo (sic) no dia de hoje”, informou a Chancelaria em um comunicado.

O governo colombiano “mantém uma tradição não belicosa e busca, a partir de ações políticas e diplomáticas regionais e multilaterais, contribuir para criar as condições para que mais cedo, ou mais tarde, o povo irmão da Venezuela possa viver novamente em democracia e liberdade”, acrescentou o texto.

O jornal paulista noticiou em sua edição desta segunda-feira, citando uma fonte anônima que identificou como “alto funcionário do governo de Iván Duque”, que se Bolsonaro “ajudar a derrubar Nicolás Maduro com uma intervenção militar, terá o apoio da Colômbia”.

A mesma fonte explicou que esta seria a razão pela qual o presidente colombiano se absteve de assinar a declaração do Grupo de Lima, na qual 14 países repudiaram qualquer intervenção na Venezuela, depois de o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, não descartar esta opção em 14 de setembro durante visita à Colômbia.

“Duque não descarta, embora não queira ser o primeiro a engajar-se nela”, assegura o artigo, publicado um dia depois da vitória de Bolsonaro – crítico do regime venezuelano – ante o petista Fernando Haddad.

As relações entre Colômbia e Venezuela, que dividem uma porosa fronteira de 2.200 km, estão praticamente congeladas desde o governo do ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos (2010-18).

O direitista Duque retomou as bandeiras da pressão diplomática contra a “ditadura” de Maduro, agitada por seu antecessor, em meio à chegada de milhares de venezuelanos à Colômbia que fogem da crise econômica em seu país.

A Colômbia reconheceu a incapacidade de atender sozinha o milhão de venezuelanos que entraram em seu território nos últimos anos.

O governo da Venezuela, contrário a reconhecer a crise migratória, acusou Bogotá de integrar um suposto complô para derrubar Maduro. A Colômbia nega com veemência estas afirmações.

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