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Ex-presidente dos EUA George H.W. Bush morre aos 94 anos

Pai do ex-presidente George W. Bush comandou o país entre 1989 e 1993. Intervenção dos EUA no Iraque durante guerra do Golfo marcou gestão.

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George H.W. Bush em 2017 — Foto: REUTERS/Adrees Latif/File Photo

O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush morreu aos 94 anos nesta sexta-feira (30). Chamado popularmente de “Bush pai” após a eleição do filho George W. Bush como presidente, o republicano foi o 41º presidente a ocupar a Casa Branca, entre 1989 e 1993.

O anúncio da morte foi feito por George W. Bush em um comunicado. “Jeb, Neil, Marvin, Doro e eu anunciamos com tristeza que, depois de 94 anos extraordinários, nosso querido pai morreu”, afirmou. Não há ainda informações sobre o funeral do ex-presidente.

George H. W. Bush se destacou por ter decidido pela intervenção das forças norte-americanas no Iraque na guerra do Golfo, depois que as forças de Saddam Hussein invadiram o Kuwait.

Antes de ocupar a presidência, ele foi vice-presidente durante os oito anos da administração Reagan, diretor da CIA e congressista.

Infância e juventude

George Herbert Walker Bush nasceu em Milton, Massachusetts, em 12 de junho de 1924. Pouco depois sua família, que era muito rica, se mudou para o subúrbio de Nova York, onde foi criado.

Bush estudou em escolas privadas, foi líder estudantil e, após se formar no ensino médio, alistou-se para servir na 2ª Guerra Mundial.

Aos 18 anos, tornou-se um dos mais jovens pilotos da história do país e serviu em 58 missões. Em uma delas, o avião em que estava foi derrubado por japoneses e teve que ser resgatado das águas do Pacífico por um submarino americano. Bush chegou ao cargo de tenente antes de ser liberado com o fim da guerra.

Casamento e vida pessoal

O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush e sua mulher, Barbara, em foto de 12 de dezembro de 2008 — Foto: Reuters/Larry Downing/File Photo

Em 1945, casou-se com Barbara Pierce. O casal teve seis filhos: George, Robin (que morreu ainda criança), John (conhecido como Jeb), Neil, Marvin e Dorothy. Ficaram casados por 73 anos até a morte da ex-primeira-dama, em 17 de abril de 2018.

Cursou economia na Universidade Yale, formando-se com louvor em 1948. No mesmo ano, se mudou para o Texas e começou a trabalhar na indústria do petróleo do estado, criando uma carreira lucrativa: fundou uma empresa exploradora em 1951 e, na década de 1960, já presidente de outra companhia, tornou-se milionário.

Carreira política

Filho do senador Prescott Bush (eleito por Connecticut, em 1952), Bush se filiou ao Partido Republicano, de perfil mais conservador e economicamente liberal.

Em 1967, tornou-se deputado pelo Texas e ficou no cargo durante duas gestões, até 1970. Entre 1971 e 1974, serviu como embaixador na ONU e passou 14 meses como representante na China. Entre 1976 e 1977, foi diretor da CIA, o serviço de inteligência norte-americano.

Em 1980, Bush tentou se candidatar à presidência, mas perdeu e foi escolhido como vice na chapa do republicano Ronald Reagan. Em seu mandato como vice, de 1981 a 1989, Bush era responsável por programas antidrogas e fez visitas diplomáticas a dezenas de países.

Presidência

George H. Bush recebe Margaret Thatcher em Washington em novembro de 1988. — Foto: Paul Hosefros/The New York Times

Em 1988, foi nomeado candidato à presidência pelo Partido Republicano. Em uma campanha pesada, com ataques pessoais dos dois lados, Bush derrotou o democrata Michael Dukakis. O republicano teve 54% dos votos populares e 426 dos 537 dos votos do colégio eleitoral.

Presidente dos EUA durante o fim da Guerra Fria, seu mandato foimarcado por profundas mudanças na geopolítica, como o desmantelamento da União Soviética.

A política externa teve papel central em seu mandato. Em dezembro de 1989, Bush autorizou o envio de tropas ao Panamá para depor o general Manuel Noriega.

Entre 1990 e 1991, o país enviou tropas com apoio da ONU para remover soldados de Saddam Hussein que invadiram o Kuwait, durante a chamada primeira guerra do Golfo. Quando os soldados foram retirados, ele optou pelo fim da operação militar e não perseguiu Hussein.

Em sua política doméstica, Bush ostentava a promessa de não aumentar impostos, mas chegou a aprovar esta medida em uma tentativa de reduzir o déficit do país.

Bush foi alvo de muita atenção da mídia quando, em 1992, vomitou e em seguida desmaiou durante um jantar diplomático no Japão, com a presença de mais de 100 diplomatas. A cena foi filmada e repercutiu internacionalmente.

O republicano tentou a reeleição e foi derrotado pelo democrata Bill Clinton na eleição de 1992.

Aposentadoria

Após deixar a presidência, ele se aposentou da vida política, mas participou de campanhas para arrecadar dinheiro para vítimas de calamidade pública, como o Furacão Katrina em 2005, e o Furacão Harvey, em 2017. Neste último caso, participou da iniciativa One America Appeal, ao lado de outro quatro ex-presidentes dos EUA: Jimmy Carter, Bill Clinton, seu filho George W. Bush e Barack Obama.

Em 2011, recebeu de Barack Obama a Medalha da Liberdade, maior honraria que pode ser concedida a um civil no país.

Saúde

George H.W. Bush sofria de Parkinson, doença que há muitos anos lhe impedia de caminhar. Mesmo em cadeira de rodas, o ex-presidente continuou fazendo diversas aparições públicas, mas sua saúde foi se tornando cada vez mais frágil.

Em novembro de 2012, ele foi internado e passou quase dois meses hospitalizado por causa de uma bronquite, chegando a passar o Natal no hospital. Em dezembro de 2014, voltou a ter problemas respiratórios e retornou ao Houston Methodist Hospital.

Em julho de 2015, foi tratado em um hospital do Maine após quebrar um osso no pescoço como consequência de uma queda e, em 2017, teve duas internações por pneumonia, uma em janeiro e outra em abril.

Em 2018, foi internado no dia 22 de abril, com um quadro de infecção, um dia após o funeral de sua esposa, Barbara.

O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath

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Explosão causada por queda de meteorito sacode oeste de Cuba

Incidente foi registrado na província de Pinar del Río, na noite desta sexta-feira (1º). Não há relatos de feridos, segundo autoridades.

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Por France Presse

Morador exibe pedaço de meteorito em Viñalez (Foto: Fatima Rivero/Telepinar/AFP)

A queda de um meteorito causou nesta sexta-feira (1º) uma forte explosão antecedida de um clarão no céu que sacudiu vários municípios da província cubana de Pinar del Río, segundo um membro do instituto estatal de astronomia.

“A explosão sentida em vários territórios da província Pinar del Río, no extremo ocidental de Cuba, poderia ser o resultado de um meteorito”, detalhou a Prensa Latina.

“Estamos na presença de um meteorito de tipo pétreo, que tem uma liga de ferro e níquel e também tem uma grande quantidade de silicato de magnésio”, disse Efrén Jaimez Salgado, do Instituto Nacional de Geofísica e Astronomia, citado pela Rádio Guamá.

Jaimez afirmou que o maior fragmento encontrado até agora é de 11 centímetros.

Alguns dos pedaços de meteorito que caíram em Viñalez (Foto: Fatima Rivero/Telepinar/AFP)

O estrondo e o clarão no céu aconteceram por volta das 14h do horário local e foram reportados por muitas pessoas em suas redes sociais. Jornalistas da Telepinar divulgaram fotografias de rochas pretas do tamanho de um punho que caíram no povoado de Viñales.

O vice-presidente do Conselho da Administração em Viñales, Osmany Moseguí, disse que não há registros de pessoas afetadas.

“Em Viñales caíram várias partículas de pedras. A maior de que temos notícia é de entre 20 e 30 centímetros, na estrada que leva ao Mural da Pré-história, uma das atrações do destino turístico pinarenho, e deixou marcas do impacto”, afirmou.

A sede em Key West do Serviço Nacional do Clima (NWS, sigla em inglês) informou via Twitter que recebeu relatos sobre um “meteorito visto no céu sobre as Florida Keys”.

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Batida no ar entre avião e helicóptero na Itália deixa mortos; há desaparecidos

A Agência Nacional de Segurança de Voo (ANSV) abriu um inquérito para apurar as causas do acidente, que não estavam claras até o início desta noite.

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Do G1
Helicóptero caiu em geleira na Itália após colidir com avião em pleno voo — Foto: Soccorso Alpino e Speleologico via AP

Uma batida entre um avião de pequeno porte e um helicóptero deixou cinco mortos na região do Vale d’Aosta, norte da Itália, nesta sexta-feira (25). Duas pessoas ficaram feridas, e, segundo o jornal italiano “Corriere della Sera”, há dois desaparecidos.

Entre os ocupantes, estão suíços, franceses, alemão e apenas um italiano. A identidade dos mortos não foi oficialmente divulgada, mas sabe-se que uma das vítimas era um alemão que atuava como guia de montanha e um italiano, que pilotava o helicóptero.

Os feridos foram levados a um hospital na região, e, de acordo com o “Corriere”, não correm risco de morrer. As buscas pelos dois desaparecidos devem continuar apenas amanhã.

Ainda não está clara a dinâmica da colisão entre as duas aeronaves. Estima-se, porém, que o choque tenha ocorrido a cerca de 3 mil metros de altitude – uma altura baixa considerando a região montanhosa onde houve o desastre.

Causas incertas

O jornal italiano “La Repubblica” diz que o avião saiu da França – cuja fronteira fica muito perto de onde ocorreu o acidente. No entanto, as autoridades não encontraram um plano de voo que indique o trajeto da aeronave.

Há, portanto, a hipótese de que o piloto cruzou a fronteira dos dois países apenas para pousar na geleira Rutor, local sobre onde as aeronaves caíram. A geleira é conhecida como um destino popular para montanhistas e esquiadores.

A Agência Nacional de Segurança de Vôo (ANSV) ordenou a abertura de um inquérito de segurança para apurar as causas do acidente.

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‘Superlua de sangue’ ficará visível neste domingo; saiba como observar o fenômeno

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Do MSN
Eclipse lunar de 2014 deixou a lua 'laranja' (Foto: Getty Images)

O primeiro eclipse total da Lua de 2019 será também o último visível da Terra até 2021, segundo dados da Nasa, a agência espacial americana.

Entre a noite deste domingo, dia 20 de janeiro, e a madrugada de segunda, dia 21, a Lua será encoberta pela sombra da Terra, que estará alinhada entre o astro e o Sol, e o eclipse será visível em todo o Brasil.

Durante o fenômeno, os raios de sol não chegam na Lua diretamente, apenas algumas faixas de frequência da luz solar conseguem passar pela atmosfera do nosso planeta e, com a refração, atingir o astro, segundo o Observatório Nacional.

Isso faz com que nós possamos vê-lo mesmo quando ele está totalmente mergulhado na sombra da Terra e deixa nosso satélite natural com uma cor avermelhada – o que é popularmente conhecido como “lua de sangue”.

O fenômeno astronômico será ainda mais interessante neste domingo porque vai acontecer bem na época em que a Lua está mais perto da Terra e, por isso, aparenta estar maior no céu – o que é conhecido como “superlua”.

Como ver o eclipse lunar
Quem quiser observar a ‘”superlua de sangue” só precisa localizar o astro no céu entre 1h34 e 4h51 (horário de Brasília) da madrugada de domingo para segunda, quando o astro estará alinhado com a Terra e o Sol – não é preciso nenhum aparelho especial para ver o eclipse.

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