Como prevenção à febre amarela, APASS deixa de receber macacos

Secretaria Estadual do Meio Ambiente suspendeu o transporte de macacos.
Macaco é o principal hospedeiro do vírus.

Macacos-prego não serão levados para Assis (Foto: Marcelo Calazans/VC no TG)
Macacos-prego não serão levados para Assis (Foto: Marcelo Calazans/VC no TG)

A Associação Protetora de Animais Silvestres de Assis (APASS) não poderá mais receber primatas depois que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente suspendeu o transporte de macacos. O objetivo é evitar a transmissão da febre amarela através do macaco, já que é o principal hospedeiro do vírus.

A APASS receberia cinco macacos prego de uma universidade de Sinop no Mato Grosso e mais três animais de um zoológico de Cuiabá, que está fechando, mas eles não irão para Assis por causa da nova determinação do Meio Ambiente.

Em Assis, não há casos de febre amarela confirmados, mas na cidade vizinha, Santa Cruz do Rio Pardo, um jovem de 17 anos teve a doença. Ele foi internado em São Paulo, mas já teve alta. O estudante de Santa Cruz do Rio Pardo teria contraído a doença quando fazia trilha no Bairro Cachoeira, na área rural.

Depois da confirmação do caso, a Secretaria de Saúde passou a vistoriar o local e encontrou quatro macacos mortos. Eles foram enviados para análise que vai apontar se os animais tinham ou não a febre amarela silvestre.

Na zona rural, a doença é transmitida por dois tipos de mosquitos, Haemagogus e Sabethes. Eles pegam o vírus picando animais infectados, principalmente macacos, e podem transmitir para o homem. No ambiente urbano, a doença pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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