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Natureza

Primeiro filhote de mutum nascido em criadouro de SP será reintroduzido à natureza

Ave está extinta da natureza há mais de 30 anos e hoje existem pouco mais de 200 exemplares da espécie natural de Alagoas em criadouros. Um deles fica em Borá.

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Em breve, mutum-de-alagoas será reintroduzido à natureza (Foto: Reprodução / TV TEM)

O primeiro filhote do mutum-de-alagoas nascido em um cativeiro do estado de São Paulo está adaptado ao novo lar e deve ser reintroduzido à natureza em breve. O filhote nasceu em criadouro que existe há 7 anos em Borá (SP) e trabalha com a preservação de várias espécies.

O criadouro, que faz parte de um projeto nacional de preservação do mutum-de-alagoas, recebeu em setembro do ano passado seis casais da espécie, que é nativa da Mata Atlântica e vivia nas áreas próximas à foz do Rio São Francisco.

No criadouro, as aves vivem em um ambiente preparado para ser o mais semelhante possível do habitat natural delas mas, por enquanto, somente um dos casais conseguiu se reproduzir.

E por pouco esse filhote não foi perdido, como conta a bióloga Erica Coriolano.

“Ela acabou botando ovo do alto do bebedouro e a chance de ter quebrado era grande. Foi uma correria pra levar pra chocadeira. Passou 5 dias e a gente viu que tava embrionado, mas foi um sufoco de esperar os trinta dias”, conta a bióloga, contente com o resultado.

O ovo ficou em uma chocadeira, com a temperatura e a umidade ideais para o desenvolvimento da ave.

De acordo com a bióloga, foram quase sete anos de pesquisa para chegada do filhote. O macho e a fêmea vieram de Minas Gerais para tentar a reprodução no criadouro de Borá.

Crescido, o mutum-do-alagoas veio para o viveiro há quatro meses e, segundo a equipe, adaptou-se perfeitamente. O animal deve permanecer no recinto até os dez meses de idade, quando deverá ser levado ao habitat natural da espécie para ser introduzido a natureza.

O novo filhote convive harmoniosamente com outras aves e é assistido de perto pela equipe do criadouro. “O mutum é uma espécie ‘guarda-chuva’. Você preservando o mutum você também preserva outras espécies de aves também, de fauna, de flora, porque ele é dispersor de sementes”, completa Coriolano.

Filhote de Mutum-de-Alagoas é o primeiro a nascer em território paulista (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

Mutum na natureza

Os primeiros registros da ave que se tem conhecimento foram feitos pelo pesquisador alemão George Marcgrave, no século 18, quando veio ao Brasil durante o período da invasão holandesa. A beleza e o tamanho do Mutum chamaram a atenção do expedicionário. Só que a caça predatória e o desmatamento para o plantio de cana são apontados como os principais motivos para a sua quase extinção.

Depois, somente em 1951, o ornitólogo Olivério Pinto redescobriu o mutum em suas andanças em solo alagoano. Já na década de 1970, o engenheiro Pedro Nardelli esteve em Alagoas com a missão de encontrar a ave. Somente em 1981, ele conseguiu êxito em sua busca e levou seis exemplares para um criadouro particular no Rio de Janeiro. De lá, a ave foi levado para criadores particulares em Minas Gerais.

De acordo com a bióloga do Instituto Pauxi Mitu, atualmente existem pouco mais de 200 mutuns de Alagoas puros vivendo em criadouros, a maioria em Contagem (MG). “Dizemos puros, porque o Mutum-de-Alagoas está extinto, ele não é mais encontrado na natureza, e a recuperação da espécie começou com cruzamento com outra espécie, o mutum-cavalo, com características parecidas, pois só foram encontradas na natureza três aves do mutum, uma fêmea e dois machos e por isso foi feito o pareamento genético para fazer o cruzamento e poder salvar a espécie. Mas, agora estamos voltando para a espécie pura, graças ao avanço dos estudos sobre DNA.”

Os esforços dos pesquisadores em recuperar a espécie tem o objetivo de promover reintrodução do mutum no seu habitat natural. A soltura do filhote e também de outras aves da espécie está programada para setembro desse ano e irá ocorrer em uma área de reserva ambiental de 978 hectares do estado de Alagoas.

Mas os casais ficam em Borá para continuidade do trabalho de preservação. “Nós estamos muito esperançosos e acreditamos no nascimento de mais filhotes. É um trabalho muito gratificante acompanhar tudo isso desde o comecinho, o ovo e o filhote se desenvolvendo nele, o nascimento e depois a possibilidade de reintroduzir na natureza uma espécie em extinção”, ressalta Erica.

No criadouro também existem trabalho de recuperação de outras espécies ameaçadas, como o papagaio rodocotita. E a maioria das aves mantidas no instituto vem de apreensões feitas pela Polícia Ambiental em cativeiros irregulares.

Viveiro funciona em Borá no Instituto Pauxi Mitu (Foto: Instituto Pauxi Mitu / Divulgação )

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Natureza

Redemoinho é flagrado em área rural de Tarumã; veja o vídeo

Vórtice foi registrado em vídeo pelo assisense Diego Bermejo. Redemoinho ocorre quando o solo esquenta e o calor sobe em espiral.

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Do AssisNews
Redemoinho é flagrado em área rural de Tarumã (Foto: Diego Bermejo)

Um redemoinho foi flagrado neste sábado (9) na zona rural da cidade de Tarumã (SP). Um vídeo gravado pelo assisense Diego Bermejo mostra o vórtice que dura um pouco mais de um minuto.

O vídeo foi publicado em sua rede social no mesmo dia e viralizou, até a publicação desta matéria, havia sido compartilhado 1.013 vezes, além de ter sido visualizado mais de 34 mil vezes. (Assista abaixo)

De acordo com meteorologistas, o fenômeno ocorre quando o solo fica muito quente e o calor, resultado desse aquecimento, é transferido para cima.

O ar sofre uma rápida elevação, subindo em espiral e formando um minicentro de baixa pressão. Ainda de acordo com os especialistas, este tipo de redemoinho é típico de locais onde se registram altas temperaturas, pouco vento e ausência de nuvens.

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Dia do Meio Ambiente: 4 em cada 10 brasileiros não separam o lixo, aponta pesquisa Ibope

Quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras de coleta seletiva, mas 88% concordam que a forma correta de descartar o lixo é separando os materiais.

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Quatro em cada dez brasileiros (39%) dizem não separar o lixo orgânico do reciclável e 76% não fazem a separação por tipo de material, mostra pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira (5), Dia do Meio Ambiente. Quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras para coleta seletiva.

Blog da Amelia Gonzalez : na Semana do Meio Ambiente, cuidados para combater o aquecimento global

Apesar disso, 88% concordam totalmente que a forma correta de descartar o lixo é separando os materiais que podem ser reciclados e 95% acham que a reciclagem é importante para o futuro do planeta.

Ainda que 56% dos ouvidos afirmem que existe coleta seletiva em sua cidade, 50% dizem não utilizar nenhum serviço desse tipo.

Um outro estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) no ano passado revelou que uma parcela de 13% do lixo sólido é reciclada no país, mesmo que 30% a 40% desses resíduos sejam recicláveis.

Desinformação

Ainda segundo o estudo, 45% dos entrevistados têm alguma dificuldade em encontrar informações sobre coleta seletiva onde mora e 39% também têm alguma dificuldade para encontrar informações sobre reciclagem nos rótulos dos produtos.

“Em todos esses índices, aqueles que separam o lixo têm maior nível de informação do que os que não separam, apontando problemas de informação”, destaca Soraia Amaral Silva, gerente de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência.

Além disso, 59% dos pesquisados dizem saber pouco ou nada sobre reciclagem e 65% afirmam o mesmo sobre a coleta seletiva. Outros 26% concordam total ou parcialmente que o lixo não é mais um problema seu depois que ele é jogado fora.

A desinformação, porém, não é o único obstáculo, pondera Soraia. A pesquisadora destaca que existe um “caminho entre informação e ação”, percorrido por cada indivíduo de acordo com as razões culturais ou senso de coletividade.

“A distância entre informação e ação pode ser vista por exemplo na concordância com a frase ‘Um canudo a mais não fará diferença no mundo’: 79% dos que separam o lixo discordam da frase, versus 69% dos que não separam. Há diferença no nível de informação/consciência, mas a maioria em ambos os grupos discorda que não haja impacto, mas na hora da ação em suas casas têm posturas diferentes”, diz.

O levantamento ouviu 1,8 mil pessoas por telefone, entre 25 e 30 de maio, e foi encomendado pela cervejaria Ambev. O material é divulgado na semana em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, no dia 5 junho.

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Forte chuva causa alagamentos e queda de árvores em Assis

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A forte tempestade que atingiu o município de Assis (SP) na noite desta segunda-feira (22) causou quedas de árvores e alagamentos em vários pontos da cidade.

Em alguns pontos das Avenidas Abílio Duarte de Souza e Avenida Otto Ribeiro, próximo ao Walmart, e também da Rua Palmares, no centro, chegaram a ficar completamente submersas.

Além dos alagamentos, o forte vento causou queda de árvores em várias localidades, uma delas foi na Rua Santa Cruz, onde uma grande árvore foi “arrancada” e ficou no meio da rua.

Outra queda foi registrada na Rua Rangel Pestana, também no centro, onde a árvore foi “arrancada” pela raiz.

Rua Palmares ficou completamente alagada (Foto: The Brothers)

Galho de árvores do Walmart são danificados com a chuva (Foto: The Brothers)

Chuva provoca queda de árvore na rua Rangel Pestana (Foto: The Brothers)

Chuva provoca queda de árvore na rua Rangel Pestana (Foto: The Brothers)

Chuva provoca queda de árvore na rua Rangel Pestana (Foto: The Brothers)

Chuva provoca queda de árvore na rua Santa Cruz (Foto: The Brothers)

Chuva provoca queda de árvore na rua Santa Cruz (Foto: The Brothers)

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