Operação ‘Águas Claras’ investiga empresas em Assis e Botucatu

Empresário com mandado de prisão não foi localizado pela polícia.
Contas nas cidades onde funciona o esquema sobem pelo menos 10%.

Diretor da TCM, Joaquim Carvalho de Mota Junior (Foto: Reprodução / TV TEM)

A polícia e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no estado levaram para a cadeia oito pessoas nesta segunda-feira (12), na operação “Águas Claras”. Elas estariam envolvidas em fraudes de contratos de água e esgoto em vários estados. Empresas em Assis e Botucatu são investigadas. O diretir da TCM teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

* Fraudes em contratos de água e esgoto podem chegar a R$ 150 mi

Em Assis, os policiais e o Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária contra o dono de uma empresa, que não foi encontrado porque estava fora da cidade. “Realmente ele já tinha saído de viagem de férias há alguns dias. Nós estamos tomando medida para evitar o decreto de prisão dele e atuando para que ele possa estar em Assis e contribuir com a Justiça”, esclareceu o advogado do empresário, Ricardo Perini Ferreira.

Outras 27 empresas em vários estados. O grupo fraudaria licitações de empresas públicas e de autarquias que administram o sistema de água e esgoto nas cidades. A empresa em Assis presta serviços de medição de contas de água para a Sabesp e para autarquias municipais.

Segundo a polícia, ela teria participado neste ano de licitações em várias cidades do estado, entre elas, São Paulo e Barretos. Em todos os processos, a empresa teria simulado oferta para que outra empresa envolvida no esquema conseguisse vencer a licitação. “É apenas uma investigação porque a empresa que trabalha neste ramo e necessita participar de licitação. Mas meu cliente não participa de forma alguma de qualquer acerto prévio. Nunca participou”, avisou o advogado.

Operação ‘Águas Claras’ investiga empresa em Assis (Foto: Reprodução / TV Tem)

Em Botucatu, os mandados de busca foram na Sabesp. As investigações apontaram que apesar de a vencedora da licitação não fazer parte do esquema, uma conspiração havia entre uma empresa concorrente e um funcionário da Sabesp para que vencesse o processo: um contrato de quase R$ 2 milhões. Segundo o Ministério Público, as contas de água nas cidades onde funciona o esquema ficam pelo menos 10% mais caras para os consumidores.

A Sabesp afirmou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a investigação. Já a prefeitura de Botucatu informou, em nota, que irá acompanhar o andamento das investigações. Recentemente, o contrato de prestação de serviço com a Sabesp foi renovado por 30 anos na cidade.

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