Aluno é espancado após ameaça de atentado em escola de Platina

Parentes de outros estudantes agrediram o jovem nesta quinta-feira.

Ocorrência foi na porta da escola estadual (Foto: Reprodução TV TEM)

Familiares de alunos de uma escola estadual em Platina (SP) espancaram um adolescente nesta quinta-feira (25). Segundo os agressores, há algum tempo o menor estava fazendo ameaças pelas redes sociais, dizendo que mataria vários colegas durante o período das aulas. Para evitar uma tragédia, policiais revistavam o jovem todos os dias antes que ele entrasse na sala de aula. A Polícia Civil abriu um inquérito e avisou que o menor já responde inquérito na Justiça por furto de veículo da prefeitura da cidade.

O jovem de 16 anos foi agredido minutos depois de deixar a escola. Segundo a Polícia Militar, três homens, um deles casado com uma estudante, espancaram o adolescente. O menor agredido foi atendido no Pronto-Socorro de Assis. Ele teve algumas luxações e está com hematomas pelo corpo. Segundo os médicos, o estado dele não é grave. A Vara da Infância e Juventude de Palmital analisa o pedido de recolhimento do menor feito pelo Ministério Público, que já tem várias passagens pela polícia.

Dois agressores foram detidos e um está foragido. Indignado, um grupo protestou na porta da delegacia pedindo a liberação dos parentes dos alunos. Algumas pessoas confirmaram à polícia que a agressão ocorreu porque o menor teria feito ameaças frequentes de que iria cometer um crime dentro da escola. Isso causou pânico na instituição nesta quinta-feira. “Ele postava na internet que iria fazer igual nos Estados Unidos, que iria matar todo mundo. E a gente ficou com medo porque ele falou que seria nesta quinta-feira. E falou em chacina”, conta uma aluna da escola.

Ainda de acordo com a polícia, as publicações com as supostas ameaças foram retiradas de uma rede social. Mesmo assim, criaram um clima de insegurança. Nas últimas semanas, a PM intensificou a ronda escolar e passou a fazer revistas diárias no menor antes de ele entrar para a sala de aula.

Um inquérito foi aberto e os agressores serão indiciados por leão corporal. Já quanto ao menor, o delegado afirma que apesar de ele ter cometido crimes, como o furto de um veículo da prefeitura de Platina, a internação na Fundação Casa não foi pedida porque não são crimes graves.

“A vítima, o adolescente, já vem reiterando atos infracionais na cidade. E as últimas informações é que ele iria furtar novo veículo, comprar uma arma de fogo e matar várias pessoas na escola. Três populares foram buscar os filhos na escola e teve o desentendimento. As agressões não foram graves, mas estamos tomando as providências de apurar as lesões corporais e até o ato de querer fazer Justiça com as próprias mãos. Já o menor responde por seus delitos, mas como foram atos infracionais sem violência ou grave ameaça, ele responde em liberdade até manifestação do Ministério Público e do poder judiciário”, informou o delegado, Marcel Ito Okuma.

Os dois homens detidos que agrediram o menor foram ouvidos e liberados. Eles irão responder pelas agressões em liberdade. O menor permanecia internado em observação até o final da tarde, mas deveria ser liberado para familiares ainda nesta quinta-feira.

A direção da escola informou que a integridade tanto dele quanto dos outros alunos sempre foi mantida dentro das imediações da escola. Já a Secretaria Estadual de Educação disse que vai entrar em contato com a polícia e solicitará para um professor que acompanhe as atividades do menor dentro da escola.

Amigos e parentes dos agressores foram até a porta da delegacia (Foto: Reprodução TV TEM)

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