Preso por engano, assisense fica 11 meses na cadeia e é absolvido

Ernesto Nóbile, advogado do pedreiro Alexandre da Silva Bastos, disse que irá pedir uma indenização de R$ 700 mil ao Estado.

Um homem de 33 anos foi absolvido após ficar preso por 11 meses por engano, é o que conta o advogado Ernesto Nóbile. Segundo ele, o pedreiro Alessandro da Silva Bastos, residente no Jardim América em Assis (SP), foi preso por engano por policiais militares em 2014 por supostamente ter furtado dois veículos.

Advogado Ernesto Nóbile pleiteia indenização do Estado de R$ 700 mil reais por inocente que ficou 11 meses na cadeia (Foto: Divulgação)
Advogado Ernesto Nóbile pleiteia indenização do Estado de R$ 700 mil reais por inocente que ficou 11 meses na cadeia (Foto: Divulgação)

De acordo com o advogado, Alessandro foi indiciado em inquérito policial por furto continuado e processado na 2ª Vara Criminal da Comarca de Assis. O Juíz de Direito, Dr. Thiago Baldani Gomes De Filippo, mestre em Direito nos Estados Unidos da América do Norte, depois de bem analisar o caso, absolveu o pedreiro, vindo a condenar outro elemento que efetivamente cometeu os delitos.

O advogado Ernesto Nóbile conta que está ingressando com ação de indenização por danos morais e materiais contra o Estado. “Estou ingressando com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado, pleiteando R$ 700 mil reais, pois Alessandro da Silva Bastos que era casado perdeu a esposa, inconformada com o fato e além do mais perdeu também o emprego de pedreiro” conta.

Ainda segundo Nóbile, o assisense teria sofrido muito pois estava em cela superlotada. “Ele sofreu horrores durante 11 meses na cadeia, sobrevivendo numa cela onde cabem 10 presos, ficavam alojados mais de 20. Na cadeia não existe chuveiro e banho somente com água fria, o que constantemente traz prejuízos para a saúde dos presos. Além do mais, na Penitenciária de Assis não existe médico e os presos são atendidos somente por enfermeiros que não podem medicar” explica.

Alessandro da Silva Bastos disse que sofreu muito e que não deseja para ninguém o que passou durante os 11 meses em que ficou encarcerado. “Eu sofri horrores, comendo mal, sendo sistematicamente humilhado e com vergonha de familiares e amigos e agora com o nome sujo, de ex-presidiário é mal visto e não consegue emprego, pois na época em foi preso toda a imprensa de Assis publicou a notícia, sendo que fui desmoralizado. Até minha companheira me abandonou”, completou Alessandro da Silva Bastos, informando que irá embora de Assis, mudando-se para a cidade de Blumenau, Santa Catarina, onde tem parentes e já arrumou emprego naquela cidade.

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