Advogado Ernesto Nóbile esclarece briga no Fórum de Assis

Segundo Nóbile, a verdadeira vítima foi Maria Zuleide, que além de perder o neto que criou, ainda por cima foi agredida dentro do Fórum.

O advogado Ernesto Nóbile, contratado pela família de William Jhonata da Silva, o popular “Baianinho”, assassinado em 2015 pelo sogro Ademir Luciano Tangerino para atuar como assistente de acusação no processo que tramita na 2ª Vara Criminal da Comarca de Assis, esclareceu o entrevero que ocorreu durante a audiência no Fórum de Assis, onde a avó e mãe de criação do jovem morto teria se desentendido com Ademir e sua filha dentro do Fórum.

Segundo a sra. Maria Zuleide Ferreira de Araújo, a mesma teria sido zombada por Ademir e sua filha, tendo entrado em desespero, passando a chamá-lo de “assassino”. Foi então, segundo ainda Maria Zuleide, que ela sim foi agredida, causando-lhe diversos ferimentos, notadamente no olho direito, o que foi confirmado pelo médico perito durante exame de corpo de delito.

Segundo Nóbile, a imprensa divulgou a notícia de maneira diferente, sendo que a verdadeira vítima foi Maria Zuleide, que além de perder o neto que criou, ainda por cima foi agredida dentro do Fórum, cuja câmeras comprovarão todos os fatos.

A HISTÓRIA

O advogado Ernesto Nóbile conseguiu gravar em CD os últimos momentos de vida, quando William, de 21 anos, popularmente conhecido na cidade como Baianinho , gravou em seu celular o momento em que já estava caído, baleado nas costas e em seguida balbucia algumas palavras, em desespero, e o pai de sua namorada, o pedreiro Ademir Luciano Tangerino, faz outro disparo.

William Jhonata da Silva após ser baleado pelo sogro (Foto: Reprodução)

Baianinho tenta se esquivar, porém recebe um tiro no pulmão. Ele foi socorrido no Hospital Regional, no final da tarde do dia 12 de julho de 2015, vindo a falecer dois dias depois, no dia 14, às 18h15 horas, cujo atestado de óbito constou “hemorragia intra toráxica, perfuração pulmonar, ruptura hepática, ferimento pérfuro contundente produzido com arma de fogo.

No total, segundo o advogado, foram disparados quatro tiros e dois acertaram a vítima. “A família do jovem William Jhonata da Silva está desesperada com o final trágico e precoce e espera que seja feita justiça”, comenta Nóbile.

Segundo a avó Maria Zuleide Ferreira de Araújo, Ademir Luciano Tangerino é um homem violento e matou seu neto a sangue frio. Relatou ainda que na época dos fatos, foi buscar sua filha Bruna em sua casa, na Vila Glória, armado de revólver.

“O Ademir invadiu minha casa, de revólver em punho, ameaçando de morte sua filha Bruna e meu neto William, que estavam no quarto”, declarou Maria Zuleide, acrescentando: “tive que me atracar com ele para que não atirasse na filha e em meu neto e contei com a ajuda de vizinhos para evitar o pior”.

A avó e mãe de criação de William disse que Bruna, dois anos mais velha do que o neto, vivia um grande amor com Baianinho. Porém, os dois brigavam muito por ciúmes e que na data de 23 de abril de 2015, o juíz da 1ª Vara, Adugar Quirino do Nascimento Souza Junior, decretou medida protetiva para que William não se aproximasse de Bruna.

A avó diz que a própria Bruna, no dia 27 ou 28 de abril, chegou de mototáxi em sua casa por volta das 20 horas, com saudades de Baianinho.

Zuleide relata ainda que montou um quarto para o casal, com cama box, guarda-roupas, televisão, etc. para evitar que seu neto fosse na casa de Bruna na Vila Maria Isabel. Disse ainda, que Bruna telefonara por diversas vezes para seu neto, tudo registrado no celular que foi entregue na Central de Polícia Judiciária, onde o delegado Marcel Ito Okuma foi o encarregado pelo inquérito policial.

No dia dos fatos, segundo ainda Zuleide, William teria combinado com Bruna para que ambos passassem a noite no motel e que iria pegá-la na esquina de sua casa, para que seu pai não visse.

Porém, o pai de Bruna, Ademir Luciano Tangerino, flagrou os dois e de imediato começou uma discussão com William. Armado de revólver, Ademir disparou por quatro vezes contra o jovem, acertando um tiro, derrubando-o. Embora caído, baleado, Ademir volta a atirar, acertando o pulmão de Baianinho.
Toda a cena foi gravada pela própria vítima em seu celular, cujo CD com as imagens o advogado Ernesto Nóbile entregou para o delegado Marcel Ito Okuma, bem como diversas outras informações, com várias testemunhas, objetivando que a autoridade policial fizesse o pedido de prisão preventiva de Ademir Luciano Tangerino o que não aconteceu.

Para finalizar, segundo Maria Zuleide, conhecida evangelizadora do Grupo Carismático da Igreja Católica, nada disso era preciso e diz ” Ademir arrancou um pedaço de meu coração ao matar brutalmente meu neto e filho de criação, William Jhonata da Silva, de apenas 21 anos de idade, com toda uma vida ainda pela frente”.

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