Briga por dívida teria motivado morte de professora em Marília, diz polícia

Jeferson Carlos da Silva estava sendo procurado pela polícia há quase dois meses (Foto: TV TEM/Reprodução)

O principal suspeito de matar a facadas uma professora em Marília (SP) prestou nesta sexta-feira (2) seu primeiro depoimento. Jeferson Carlos da Silva, de 28 anos, chegou à cidade um dia depois de ser preso na Praia Grande, no litoral sul do estado.

A professora Elisabeth Aparecida Ribeiro, de 36 anos, foi morta em janeiro dentro do apartamento onde morava.

Durante o depoimento, o suspeito disse à polícia que a briga entre ele e a namorada foi por causa de uma dívida.

De acordo com o delegado Sebastião de Castro, Jeferson também responde a duas acusações de violência doméstica. Na última delas, chegou a ter o pedido de prisão feito pela polícia, mas a Justiça negou.

Jeferson Carlos da Silva está com a prisão temporária decretada pela Justiça. Até a conclusão do inquérito, o delegado deve pedir a prorrogação da prisão. Na tarde desta sexta-feira, o suspeito foi transferido para a Cadeia de Lutécia.

O crime

Elisabeth e Jeferson viviam juntos há um ano e, até, então, não havia registro de violência entre eles (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com a polícia, a professora Elisabeth Aparecida Ribeiro dava aulas em uma escola estadual da cidade e morava em um condomínio de prédios no Jardim Palmital.

No momento do crime, Elizabeth estava com o namorado dentro do apartamento quando os dois discutiram. Segundo a polícia, Jeferson atingiu a namorada com uma faca na região do pescoço. A Polícia Militar precisou arrombar a porta e encontrou a mulher caída, já sem vida.

Após o crime, o suspeito fugiu numa moto até a casa da mãe dele, que fica na mesma região da cidade. À mãe, ele teria contado o que aconteceu no apartamento e depois fugiu.

Jeferson Carlos da Silva já havia sido denunciado por outra mulher, que registrou boletim de ocorrência por agressão há alguns anos. De acordo com a polícia, Jeferson e Elizabeth viviam juntos há um ano e, até então, não havia situação de violência doméstica registrada.

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