Namorada acompanhava ciclista que morreu após ser atropelado: ‘Fiquei em choque’

Ricardo Vidal, de 42 anos, chegou a ter uma das pernas amputada no acidente que aconteceu na rodovia que liga Cândido Mota ao distrito de Frutal do Campo (SP). Larissa Branco de Campos também foi atingida, mas sofreu ferimentos leves.

A professora Larissa Branco de Campos acompanhou o último passeio de bicicleta do namorado Ricardo Vidal, de 42 anos, que morreu após ser atropelado por um carro na rodovia que liga Cândido Mota ao distrito de Frutal do Campo.

Os dois saíram de Assis na manhã do último domingo (1º) e seguiram até a cidade de Florínea. Larissa contou em entrevista ao G1 que o namorado tinha feito o mesmo trajeto no sábado com um amigo e a ida foi muito tranquila.

O acidente aconteceu na volta e faltava poucos quilômetros para o fim do percurso, Larrisa seguia na frente do namorado pela Rodovia Fortunato Petrini quando os dois foram atingidos pelo carro que, segundo a professora, estava em alta velocidade.

“Foi tudo muito rápido. A gente nem ouviu o barulho do carro e fomos arremessados da bicicleta, atingiu mais o Ricardo porque ele vinha atrás. O motorista parou bem mais à frente porque estava em alta velocidade e só pedi socorro. Fiquei em choque”, conta.

Ricardo não estava consciente quando foi socorrido, mas segundo Larissa ainda tinha batimentos cardíacos. Ele chegou a ser levado para UPA de Cândido Mota, mas não resistiu. Larissa sofreu alguns arranhões. “O motorista chamou o Samu e ficou aguardando, mas depois chegaram alguns parentes dele porque ele também entrou em pânico.”

O caso foi registrado como homicídio culposo causado por acidente de trânsito na delegacia de Cândido Mota e as causas são investigadas.

No enterro de Ricardo, na segunda-feira (2) em Assis, mais de 150 ciclistas fizeram uma homenagem e pediram mais respeitos dos motoristas para garantir a segurança dos ciclistas.

“A gente seguia na nossa mão, em cima da faixa branca do acostamento, o Ricardo era muito cuidadoso com isso. E o que a gente pede e que os motoristas tenham mais cuidado e respeito com os ciclistas. Foi muito cruel a forma como ele morreu”, desabafa Larissa.

Ciclista fizeram um corredor com bikes como forma de homenagem na passagem do caixão em Assis (Foto: Tony Braga / Arquivo pessoal )

“Quero continuar”

Larissa e Ricardo namoravam há 3 ano e apesar de morarem em cidades diferentes sempre que podiam pedalavam juntos. A professora conta que nunca se interessou por esportes antes de começar a namorar o ciclista e juntos eles treinavam inclusive para participar de competições.

“Ele que me trouxe para o pedal e me dava todas as dicas, me ensinava o que sabia, e durante a semana, como eu moro em Tarumã e ele morava em Assis, ele me passava os treinos e sempre que a gente podia treinava junto aos fins de semana. E esse não foi diferente, como ele precisava de mais resistência, fazia provas mais longas, ele fez o percurso no sábado e a gente resolveu fazer juntos no domingo.”

A professora fez até uma postagem com a foto que tiraram no dia do passeio e na mensagem disse que não imaginava que seria o último do namorado. “Ele amava pedalar e eu quero continuar depois que as coisas se acalmarem. Era isso que ele queria”, finaliza.

Professora fez uma postagem nas redes sociais falando sobre o último passeio com o namorado (Foto: Reprodução/ Facebook )

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