Polícia prende envolvido em morte de Rafael Camarinha

Filho do ex-prefeito de Marília (SP) e ex-deputado Abelardo Camarinha foi assassinado em 2006.

O soldador Márcio Antônio Condeli, de 53 anos, foi capturado por policiais militares na noite deste domingo (31) no Parque das Vivendas, zona Oeste de Marília. Ele é condenado por planejar o assassinato de Rafael Camarinha, filho do ex-prefeito de Marília e ex-deputado Abelardo Camarinha, em 2006.

Segundo o Boletim de Ocorrência, equipe da polícia realizava patrulhamento ostensivo quando identificou um homem em atitude suspeita na rua Antônio Dal Antonia, por volta das 22h20.

Durante a abordagem os militares identificaram o suspeito como Márcio Condeli, conhecido como “Mascarado”. Em consulta ao sistema Prodesp foi constatado que se tratava de um foragido da Justiça.

Ele estava evadido desde 27 de março de 2017 do CPP Bauru III, onde cumpria pena no regime semiaberto e não retornou após uma “saidinha”.

Diante dos fatos, Condeli foi conduzido até a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. Ele foi recolhido à Penitenciária de Marília, onde deve permanecer por 12 anos.

O crime

Abelardo Camarinha e o filho Rafael (Foto: Arquivo)

Márcio Condeli, o Mascarado, foi indiciado por ser o mentor do crime que resultou na morte de Rafael Camarinha, na época com 23 anos.

Segundo a acusação, uma quadrilha com quatro homens planejou e executou o crime. Três homens invadiram a residência da vítima, localizada na zona Oeste, no dia 14 de março de 2006.

Renan dos Santos, outro indiciado pelo crime, foi o autor do tiro que matou Rafael Camarinha. Ele teria ido até o quarto da vítima e executou Rafael com um tiro na cabeça.

Durante a fuga, Santos também disparou contra uma empregada, que foi atingida no ombro. Eles fugiram sem levar nada.

Em novembro de 2016, a Justiça julgou e condenou três das cinco pessoas indiciadas por participar da ação criminosa. Somente um foi absolvido e o outro era um menor de 18 anos.

Condeli foi sentenciado a pena de 35 anos de prisão em regime fechado. Renan dos Santos e Ricardo Antônio Aparecido de Oliveira foram condenados a 30 anos cada um.

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