Brian foi morto por tiro disparado por policial durante abordagem em Ourinhos (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Três anos após o assassinato de Brian Bueno, de 22 anos, baleado por um policial militar durante uma abordagem na saída de uma feira agropecuária de Ourinhos, a família do jovem ainda espera por justiça.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou que o policial militar cometeu o crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, por isso, ficou definido que o policial irá a júri popular, porém, ainda não tem data definida. Enquanto isso, o policial acusado aguarda o julgamento em liberdade.

Para Valdineia Pontes, mãe do Brian, a busca por uma resposta da Justiça tem se tornado angustiante.

“É muito difícil, você não sabe o que fazer, a gente fica esperando, liga para o advogado, não tem nenhuma novidade. É muito complicado e difícil lidar com essa espera”, desabafa.

Desde quando o policial se tornou réu no processo, a Polícia Militar manteve o profissional trabalhando internamente na área administrativa até a conclusão do caso. Apesar da decisão do TJ, a defesa do policial entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça.

Para o Conselho Estadual dos Direitos Humanos, que acompanha o caso, essa é mais uma medida para adiar o julgamento.

O crime que ocorreu em 2016 provocou indignação dos moradores de Ourinhos que organizaram um protesto e foram às ruas pedir por justiça.

Moradores de Ourinhos protestaram pedindo justiça no caso Brian — Foto: Reprodução / TV TEM 

O crime

Brian Bueno, 22 anos, foi baleado na saída da Feira Agropecuária de Ourinhos, na madrugada do dia 9 de junho de 2016. Ele foi abordado por um policial militar porque teria colocado o braço para fora do carro em que estava e derrubado os cones que demarcavam o sentido do trânsito.

Câmeras do circuito de segurança registraram toda a abordagem. As imagens mostram que o policial se aproxima da janela do passageiro e pega a arma. Logo em seguida, dá para ouvir o disparo, quando outro policial se afasta.

Marcas do tiros ficaram no cinto de segurança do carro — Foto: TV TEM/Arquivo
Marcas do tiros ficaram no cinto de segurança do carro — Foto: TV TEM/Arquivo

O tiro acertou o jovem que chegou a ser socorrido, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos. O soldado Luis Paulo Izidoro foi quem estava com a arma, que segundo a versão prestada em depoimento, o revólver teria disparo acidentalmente.

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