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Polícia

Caso Emanuelle: laudo aponta que menina morreu por hemorragia aguda em decorrência das facadas

Segundo delegado, polícia ainda aguarda laudo sobre possível presença de materiais biológicos para saber se houve abuso sexual. Menina de 8 anos foi morta em Chavantes (SP) por vizinho da família.

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Emanuelle de 8 anos foi morta a facadas por vizinho, em Chavantes — Foto: Reprodução/Facebook/TV TEM
Emanuelle de 8 anos foi morta a facadas por vizinho, em Chavantes — Foto: Reprodução/Facebook/TV TEM

A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (27), resultados de novos laudos sobre a morte de Emanuelle, a menina de 8 anos que foi assassinada com 13 facadas em Chavantes (SP).

Segundo o delegado Gabriel Salomão, o documento apontou que a causa da morte da garota foi hemorragia aguda traumática, em decorrência dos ferimentos por arma branca.

De acordo com o delegado, o laudo comprovou que uma faca foi utilizada para matar Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos. Além disso, o laudo necroscópico concluiu que a vítima não apresentou sinais de conjunção carnal.

Menina desaparece enquanto brincava em praça perto de casa em Chavantes — Foto: Arquivo pessoal

Menina desaparece enquanto brincava em praça perto de casa em Chavantes — Foto: Arquivo pessoal

Outros dois laudos já tinham sido divulgados na quinta-feira (23), que comprovaram dados que a polícia já tinha, como a maneira que Emanuelle foi morta.

Agora, o delegado informou que aguarda o resultado do exame toxicológico, que vai investigar a presença de materiais biológicos, como sêmen, no corpo da menina, para saber se houve algum tipo de abuso sexual.

As provas serão anexadas ao inquérito, que será encaminhado ao Ministério Público e provavelmente arquivado, já que Aguinaldo Guilherme Assunção foi encontrado morto em sua cela.

Além da investigação sobre a morte de Emanuelle, a Polícia Civil apura um incêndio criminoso que atingiu a casa de Aguinaldo, mas ainda não tem suspeitas da autoria do crime.

Crime
Emanuelle foi encontrada morta no dia 13 janeiro, na zona rural de Chavantes, depois de ficar três dias desaparecida. Aguinaldo confessou que matou a menina à polícia e indicou o local do corpo.

Ela brincava em uma praça de Chavantes no dia 10 de janeiro quando desapareceu. Emanuelle foi enterrada no dia 14 de janeiro no Cemitério Municipal de Chavantes, sob forte comoção.

Segundo a polícia, a criança foi atraída pelo homem para colher mangas em uma área de mata e foi morta com 13 facadas.

Aguinaldo relatou à polícia que matou Emanuelle por vingança contra a mãe dela que, segundo ele, não deixava que ela brincasse com o enteado dele.

Segundo a mãe de Emanuelle, ela só queria a segurança da filha, que ela brincasse com meninas da idade dela, não com um menino de 12 anos. A mãe também contou ao G1 que está vivendo um pesadelo desde o desaparecimento da filha.

Aguinaldo foi preso por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César desde a audiência de custódia. Na manhã do dia 15 de janeiro, ele foi encontrado morto na cela com um lençol enrolado no pescoço.

Moradores de Chavantes protestaram contra o enterro dele na cidade. Por causa da manifestação, o corpo de Aguinaldo foi enterrado em Ourinhos.

Segundo o delegado Antônio José Fernandes Vieira, Aguinaldo já havia sido condenado e cumpriu pena em 1988 por ter assassinado o irmão.

O delegado também afirmou que, mesmo depois da morte de Aguinaldo, a investigação sobre o caso vai prosseguir normalmente.

Agnaldo é vizinho de Emanuelle e confessou que matou a menina a facadas em Chavantes — Foto: Reprodução/TV TEM

Agnaldo é vizinho de Emanuelle e confessou que matou a menina a facadas em Chavantes — Foto: Reprodução/TV TEM

Câmeras de segurança

A polícia chegou ao Agnaldo depois de analisar as imagens das câmeras de segurança próximas à praça do bairro Cohab, onde Emanuelle brincava na tarde de sexta-feira, 10 de janeiro.

A polícia verificou que Aguinaldo aparecia duas vezes no vídeo. O que chamou a atenção da polícia é que entre uma aparição e outra, registradas no mesmo dia, ele está com roupas diferentes. Em um primeiro momento, o homem aparece de camiseta branca e a pé, e passa ao lado da garota, que caminha pelo bairro.

Depois, em outra câmera de segurança, Agnaldo é visto perto da praça de camiseta vermelha e em uma bicicleta. Ele vai na direção da criança, que aparece no canto direito de vestido branco, e faz abordagem. Em seguida, ele sai com a bicicleta e a menina é vista atravessando a via.

Aguinaldo já havia prestado depoimento à polícia e negado saber de qualquer informação sobre o desaparecimento da criança. Contudo, ele acabou confessando o crime à polícia, depois de confrontado com as imagens das câmeras de segurança.

Imagens em que a menina aparece brincando na praça e a caminho do parquinho em Chavantes também foram analisadas pela polícia.

Polícia

Policial sofre grave acidente ao cair de Jet Ski no Balneário de Rancharia

Vítima sofreu corte profundo na região pélvica.

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Do i7 Notícias
Vítima foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Rancharia

Vítima foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Rancharia

Um grave acidente nas águas do Balneário Municipal de Rancharia (SP) foi registrado no feriado de Carnaval, dia 25, envolvendo um policial militar, que sofreu um corte profundo na região da pélvis (abaixo da cintura).

No Boletim de Ocorrência registrado no mesmo dia, consta que a vítima, PM Rodrigo Lucas da Silva, de 35 anos, estava na garupa do veículo aquático, conduzido por outra pessoa, e caiu na água durante uma curva. Ao retornar para resgatá-lo, o policial pediu para que o condutor o retirasse com urgência da água, pois ele estava com muitas dores e sangrando.

A vítima foi levada ao Hospital Municipal de Rancharia, onde passou por cirurgia e permanece internado.

O Jet Ski e o condutor estavam com a documentação regular.

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Polícia

Professora e ex-sócia de escola é investigada por suspeita de tortura e castigo em crianças

Imagens de circuito de segurança mostram atitudes violentas da profissional com crianças entre 4 e 5 anos em escola particular de Assis (SP). Caso segue em segredo de Justiça e o MP pediu a prisão da mulher de 61 anos, mas foi negada.

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Do G1
Agressões foram flagradas por câmeras de segurança da escola em Assis — Foto: TV TEM /Reprodução
Agressões foram flagradas por câmeras de segurança da escola em Assis — Foto: TV TEM /Reprodução

Uma professora afastada de uma escola em Assis (SP) está sendo processada e investigada por crime de tortura e castigo contra crianças ente 4 e 5 anos. As ações que levaram ao inquérito policial foram registradas pelas câmeras de segurança da própria instituição, que atende bebês e crianças até 6 anos.

No vídeo, é possível ver a professora de 61 anos. As imagens, registradas no dia 22 de agosto de 2019, mostram que ela sai da sala por um momento. Um aluno também sai e, em seguida, a professora volta correndo segurando o aluno pela camiseta e o empurra. O menino quase cai.

Ela dá tapa em uma mesa e depois se aproxima de outro aluno, puxa o cabelo dele, aperta o braço e chacoalha a carteira. (Assista o vídeo aqui)

Em outro flagrante do dia 23 de outubro, a professora perde a paciência com uma aluna que está no cadeirão. Ela arruma as pernas da criança com força, é possível perceber que a aluna se agita e chega a se debater no assento.

Em uma das imagens a professora chega a puxar o cabelo de um dos alunos em Assis — Foto: TV TEM / Reprodução

Em uma das imagens a professora chega a puxar o cabelo de um dos alunos em Assis — Foto: TV TEM / Reprodução

Investigação
A mãe que testemunhou sozinha uma das agressões prestou depoimento na polícia. Ela conta que observou assim que chegou na escola.

“Eu toquei a campainha, e ninguém veio, quando eu toquei a segunda vez ela (a professora) levantou. Ela levantou com raiva, pegou uma criança pequena, tirou do chão e colocou no carrinho com toda força dela e ainda deu três safanões nesta criança. Novamente ela levantou chacoalhou e ainda jogou um pano no rosto da criança”, lembra.

O caso passou a ser investigado depois que outros pais registraram boletins de ocorrência. Alguns informaram que descobriram as agressões acessando as imagens das câmeras da escola pelo celular. Segundo a investigação, o comportamento agressivo era rotineiro.

“A conduta dela era reiterada para corrigir as crianças usando de violências e grave ameaça. Essas violências consistiam em puxões de cabelo, arrastões pelo braço, bater de forma veemente na carteira para pedir silêncio, e também o comportamento dela monitorando outras crianças, assim como nos períodos de convivências”, afirma a delegada que investiga o caso, Adriana Pavarina.

Ainda de acordo com a polícia, a professora trabalhava na escola há 8 anos, e há 5 meses era sócia proprietária da unidade com outras duas sócias. Pelo inquérito, pelo menos oito crianças podem ter sido vítimas das agressões.

Delegada que investiga o caso afirma que crianças sofreram traumas em Assis — Foto: TV TEM/ Reprodução

Delegada que investiga o caso afirma que crianças sofreram traumas em Assis — Foto: TV TEM/ Reprodução

A delegada informou que ouviu funcionários, pais e testemunhas. A professora também prestou depoimento.

“Ela disse que era a forma de controlar as aulas e ela achou normal”, completa. No entanto, a polícia entendeu que houve crime. “Existem provas indiciárias de que ela cometeu crime de tortura e castigo.”

Ainda segundo a polícia, algumas crianças ficaram traumatizadas. “Existem relatos de crianças que desenvolveram gagueira, existem indícios que foram desenvolvidos devido as condutas abusivas da professora”, afirma a delegada.

Em nota, o advogado de defesa da professora disse que a prévia análise dos autos não há elementos legais capazes de caracterizar crime de tortura e castigo, sendo que se trata de uma profissional com mais de 20 anos de carreira.

“Ainda há documentos dos autos que não foram analisados pela Justiça, bem como informações sigilosas que estão sendo levadas ao conhecimento do juízo, e que, para preservar a imagem das crianças e das partes envolvidas, não serão divulgadas. Ademais, esclarece-se que a professora/diretora já vinha passando por tratamento psiquiátrico, o que era de conhecimento de todos os responsáveis pela escola. Após o transcorrer processual os fatos serão devidamente esclarecidos, trilhando para a absolvição”.

Prisão negada
A professora se tornou ré depois que a Justiça aceitou denúncia contra ela pelo crime de tortura e castigo. Uma outra profissional também virou ré, denunciada por omissão.

O Ministério Público também pediu na denúncia a prisão preventiva da professora suspeita de agressão, alegando que ela estava ameaçando mães de alunos e pessoas envolvidas no processo.

A Justiça não concedeu, mas determinou que a professora não mantenha contato com vítimas e testemunhas e que fique a 100 metros de distância delas.

O caso está em segredo de Justiça. A diretora da escola, Valéria Luciano Franco Moreli, disse que desde a primeira suspeita de agressão, já foram tomadas atitudes em relação à professora.

Segundo Valéria, a professora foi advertida e, depois do conhecimento das imagens e da denúncia dos pais, ela foi afastada no dia 3 de dezembro.

Segundo o advogado da escola, Valdir Carlos Júnior, a instituição teve prejuízo, perdeu 10 alunos, e ficou com uma imagem marcada de forma negativa na cidade. Informou ainda que além de ser afastada, a professora não é mais sócia da unidade.

“Uma criança que não tem nem direito de defesa, não sabe contar pro pai e pra mãe, meu filho ia num período que ela não estava, muitas crianças estavam lá desde bebezinho, desde quando eles estavam sofrendo essa tortura psicológica e até física?”, questiona a mã

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Polícia

Ave quase sem penas é resgatada de situação de maus-tratos em Marília

Segundo Polícia Ambiental, periquitão-maracanã era mantido em cativeiro na garagem de uma casa. Proprietário pode ser multado em mais de R$ 3,5 mil.

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Do G1
Ave quase sem penas é resgatada de situação de maus-tratos em Marília — Foto: Polícia Ambiental/Divulgação
Ave quase sem penas é resgatada de situação de maus-tratos em Marília — Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

Uma ave da espécie periquitão-maracanã foi resgatada de uma situação de maus-tratos na manhã desta quinta-feira (27) em Marília (SP).

Segundo a Polícia Ambiental, o pássaro tinha sinais tão claros de estresse que estava sem boa parte das penas.

A equipe informou que a ave era mantida em cativeiro na garagem de uma casa, recebendo água e alimentação de forma inadequada.

O pássaro foi levado até o bosque de Marília e o proprietário pode ser multado em até R$ 3,5 mil, segundo a polícia.

Periquitão-maracanã era mantido em cativeiro na garagem de uma casa em Marília — Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

Periquitão-maracanã era mantido em cativeiro na garagem de uma casa em Marília — Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

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