Posto de combustíveis em Marília é lacrado por irregularidades

Dono do estabelecimento não foi localizado para falar sobre a ação do Procon, Polícia Civil e Ipem.

Uma operação com fiscais do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) junto com agentes da Polícia Civil, equipe do Procon e peritos do Instituto de Criminalística lacrou nove das 12 bombas de um posto de combustíveis localizado na avenida Tiradentes, região central de Marília (SP), nesta terça-feira (4).

Conforme o delegado do Instituto, Edson de Moura, vários pontos de selagem das bombas estavam rompidos. “Nestes casos o consumidor pode estar sendo prejudicado na medição, porque o instrumento não pode ser violado”, disse o delegado.

O responsável pelo posto vai ter que chamar técnico credenciado para fazer os reparos devidos. “Depois, com a presença de um técnico nosso, será verificado se os instrumentos estão de acordo com as normas”, completou Moura.

Ele antecipou que foram feitas medições preliminares com indicativo de irregularidades. “Usamos o padrão de vinte litros e encontramos diferença de 180, 160 e até 200 mililitros. Está fora do limite tolerado”, declarou.

Corpos estranhos

O responsável pelo Ipem disse ainda que os peritos verificaram, de forma visível, dispositivos suspeitos no conjunto de bombeamento. “Serão objetos de avaliação, porque esses ‘corpos estranhos’ podem caracterizar algum tipo de adulteração”, declarou Moura.

Um painel na parede, instalado onde seria área de lubrificação no posto, também foi fotografado pelos peritos como sendo um objeto não reconhecido no processo de bombeamento de combustível.

Com base nas conclusões da perícia, a Polícia Civil vai investigar se a “gambiarra” provoca injeção de líquidos de qualquer tipo diretamente nas bombas.

Entenda

O estabelecimento foi alvo de recente vistoria, quando agentes flagraram a utilização indevida da identidade visual da Petrobras, mas tinha registro como “bandeira branca” na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

O Procon de Marília, na ocasião, autuou o estabelecimento por propaganda enganosa. O valor da multa ainda não havia sido calculado e o proprietário poderia recorrer.

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