Laudo aponta asfixia como causa da morte de adolescente na cadeia em Lutécia

Em outubro desse ano, o assisense de 17 anos foi encontrado morto dentro da cela onde estava sozinho com um lençol enrolado no pescoço. Família contestou a versão da polícia.

Polícia investiga morte de adolescente apreendido por tráfico na cadeia de Lutécia (Foto: TV TEM/Reprodução)

A Polícia Civil informou nesta terça-feira (24) que teve acesso ao laudo do Instituto Médico Legal que apontou a causa da morte por asfixia de um adolescente, que foi encontrado morto dentro de uma das celas da cadeia de Lutécia (SP).

O corpo do menor, que tinha 17 anos, foi encontrado no dia 10 de outubro com um lençol enrolado no pescoço. Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, o adolescente estava sozinho na cela.

No atestado de óbito, foi apontada a presença de sinais de enforcamento e de autolesões, além da informação de que o jovem teria tomado um medicamento. Porém, a família contestou essa versão da polícia e registrou um boletim de ocorrência pedindo que morte fosse investigada.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Ricardo Fracasso, o laudo do IML comprova a morte por asfixia mecânica. Ele informou também que a mãe do adolescente já foi ouvido e o inquérito deve ser concluído em até 30 dias.

Apreensão e morte

De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente foi apreendido no dia 9 de outubro por suspeita de tráfico de drogas em Assis e levado para a cadeia de Lutécia no mesmo dia, onde ficou em uma cela sozinho.

Na manhã do dia seguinte, consta no registro policial que ele chegou a conversar com um agente penitenciário e pedir para entrar em contato com a família para que eles mandassem produtos de higiene.

No entanto, ainda segundo o BO, o agente penitenciário voltou à cela do adolescente na hora do almoço e o encontrou morto com um lençol enrolado no pescoço. Ele tinha sinais de enforcamento e lesões, possivelmente autolesões, causados por cacos de vidro da janela, de acordo com o registro.

A TV TEM entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

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