Ex-jogador do Internacional diz que não sabia de festa clandestina em chácara em Paraguaçu Paulista

Assessoria jurídica de Marcos Antônio de Lima, conhecido como “Índio”, informou em nota que ex-jogador mora no RS e não frequenta o imóvel há meses.

Segundo a Polícia Civil, chácara alugada para festa clandestina em Paraguaçu Paulista (SP) é de ex-jogador do Internacional (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Segundo a Polícia Civil, chácara alugada para festa clandestina em Paraguaçu Paulista (SP) é de ex-jogador do Internacional (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O ex-jogador de futebol do Internacional de Porto Alegre Marcos Antônio de Lima, conhecido como “Índio”, informou que não sabia sobre a festa clandestina realizada neste fim de semana na chácara dele em Paraguaçu Paulista (SP).

A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), por meio de uma nota de esclarecimento, através da assessoria jurídica do jogador aposentado.

Na madrugada do último domingo (25), equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar e Vigilância Sanitária da cidade flagraram 60 pessoas na propriedade na área rural. Os participantes estavam sem máscaras e não respeitavam o distanciamento social.

Após o flagrante, os envolvidos foram levados ao plantão policial de Paraguaçu Paulista, onde foram ouvidos e liberados. Segundo a polícia, um homem de 33 anos se apresentou como organizador da festa e disse que cobrou R$ 10 pela entrada de homens no evento.

Apesar do ex-jogador ser dono da chácara em Paraguaçu Paulista, a assessoria jurídica dele informou que Marcos Antônio mora em Santa Maria (RS) desde o término da carreira e esteve pela última vez na chácara em janeiro deste ano.

De acordo com a nota, o responsável pelo evento clandestino seria o caseiro da propriedade, que disse que fez um aniversário para poucos amigos no domingo (25), mas que pessoas não convidadas também foram até o local.

No documento, a assessoria do ex-jogador afirmou que o caseiro está arrependido e que, quando se deu conta da aglomeração formada na chácara, fechou a porteira para que outras pessoas não entrassem no local.

Ainda no documento, a assessoria jurídica afirma que o ex-jogador repudia qualquer tipo de evento clandestino e pede desculpas à população de Paraguaçu Paulista por “qualquer transtorno e constrangimento”.

“Esclarece e afirma que tal evento ocorreu sem seu aval, autorização ou sequer comunicação, e que jamais autorizaria ou seria conivente com este ato, já que tem total consciência sobre a atual situação do país”, diz a nota.

A ocorrência foi registrada como “infração de medida sanitária preventiva” e a Vigilância Sanitária de Paraguaçu Paulista também registrou autuação para abertura de processo administrativo.

A polícia informou que o ex-jogador também será intimado para depor e, na nota, ele disse que está à disposição para a conclusão das investigações e que, “após a identificação de todos os culpados e envolvidos tomará as devidas e legais medidas, tanto no âmbito administrativo como no criminal”.

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