Sete toneladas de carne estragada foram achadas na cozinha-piloto de Marília e iriam para a merenda escolar — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo
Sete toneladas de carne estragada foram achadas na cozinha-piloto de Marília e iriam para a merenda escolar — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo

A Justiça de Marília (SP) absolveu o prefeito Daniel Alonso (PSDB) e mais três denunciados na ação civil pública em que o Ministério Público investigava a responsabilidade no caso das sete toneladas de carne estragada da merenda escolar.

Na ação, a promotoria pedia o ressarcimento aos cofres públicos no valor de R$ 1,1 milhão, além da perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos dos denunciados. A sentença foi publicada neste sábado (10).

Na sentença, o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz entendeu que não houve por parte do prefeito eventual ação ou omissão que tenha provocado a perda do alimento, e ainda destacou que ele agiu para não expor os alunos da rede pública com a decisão de descartar o produto.

Santos Cruz também justificou a absolvição dos demais denunciados, destacando que o ex-secretário de educação, Roberto Cavallari Filho, já havia deixado o cargo antes do episódio, que Dolores Locatelli também não era mais responsável pela Divisão de Alimentação Escolar da cozinha-piloto, e que a nutricionista Cláudia Silvana de Campos estava em férias na época.

Justiça ouve quatro suspeitos no caso das 7 toneladas de carne estragada da merenda de Marília — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo
Justiça ouve quatro suspeitos no caso das 7 toneladas de carne estragada da merenda de Marília — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo

Merenda no lixo

O caso da carne estragada teve início em janeiro de 2018, depois que a prefeitura anunciou ter encontrado sete toneladas do produto com cheiro estranho na cozinha-piloto da cidade, local que armazena produtos para a merenda escolar.

A investigação, que começou com a abertura de sindicância pela prefeitura e depois com a aprovação pela Câmara de Vereadores de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), durou quase sete meses.

Em junho, Daniel Alonso prestou depoimento à CPI e rebateu a acusação de Cavalari de que a decisão de descongelar, moer e recongelar a carne foi tomada em uma reunião com o prefeito e secretários municipais. À época, Cavalari afirmou que o problema na cozinha-piloto aconteceu uma semana depois de ele deixar a pasta.

No fim de agosto, os vereadores aprovaram o relatório final da CPI indicando a existência de atos de improbidade administrativa por parte do prefeito e do então secretário de educação.

O relatório final sugeriu que os envolvidos descumpriram o que estabelece o Regimento Técnico de Boas Práticas para os Serviços de Alimentação. De acordo com a investigação, houve irregularidades no manuseio da carne.

No fim de novembro de 2018, o Ministério Público denunciou o prefeito Daniel Alonso e mais três pessoas por responsabilidade no caso das sete toneladas de carne estragada da merenda escolar.

Na ação civil pública, MP apontou problemas no sistema de refrigeração da cozinha-piloto — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo
Na ação civil pública, MP apontou problemas no sistema de refrigeração da cozinha-piloto — Foto: TV TEM/Reprodução/Arquivo

Assine nossa newsletter

Receba as notícias do AssisNews diretamente em seu email.

VOCÊ PODE GOSTAR

Aluno do 6º ano conquista medalha de ouro em olimpíada internacional de matemática

O autor do feito é o aluno Nicolas Oliveira, de 11 anos e aluno do 6º ano do fundamental.

Mais de 50 cachorros são apreendidos em situação de maus-tratos em canil clandestino

Policias também perceberam a existência de uma cachorra gestante, o que é proibido por lei na cidade.

Grande quantidade de maconha é apreendida pela Polícia Rodoviária após perseguição

Helicóptero Águia também foi acionado para auxiliar nas buscas.

PF realiza operação para apurar denúncias de fraude na compra de merenda escolar em Florínea

Primeira fase da ação foi realizada em 2021.