A Polícia Civil de Bauru (SP) teve acesso a imagens de câmeras de segurança que mostram o momento do acidente que causou a morte de duas pessoas na Rodovia Cezário José Castilho (SP-231), conhecida como Bauru-Iacanga, na noite de sexta-feira (22). No acidente, morreram um motociclista e um ciclista, que era policial militar de Bauru e estava de folga.

Com base na análise dessas imagens, que não foram divulgadas, mas a equipe de reportagem da TV TEM teve acesso e pode assistir, a polícia adotou uma nova linha de investigação que sugere como causa do acidente a disputa de um racha entre quatro motociclistas, incluindo o que morreu no acidente.

A polícia teve acesso a imagens de duas câmeras instaladas em empresas próximas ao local do acidente. Numa delas, há o registro dos dois ciclistas pedalando pelo acostamento, com luzes em suas bicicletas, e na sequência aparece um caminhão, inicialmente suspeito de ter provocado o acidente.

Em seguida aparece a moto em alta velocidade entrando no acostamento e atropelando um dos ciclistas. Na imagem da outra câmera aparecem mais três motos, todas também em alta velocidade e seguindo a moto que se acidentou.

“Pelas imagens aparentemente a moto passa pelo acostamento e atinge o ciclista sem nenhum abalroamento ou contato no caminhão, que era a suspeita inicial. A partir dessas imagens verificamos que muito possivelmente esse trágico acidente tenha sido causado como fruto de um possível racha”, afirma o delegado Cledson Luiz do Nascimento.

Ainda segundo o delegado, as imagens passarão por perícia, mas outros indicadores coletados no acidente, como o velocímetro da moto acidentada travado na marca de 120 km/h, sugerem, junto com as imagens, o excesso de velocidade de todos os motociclistas. No local do acidente, a velocidade permitida é de 80 km/h.

Ainda de acordo essa nova linha de investigação, o caminhoneiro que inicialmente era suspeito de ter participado do acidente ao bater na moto só estaria passando pelo local, sem qualquer envolvimento.

O ciclista que sobreviveu deve prestar depoimento ainda nesta terça-feira e a polícia também planeja ouvira parentes do motociclista que morreu.

O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas pode mudar se for ficar comprovado que houve o racha, termo usado para designar uma disputa de corrida entre veículos em local proibido. A prática é considerada crime e, se resultar em morte, a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Daniel Akira Shimamura, de 43 anos, chegou a ser socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos após acidente em Bauru (Foto: Facebook /Reprodução)
Daniel Akira Shimamura, de 43 anos, chegou a ser socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos após acidente em Bauru (Foto: Facebook /Reprodução)
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