Vereador esclarece Sobre medidas socioeducativas em Assis

Sargento Valmir foi procurado por um grupo de mães de internos e juntamente com o Vereador Cristiano Santilli foi conhecer o trabalho em Marília.

Sargento Valmir na tribuna

O Vereador Valmir Dionizio esclarece a população que não apresentou nenhum projeto, não apresentou nenhuma proposta de criação de Fundação Casa em Assis. Este ano, mesmo que o executivo quisesse, a Legislação Eleitoral proíbe doação de área. A própria Fundação Casa através de seu representante afirmou que não nenhuma negociação neste sentido.

Ocorreu que o vereador Sargento Valmir foi procurado por um grupo de mães de interno, e de funcionários da Fundação, e juntamente com o Vereador Cristiano Santilli foi conhecer o belo trabalho que estão desenvolvendo lá em Marilia. A entidade conta com Medico, Dentista, Assistente Social, Psicólogos, Educadores, Professores, e toda uma equipe multidisciplinar, além de parceria com a Secretaria da Educação e Centro Paula Souza (cursos profissionalizantes), mantendo uma disciplina exemplar para a reeducação do menor infrator.

É fato que no ano passado mais de 80 crianças e adolescentes de ASSIS estiveram internadas na Fundação Casa. E este ano estão lá quase 60 e na entidade Nosso Lar aqui em Assis, estão mais de 210 crianças e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.

Números alarmantes. E o Vereador Valmir esta preocupado com a carência de politicas públicas, pensando no trabalho de prevenção que pode e deve ser desenvolvido com esses jovens, pois, a falta de projetos de esportes, cultura, lazer, saúde e educação têm levado cada vez mais as crianças e adolescentes para o submundo da criminalidade e das drogas!

Esses jovens, em sua maioria oriunda de famílias muitas vezes desestruturadas, não aprenderam a ter limites e ao cometerem atos infracionais precisam da intervenção do Estado. Ai entra o trabalho da Fundação Casa nos casos mais graves, como homicídio, roubo e tráfico. O que fazer? Prevenção sempre, o vereador entende que tanto a União, como o Estado e também e em especial o Município, devem desenvolver projetos e parcerias públicos privados.

Mas, e quando se tem um número expressivo? Matam-se os jovens? Coloca todos num avião e leva para uma ilha deserta? Joga-os fora? Qual a sugestão para recuperar esses jovens? Alguém tem? A Família seria (é) um importante ponto de apoio na recuperação deles, mas muitas estão arruinadas pelo álcool e pelas drogas (licitas e ilícitas), pela falta de emprego, falta de alimentação e de moradia.

O Vereador Valmir, é categórico em afirmar que: “Gostaria muito que não fosse necessária à instalação da Fundação Casa. Por isso esta articulando reuniões na Câmara Municipal envolvendo cabeças pensantes, autoridades envolvidas na área”.

E entre essas pessoas estão o Juiz da Vara da Criança e Adolescente, o Conselho Municipal da Criança e Adolescente, a Policia Militar, as Secretarias Municipais da Saúde, Educação e Assistência Social, Secretaria Estadual da Educação, Conselho Tutelar, Entidades Nosso Lar, Conselho Municipal sobre Drogas, Comunidades Terapêuticas – Idac Maanain – CREMOS e Restauração, Amor exigente, enfim, pessoas com o propósito de minimizar esses números altíssimos de crianças e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e internados.

Para tanto, funcionários da própria instituição Casa, tem participado desta articulação, oferecendo subsídios para que o sucesso seja alcançado e já na última reunião, foram apresentadas propostas concretas oferecidas por eles e pelo CREAS, Conselho Regional Assistência Social.

Dia 02 de abril nova reunião esta agendada e entidades interessadas poderão participar desta rede, a fim de podermos proporcionar melhor qualidade de vida as nossas crianças e adolescentes, inclusive sem a necessidade de instalação de uma unidade da Fundação Casa, que nem de longe pode ser comparada com um presídio.

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