Lei de prevenção a AIDS/HIV/DST é aprovada na Câmara Municipal

Projeto prevê que a secretaria municipal de saúde deverá desenvolver atividades, eventos, campanhas de conscientização dobre o assunto.

Autoria do projeto é do vereador Alexandre Cachorrão (Foto: Divulgação)
Autoria do projeto é do vereador Alexandre Cachorrão (Foto: Divulgação)

Na sessão desta segunda feira, 29, foi aprovado por unanimidade o projeto de lei 01/2016 do vereador Alexandre Cachorrão que prevê atividades direcionadas ao enfrentamento do HIV/AIDS e doenças sexualmente transmissíveis no município.

O projeto prevê que a secretaria municipal de saúde deverá desenvolver atividades, eventos, campanhas de conscientização e prevenção para o enfrentamento ao HIV/AIDS e doenças sexualmente transmissíveis como é o caso da sífilis, que vem aumentando assustadoramente.

Os dados apresentados pelo vereador em nosso município são extremamente preocupantes. Em se tratando de HIV, de 12 novos casos notificados em 2013 saltou para 24 casos em 2015, dobrando praticamente. No caso da sífilis, mais que dobrou, de 54 novos casos notificados em 2013 saltou para 111 novos casos em 2015.

A sífilis, que pode ser transmitida da mãe para o feto, é uma doença infecciosa silenciosa, que tem consequências devastadoras podendo causar sérios problemas de saúde se não for tratado no inicio da doença, mas, pode ser facilmente evitada se tomada às devidas precauções.

Com relação à transmissão vertical do HIV (da mãe para o feto) as campanhas educativas tem se mostrado eficazes reduzindo a chance de transmissão para menos de 1%.

A problema é tão preocupante, que a revista Isto É, relatou numa matéria recente, que como se não bastasse a zika, a dengue, e a chikungunya, os brasileiros estão sob ameaça de outra doença de consequências igualmente assustadoras, a sífilis.

O projeto de lei criou também o programa “Dezembro Vermelho” para chamar a atenção da sociedade sobre a importância da prevenção destas doenças, incentivando a iluminação vermelha nos prédios públicos e privados.

Conforme defendeu o vereador, estas doenças podem ser evitadas com campanhas educativas e informativas de prevenção e orientação, principalmente entre os jovens. “Agora, é aguardar a sanção do prefeito para cobrarmos que seja colocado em prática”, disse Alexandre Cachorrão na tribuna.

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