Vereador de Paraguaçu Paulista é condenado por corrupção eleitoral

Pena de Onório Francisco Anhesim é de mais de 1 ano de detenção.
Vereador informou que vai recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral.

Vereador é suspeito de compra de votos (Foto: Reprodução / TV TEM)
Vereador é suspeito de compra de votos
(Foto: Reprodução / TV TEM)

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) condenou o vereador de Paraguaçu Paulista (SP), Onório Francisco Anhesim, por crime eleitoral consistente na compra de votos. A decisão desta quinta-feira (2) determina a pena de uma ano, três meses e 16 dias de detenção.

Ao G1, o vereador informou que vai recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral e que pretende reverter o quadro.

Onório foi eleito nas eleições de 2012 pelo PSDB. O relator do processo, Juiz Silmar Fernandes, afirmou em seu voto que há provas robustas de que o vereador ofereceu R$ 25 a eleitores em troca de voto, contrariando a tese da defesa do vereador de que não havia provas suficientes para condená-lo.

O Código Eleitoral prevê que é crime “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

Entenda o caso
O vereador passou a ser investigado pelo Ministério Público por compra de votos nas eleições municipais de 2012 dois anos depois de assumir o mandato. Várias pessoas confirmaram ter recebido dinheiro. A investigação feita pela Polícia Federal apontou que a compra de votos ocorria em uma casa no Jardim Bela Vista, em Paraguaçu Paulista, às vésperas das eleições municipais.

Segundo investigação, era no imóvel que vereador reunia alguns eleitores para apresentar as propostas de campanha. “Uma vez realizada a reunião, ele expunha o plano de governo e em seguida ele saia de cena, e uma pessoa que trabalhava em conjunto com ele abordava os eleitores para que então anotasse os dados para oferecer dinheiro e vantagens para que votasse no candidato”, explicou na época o promotor Fernando Fernandes Fraga.

Testemunhas pediu que fosse paga a transferência de um veículo (Foto: Reprodução / TV TEM)
Testemunhas pediu que fosse paga a transferência
de um veículo (Foto: Reprodução / TV TEM)

Durante a investigação cinco eleitores confirmaram que venderam o voto. “Eles anotavam todos os dados dos eleitores e prometiam que pagariam R$ 25 antes da votação e se confirmada a votação, por meio dos dados das pessoas, eles dariam uma outra parcela de R$ 25. Ou seja foi oferecido R$ 50 em duas parcelas”, completou o promotor.

Um dos eleitores, ao invés de dinheiro, pediu para que o candidato pagasse a transferência e a regularização dos documentos do carro.

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