Vereador pede revogação do contrato da empresa que faz o transporte público de Assis

A solicitação está de acordo com as inúmeras reclamações dos usuários e irregularidades apuradas pela Comissão de Transporte Público Urbano de Assis.

Motorista da empresa de transporte coletivo estão com salários atrasados (Foto: Naji Besharah)
Motorista da empresa de transporte coletivo estão com salários atrasados (Foto: Naji Besharah)

O Vereador Timba esteve na tribuna nesta segunda-feira, dia 20, solicitando ao Poder Executivo, informações quanto à concessão do Transporte Coletivo Urbano de Assis, hoje gerenciada pela empresa Expresso Transportes Kaçulla LTDA. O pedido vem de encontro com diversas reclamações da população e dos funcionários da empresa que estiveram presentes na Sessão Ordinária da Câmara.

Segundo Timba, a empresa que faz o transporte urbano na cidade vem descumprindo as normas do edital de licitação. “Alguns ônibus apresentam documentação vencida; falta de manutenção que implica em ausência de freios, limpador para-brisa, seta, instabilidade, vazamento de combustível, pneus carecas, entre outros; os direitos trabalhistas dos funcionários não estão sendo recolhidos, tais como FGTS, cartão alimentação e décimo terceiro; alguns ônibus da frota não são de propriedade da empresa; o cartão para deficientes não está sendo emitido; os horários não estão sendo respeitados e a pesquisa de satisfação, conforme cláusula contratual, não está sendo realizada”, pontua o vereador.

Uma comissão foi organizada pela Prefeitura Municipal para verificar essas denúncias e o resultado foi apresentado em reunião na manhã desta segunda-feira, dia 20. De acordo com a comissão, inúmeras irregularidades em relação ao edital foram constatadas e que a empresa já foi notificada sobre o assunto.

Timba ressalta a importância de se cumprir o que está estabelecido no contrato de concessão. “A população de Assis tem o direito a um serviço adequado, eficiente e eficaz do transporte público, não podendo ser prejudicada por problemas ocasionados por negligência da empresa prestadora de serviços”, cobra o vereador.

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