MP investiga suspeita de desvio de dinheiro na prefeitura de Ibirarema

Promotoria determinou que prefeito explique gastos de mais de R$ 1 milhão na área da saúde, que não tem obras em unidades, e compras feitas em loja de parente.

Ministério Público quer saber por que gasto é alto com saúde se nenhum dos postos de saúde da cidade passa por reforma (Foto: Reprodução / TV TEM)

O Ministério Público (MP) Estadual deu prazo até o fim desta semana para a prefeitura de Ibirarema (SP) explicar se houve desvio de verba na área da saúde. A denúncia foi feita por um cidadão que desconfiou dos gastos de mais de R$ 1 milhão informados no Portal da Transparência.

Segundo a denúncia, desde o começo do ano a prefeitura teria gasto esse valor na compra de material de construção para o Departamento de Saúde. O que chamou a atenção do MP é que nenhuma das três Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município passa por reforma.

O Ministério Público Estadual abriu investigação e pediu que a prefeitura prestasse contas detalhadas de 53 ordens de serviço emitidas entre janeiro e julho deste ano. Somados, esses documentos resultam no valor de R$ 1.065.140.

O prefeito Thiago Briganó (PSDB) garante que a maioria desses documentos são apenas orçamentos e que o valor gasto é bem menor. Segundo ele, teria havido apenas um erro de um servidor com os códigos do sistema da prefeitura – ele teria cadastrado todos os gastos com o código da saúde.

“Nós temos relatórios oficiais da prefeitura que mostram que os materiais de construção foram adquiridos na ordem de R$ 74 mil, em oito meses, ou seja, gastamos menos de R$ 10 mil por mês para a manutenção da cidade toda”, defende-se o prefeito.

Prefeito Thiago Briganó afirma que prefeitura gastou apenas R$ 74 mil: “Foi um erro de um funcionário” (Foto: Reprodução / TV TEM)

Os promotores recusaram três cadernos com mais de 500 folhas contendo documentos, notas fiscais e recibos. Por isso, a prefeitura ainda terá de detalhar onde usou cada tijolo comprado.

Além do valor gasto, o MP também questiona o fato de a prefeitura só contratar uma loja de material de construção que tem como dono o cunhado do prefeito.

O empresário dono do comércio informou à reportagem da TV TEM que fornece produtos para a prefeitura desde 2009.

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