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Polí­tica

‘Sou limpo, o Lula está preso, babaca’, diz Ciro a universitários

Ciro Gomes (PDT) foi hostilizado por defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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‘Sou limpo, o Lula está preso, babaca’, diz Ciro a universitários
‘Sou limpo, o Lula está preso, babaca’, diz Ciro a universitários

Ao discursar nesta quinta-feira, 7, para uma plateia de universitários na Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Salvador, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi hostilizado por defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedetista reagiu: “O Lula está preso, babaca”, disse, repetindo declaração dada por seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE), na reta final do segundo turno da campanha presidencial durante uma discussão com militantes petistas.

Na capital baiana, Ciro vinha sendo interrompido por gritos de “Lula livre”, e “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Ao ouvir uma provocação de uma pessoa da plateia, Ciro reagiu: “Ele não está sequer ouvindo, porque dói, dói demais você ouvir as coisas quando elas são verdadeiras, e a referência totêmica e o totem deles não respondem mais.”

“O jovem no bar é obrigado a defender a corrupção, o aparelhamento do Estado, formação de quadrilha. Isso não é para vocês”, disse. A plateia reagiu e um dos presentes chamou Ciro de corrupto. “Não sou, não. Eu estou solto. Eu sou limpo. Eu sou limpo. Lula está preso, babaca”, afirmou. Parte da plateia o vaiou e gritou: “Fora, Ciro”.

O pedetista declarou ser contrário à prisão “arbitrária” do ex-presidente. Ele disse, porém, que Lula “aceitou os recursos”. “Desculpa, não fui eu que condenei o Lula. Não está na minha mão liberar Lula. Eu avisei: se a direita ganhasse as eleições, o Lula ia ficar encarcerado por muito mais tempo. Avisei na campanha. Todo mundo pode vomitar a paixão que quiser, mas enquanto a gente ficar assim, acreditando em minorias ínfimas, esmagadoramente derrotados que fomos… Companheiros, nós fomos humilhantemente derrotados por essa estratégia. Insistir nela afunda o Brasil.”

Polí­tica

TRE-SP suspende direitos políticos de Vinicius e Abelardo Camarinha

Decisão é em 1ª instância e não afeta o mandato de Vinicius Camarinha na Alesp. Defesa afirmou que ainda não foi notificada.

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Do G1
TRE-SP suspende direitos políticos de Vinicius e Abelardo Camarinha

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) suspendeu os direitos políticos do deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB) e do ex-prefeito de Marília, Abelardo Camarinha (PSB), por oito anos.

Pai e filho foram condenados por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral para a prefeitura de Marília em 2016.

A decisão é em primeira instância e, portanto, cabe recurso.

Por telefone, o advogado de defesa dos políticos, Cristiano Mazetto, afirmou que a defesa ainda não foi notificada da decisão. A decisão do TRE não afeta o mandado de Vinicius na Assembleia Legislativa de SP (Alesp).

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Brasil

Dois filhos de Flordelis e de pastor são suspeitos de matar o pai para defender mãe após traição

Os dois já prestaram depoimento e estão detidos por outros crimes. Anderson foi assassinado com pelo menos 15 tiros na madrugada de domingo (16), em Niterói.

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Do G1

A investigação do assassinato do pastor Anderson do Carmo de Souza, marido da deputada federal Flordelis (PSD), aponta que dois filhos do casal são suspeitos de matar o pai. Uma das linhas de investigação é que eles teriam cometido o crime para defender a mãe, após descobrirem uma relação extraconjugal de Anderson.

Durante o enterro, nesta segunda-feira (17), a polícia agiu discretamente e prendeu Flávio dos Santos, filho biológico apenas de Flordelis – a deputada e Anderson do Carmo registraram 55 filhos, a maioria, adotado. Flávio tinha um mandado de prisão por violência doméstica.

Outro filho do casal também foi preso. Lucas, de 18 anos, que é adotado, foi encontrado na casa onde o pastor foi morto. Quando era menor, ele se envolveu com tráfico de drogas. Lucas e Flávio prestaram depoimento durante esta tarde na Delegacia de Homicídios de Niterói sobre a morte do pai.

Flávio vai passar a noite da Delegacia de Homicídios, e Lucas foi transferido para unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), já que quando ele cometeu o crime por tráfico de drogas era menor de idade.

A deputada Flordelis rechaça a hipótese de que um de seus filhos seja o autor do crime: “Isso é ridículo, acusar alguém sem provas”. Ela acredita que o crime foi uma tentativa de assalto. “É nisso que eu acredito, que foi um assalto, e que ele morreu defendendo a família”, disse Flordelis durante o enterro.

A polícia informou que os criminosos fugiram do local sem levar nada. Investigadores revelaram também que os bandidos usaram toucas ninja e que doparam o cachorro da família antes do crime.

30 marcas de tiros no corpo

Anderson foi assassinado com pelo menos 15 tiros na madrugada de domingo (16), na garagem de sua residência, em Pendotiba, Niterói. O laudo do Instituto Médico Legal aponta que o corpo de Anderson tinha 30 perfurações, a maioria na região da virilha: nove.

Oito disparos foram feitos na região do peito e um tiro foi na cabeça, feito à curta distância. Segundo a polícia, essa informação aumenta a possibilidade de que o criminoso tenha atirado com a intenção apenas de matar o pastor.

Laudo mostra que corpo de pastor Anderson tem 30 marcas de tiros — Foto: Reprodução

Laudo mostra que corpo de pastor Anderson tem 30 marcas de tiros — Foto: Reprodução

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Polí­tica

Ex-prefeito de Assis e atual subsecretário de Estado é condenado na Justiça

Ricardo Pinheiro Santana, que governou de 2012 a 2016, trabalha hoje na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional.

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Ricardo Pinheiro Santana, que governou de 2012 a 2016, trabalha hoje na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional Foto: Divulgação

O ex-prefeito municipal de Assis, Ricardo Pinheiro Santana, sofreu condenação em segunda instância, após ação movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

O julgamento aconteceu na segunda-feira passada, dia 27 de maio, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), tendo as participações dos desembargadores Magalhães Coelho, Eduardo Gouvêa e Luiz Sérgio Fernandes de Souza.

A decisão judicial limitou os direitos políticos de Pinheiro, que desde janeiro atua como subsecretário de Relacionamento com os Municípios, na pasta de Desenvolvimento Regional, conhecida como Secretaria do Interior.

A ação movida pelo MPE envolve cargos comissionados considerados inadequados durante a gestão de Pinheiro, que governou Assis no período de 2012 a 2016. O ex-prefeito, que é nascido em Assis, tentou a reeleição, mas não conseguiu ser reconduzido ao cargo.

O TJ-SP impôs perda dos direitos políticos por um período de três anos e pagamento de multa equivalente a 50 vezes o valor recebido pelo cargo de prefeito. Na época, o salário do chefe do Poder Executivo de Assis equivalia R$ 16,6 mil.

Embora seja sentença em segunda instância, a decisão do TJ-SP cabe recurso. A defesa do ex-prefeito deverá recorrer.

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