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Juiz da Lava Jato determina bloqueio de até R$ 78 milhões em bens de Lula

Para defesa do ex-presidente, decisão de Luiz Antonio Bonat indica que ele está perto de assinar a terceira sentença sobre o petista em Curitiba.

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O ex-presidente Lula concede entrevista exclusiva à Folha de São Paulo e ao jornal El País, na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR) - 26/04/2019 (Marlene Bergamo/Folhapress)

O juiz federal Luiz Antonio Bonat, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, determinou no último dia 18 de junho o sequestro de até 77,9 milhões de reais em bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de Bonat foi tomada em um pedido do Ministério Público Federal (MPF) relacionado ao processo a que Lula responde por supostamente ter recebido 12,4 milhões de reais em propina da Odebrecht por meio de dois imóveis.

O valor determinado pelo magistrado para o bloqueio não se baseia em algum levantamento sobre o patrimônio do petista, mas nos 75,4 milhões de reais que, segundo o MPF, foram pagos em propina pela empreiteira ao PT a partir dos oito contratos da Petrobras de que o processo da Lava Jato trata.

Para chegar aos 77,9 milhões de reais arrestados, Luiz Antonio Bonat diminuiu a multa estimada pelos procuradores de 13 milhões de reais para 3 milhões de reais e descontou ainda os 504.000 reais supostamente pagos pela Odebrecht pela cobertura vizinha à de Lula em São Bernardo do Campo (SP), um dos imóveis de que a ação penal trata, pelo fato de o imóvel já estar bloqueado.

“Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 77.930.300,44”, escreveu Bonat.

Como se trata de “bens substitutivos”, que seriam utilizados para reparar o dano no processo, o magistrado sustenta que “não tem relevância se os bens foram ou não adquiridos com recursos lícitos”. A decisão de Bonat não atinge os bens deixados pela ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, morta em janeiro de 2017, na chamada “meação” do cônjuge.

Ao ingressar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual questiona aspectos do processo em primeira instância, na segunda-feira 24, a defesa do ex-presidente afirma que a decisão de Luiz Antonio Bonat é um “indicativo concreto” de que ele está prestes a assinar a sentença na ação penal referente aos supostos 12,4 milhões de reais em propina da Odebrecht a Lula – além do apartamento de meio milhão de reais no ABC paulista, o processo também trata de um terreno de 12 milhões de reais onde seria construído o Instituto Lula, em São Paulo.

No recurso ao STF, um agravo regimental, os advogados do ex-presidente alegam que tiveram acesso tardio ao acordo de leniência da Odebrecht, cujo conteúdo teria informações relevantes ao processo, e que a falta de tempo para analisá-lo prejudicaria o direito à ampla defesa do ex-presidente. Assim, os defensores pedem que o Supremo, por meio do relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, ou do plenário, suspenda o andamento do processo sobre a Odebrecht até que as provas possam ser estudadas.

A ação penal que apura a suposta compra de imóveis pela Odebrecht a Lula está pronta para sentença desde o dia 5 de novembro de 2018, há 233 dias. Bonat assumiu os processos da Lava Jato em primeira instância em 6 de março, há 112 dias. Ele substitui em definitivo o ex-juiz federal Sergio Moro, que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.

O processo sobre o tríplex do Guarujá (SP), que terminou em primeira instância com a condenação de Lula a 9 anos e meio de prisão, foi sentenciado por Moro 21 dias depois de ficar pronto para conclusão; no caso do sítio de Atibaia (SP), que levou à segunda condenação de Lula em primeiro grau, a 12 anos e 11 meses de cadeia, a juíza federal substituta Gabriela Hardt levou 29 dias entre a conclusão dos autos e a divulgação da sentença.

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Caminhão carregado com frango pega fogo e bloqueia BR-376 por duas horas

Segundo a PRF, pista precisou ser fechada por causa da fumaça que saia do caminhão em chamas.

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Do G1
Fogo destruiu caminhão na BR-376, em Guaratuba, na tarde deste domingo (22) — Foto: Divulgação/PRF

Um caminhão carregado com frango congelado pegou fogo na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná, na tarde deste domingo (22), e bloqueou a pista no sentido Santa Catarina por duas horas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a PRF, as faixas foram bloqueadas das 14h15 às 16h30 por causa da fumaça no local, que prejudicava a visibilidade dos motoristas na pista.

A fila no local chegou a 5 km.

Segundo a PRF, ninguém ficou ferido.

Incêndio
De acordo com a polícia, o fogo começou porque os freios do caminhão ficaram superaquecidos.

Assim que notou as chamas, o motorista do caminhão encostou o veículo no acostamento, na altura do km 676.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária que administra o trecho foram acionadas para controlar o fogo.

A carga tinha como destino a cidade de Itajaí, de acordo com a polícia.

As duas faixas no sentido Santa Catarina foram bloqueadas para que o fogo fosse combatido — Foto: Divulgação/PRF

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Padre é assassinado durante assalto a igreja no Distrito Federal

Sacerdote católico foi encontrado amarrado e com um arame farpado enrolado no pescoço. Polícia investiga o crime.

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Do Metrópoles
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE/FACEBOOK
PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE/FACEBOOK

Um assalto em uma igreja, na 702 Norte, no Distrito Federal, terminou na morte de um sacerdote católico, na noite deste sábado (21). Padre Kazimerz Wojn foi estrangulado por bandidos, que reviraram a casa paroquial da igreja Nossa Senhora da Saúde e levaram diversos pertences. As informações preliminares, divulgadas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), dão conta de que o cofre também foi revirado.

O religioso havia celebrado uma missa no início da noite de sábado, às 18h30. Depois, segundo testemunhas, teria ido fiscalizar uma obra que acontece no terreno da paróquia. O caseiro, que cuidava da reforma, também foi feito refém pelos bandidos. José Gonzaga da Costa, de 39 anos, sofreu escoriações nos braços, mãos e foi transportado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estável e orientado. Foi ele quem conseguiu gritar por socorro, afugentando os ladrões, segundo a corporação.

Padre Kazimerz foi encontrado morto, com os pés e as mãos amarrados, e com um arame farpado envolto ao pescoço. O religioso também tinha uma lesão na cabeça, segundo a polícia. Ninguém havia sido preso até a última atualização desta reportagem.

O corpo do líder religioso foi encontrado do lado de fora da casa paroquial, que fica nos fundos da igreja. A polícia acredita que ele tenha sido morto dentro da residência e arrastado para o lado de fora posteriormente. Somente a perícia da Polícia Civil poderá confirmar as suspeitas.

Conhecido na comunidade como padre Casemiro, o pároco já havia alertado as autoridades policiais do DF sobre a nítida sensação de insegurança que rondava a região. Há cinco meses, em 21 de abril deste ano, em pleno Domingo de Páscoa, ladrões invadiram o templo e levaram o sacrário do altar. A peça havia sido doada há 20 anos e tem valor estimado em R$ 20 mil.

A Polícia Civil do Distrito Federal está à frente das investigações sobre o assassinato do religioso. Procurada pela reportagem, a corporação não havia retornado as ligações até a publicação deste texto.

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Hospital assumirá gastos com internação da filha de noiva que faleceu

Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, grávida de 7 meses, sofrer um AVC quando estava prestes a se casar.

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Do Metrópoles

O hospital Pro Matre Paulista, em São Paulo, vai arcar com as despesas da internação da bebê prematura Sophia, que nasceu no último sábado (14) em um parto de emergência após sua mãe, Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, grávida de 7 meses, sofrer um AVC quando estava prestes a se casar. São informações do Extra.

A unidade de saúde afirmou em um comunicado, nesta sexta-feira (20), que se solidariza com a dor do tenente Flávio Gonçalves da Costa e das famílias dele e da paciente Francisca Jessica Victor Guedes.

“Nosso compromisso é garantir que o tenente Gonçalves possa exercer seu papel de pai e dedicar todo amor que a pequena Sophia precisa”, anunciou o hospital.

“Assim, nós da instituição nos antecipamos para que os valores desde os procedimentos com a paciente Jessica e todo o período de internação da Sophia não sejam impedimento para a permanência da bebê em nossa UTI Neonatal e, com isso, não implicará em qualquer ônus às famílias”, disse o hospital.

AVC pré-eclâmpsia
Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, passou mal dentro da limousine em frente a uma igreja onde seria realizada a cerimônia. Quando chegou ao local, o noivo, que já foi bombeiro, a encontrou desmaiada e, então, começou a prestar os primeiros socorros. Porém, o caso era mais grave do que se imaginava e foi preciso transferi-la para o Hospital e Maternidade Pro Matre Paulista.

Após a realização de alguns atendimentos, foi constatado que Jéssica tinha sofrido um AVC por causa de uma pré-eclâmpsia. Ao chegar na maternidade, a noiva já estava sem atividade cerebral. Por conta da morte cerebral de Jéssica, a família decidiu que todos os órgão seriam doados, atendendo a um pedido dela mesma.

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